Public Opinion Foundation, Dez. 9-10, N=1500, Face-a-face
Leonid Brezhnev ruled the country for 18 years, from 1964 to 1982. Would you rate Brezhnev’s rule as good or bad for the country?
Good: 61%
Bad: 17%
Hard to answer: 22%
All-Russian Public Opinion Research, Dez.16-17, N=1600, Face-a-face
Who was Russia’s politician of the year?
Vladimir Putin: 76%
Vladimir Zhirinovsky: 13%
Dmitry Medvedev: 12%
sexta-feira, dezembro 29, 2006
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Merry As You Like It
Estados Unidos, FOX News/Opinion Dynamics Poll, Nov. 29-30, 2005. N=900, Telefónica
Around this time of year, there is talk about whether holiday decorations on public property should include a nativity scene. Some say nativity scenes should not be on public property because this violates the separation of church and state. Others say it is acceptable for nativity scenes to be on public property because they are part of the historical celebration of Christmas. What is your view? Should nativity scenes be allowed on public property, or not?
Allowed: 83%
Not Allowed12%
Unsure:5%
Are you offended by stores that instruct employees not to say 'Merry Christmas' and make it a policy to specifically not use the words 'Merry Christmas' in advertising and promotions?
Yes:45%
No: 49%
Unsure: 6%
Around this time of year, there is talk about whether holiday decorations on public property should include a nativity scene. Some say nativity scenes should not be on public property because this violates the separation of church and state. Others say it is acceptable for nativity scenes to be on public property because they are part of the historical celebration of Christmas. What is your view? Should nativity scenes be allowed on public property, or not?
Allowed: 83%
Not Allowed12%
Unsure:5%
Are you offended by stores that instruct employees not to say 'Merry Christmas' and make it a policy to specifically not use the words 'Merry Christmas' in advertising and promotions?
Yes:45%
No: 49%
Unsure: 6%
Merry Christmas
Estados Unidos, Princeton Survey Research Associates, N= 1,009, Dez-2-4, 2004,Telefónica
Now, regardless of your own religious beliefs, we'd like your views on Jesus. Do you think Jesus Christ ever actually lived, or not?
Did: 93%
Did Not: 3%
Unsure: 4%
Now I have a few questions about the Bible. Do you believe that every word of the Bible is literally accurate -- that the events it describes actually happened, or not?
Yes, Believe: 55%
No, Do Not Believe: 38%
Unsure: 7%
Which of these two positions do you most agree with?
The entire story of Christmas—the Virgin Birth, the angelic proclamation to the shepherds, the Star of Bethlehem and the Wise Men from the East—is historically accurate: 67%
The story of Christmas is a theological invention written to affirm faith in Jesus Christ: 24%
DK/NA: 9%
Now, regardless of your own religious beliefs, we'd like your views on Jesus. Do you think Jesus Christ ever actually lived, or not?
Did: 93%
Did Not: 3%
Unsure: 4%
Now I have a few questions about the Bible. Do you believe that every word of the Bible is literally accurate -- that the events it describes actually happened, or not?
Yes, Believe: 55%
No, Do Not Believe: 38%
Unsure: 7%
Which of these two positions do you most agree with?
The entire story of Christmas—the Virgin Birth, the angelic proclamation to the shepherds, the Star of Bethlehem and the Wise Men from the East—is historically accurate: 67%
The story of Christmas is a theological invention written to affirm faith in Jesus Christ: 24%
DK/NA: 9%
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Chile e Pinochet
Observo, perplexo, esta espécie de polémica sobre se Pinochet foi ou não bom para a humanidade em geral e o Chile em particular. A maioria dos chilenos, provavelmente, também ficaria espantada:
As a dictator:82%
As a good leader:18%
Simples, não? Se não, o Pedro Lomba no DN de Sábado passado explica.
Chile, Centro de Encuestas La Tercera, 14-15 de Dezembro, N=564, Telefónica.
Was Augusto Pinochet personally responsible for human rights violations?
Completely or mostly responsible: 69%
Somewhat or not responsible: 31%
Completely or mostly responsible: 69%
Somewhat or not responsible: 31%
Do you think Pinochet’s government was important for Chile to reach its current economic development?
Yes: 63%
No: 39%
Yes: 63%
No: 39%
Qual es el aspecto que tiene más importancia en la trayectoria de Pinochet, al hacer un juicio sobre él y su gobierno?
Las violaciones a los derechos humanos : 56%
El nuevo modelo económico que introdujo en Chile: 24%
El golpe de Estado que terminó con el gobierno de Allende: 20%
Centro de Estudios de la Realidade Contemporánea, 27-Jul-6 Ago., Face-a-face, N=1200
How do you think Augusto Pinochet will be remembered?As a dictator:82%
As a good leader:18%
Simples, não? Se não, o Pedro Lomba no DN de Sábado passado explica.
Sondagem referendo aborto
Esta, da Aximage, tinha-me passado despercebida. Actualizo agora o quadro. A anterior discrepância entre os resultados da Aximage e os da Marktest, Católica ou Intercampus desaparece.
domingo, dezembro 17, 2006
O estudo para a APF, 2
Os inquéritos por questionário visam por vezes medir atitudes e comportamentos que os inquiridos têm dificuldades em admitir, especialmente quando essas atitudes e comportamentos são potencialmente sujeitos a censura social ou moral. É o caso quando se colocam questões sobre a abstenção (vista por muitos como "dever cívico"), o consumo de drogas, a violência doméstica, práticas sexuais, evasão fiscal ou o aborto, só para dar alguns exemplos. William Foddy, no livro Constructing Questions for Interviews and Questionnaires (traduzido e editado em português pela Celta como Como Perguntar?) tem um capítulo inteiro dedicado ao assunto.
Era isto que, à partida, me interessava saber sobre o estudo feito para a APF. Lendo o relatório, verifica-se que foram tomadas duas principais medidas para lidar com o assunto. Por um lado, para inquirir presencialmente as 2000 mulheres entre os 18 e os 49 anos seleccionadas aleatoriamente para fazerem parte da amostra, foram apenas utilizadas entrevistadoras (e não entrevistadores). A pressuposição é que, num tema como este, mulheres se sentirão mais à vontade respondendo a mulheres. A segunda medida, segundo o relatório, foi a de aplicar todo o bloco de perguntas sobre "práticas de aborto" em sistema de auto-preenchimento, ou seja, preservando o anonimato também perante as próprias entrevistadoras.
Nunca se sabe se isto é suficiente, mas alguma coisa se fez, e quase tudo o resto que se pode fazer tem mais a ver com a formação dos entrevistadores e a confiança que conseguem transmitir aos entrevistados. Seja como for, há algo que é praticamente certo: a percentagem estimada neste estudo para as mulheres entre os 18 e os 49 anos que já fizeram um aborto não espontâneo (14,5%) deverá estar a subestimar os valores reais. Não é que não haja factores que também podem levar à sobrestimação: as mulheres mais dispostas a responder a estas perguntas poderão, eventualmente, tender a partilhar valores que, também eles, mais as predispõem a ter feito uma IVG. Mas os factores no sentido contrário - o da subestimação - tendem a ser muito mais fortes. Só para dar um exemplo, um estudo de 2001 realizado em New Jersey, onde se confrontaram os resultados de um inquérito por questionário com os registos médicos de mulheres cobertas pelo Medicaid, mostra que apenas 29% dos abortos efectivamente realizados foram reportados nas respostas aos inquéritos. Não estou a dizer que a subestimação, neste inquérito em Portugal, será da mesma ordem: as diferenças do contexto são tão grandes que essa inferência é impossível. Mas há muitas razões que nos fazem supor que a subestimação exista (cf. artigo e referências citadas). O que, por sua vez, obriga a alguma cautela quando se afirma que a maior parte das IVG's têm lugar até às 10 semanas: há razões para pensar que o "underreporting" seja maior quando o aborto acontece mais tarde...
Quanto ao resto, seria realmente bom que o estudo fosse disponibilizado de forma a que todos lhe pudessem ter acesso. Para além do interesse substantivo dos resultados, há várias coisas a discutir: a selecção da amostra (que tem apenas explicação sumária no relatório); a opção de restringir o universo a mulheres com 18 anos ou mais (por que não ter começado aos 15, como é prática comum em estudos semelhantes?), o facto de não se distinguir claramente as IVG's realizadas ao abrigo da lei vigente das restantes; etc.
Era isto que, à partida, me interessava saber sobre o estudo feito para a APF. Lendo o relatório, verifica-se que foram tomadas duas principais medidas para lidar com o assunto. Por um lado, para inquirir presencialmente as 2000 mulheres entre os 18 e os 49 anos seleccionadas aleatoriamente para fazerem parte da amostra, foram apenas utilizadas entrevistadoras (e não entrevistadores). A pressuposição é que, num tema como este, mulheres se sentirão mais à vontade respondendo a mulheres. A segunda medida, segundo o relatório, foi a de aplicar todo o bloco de perguntas sobre "práticas de aborto" em sistema de auto-preenchimento, ou seja, preservando o anonimato também perante as próprias entrevistadoras.
Nunca se sabe se isto é suficiente, mas alguma coisa se fez, e quase tudo o resto que se pode fazer tem mais a ver com a formação dos entrevistadores e a confiança que conseguem transmitir aos entrevistados. Seja como for, há algo que é praticamente certo: a percentagem estimada neste estudo para as mulheres entre os 18 e os 49 anos que já fizeram um aborto não espontâneo (14,5%) deverá estar a subestimar os valores reais. Não é que não haja factores que também podem levar à sobrestimação: as mulheres mais dispostas a responder a estas perguntas poderão, eventualmente, tender a partilhar valores que, também eles, mais as predispõem a ter feito uma IVG. Mas os factores no sentido contrário - o da subestimação - tendem a ser muito mais fortes. Só para dar um exemplo, um estudo de 2001 realizado em New Jersey, onde se confrontaram os resultados de um inquérito por questionário com os registos médicos de mulheres cobertas pelo Medicaid, mostra que apenas 29% dos abortos efectivamente realizados foram reportados nas respostas aos inquéritos. Não estou a dizer que a subestimação, neste inquérito em Portugal, será da mesma ordem: as diferenças do contexto são tão grandes que essa inferência é impossível. Mas há muitas razões que nos fazem supor que a subestimação exista (cf. artigo e referências citadas). O que, por sua vez, obriga a alguma cautela quando se afirma que a maior parte das IVG's têm lugar até às 10 semanas: há razões para pensar que o "underreporting" seja maior quando o aborto acontece mais tarde...
Quanto ao resto, seria realmente bom que o estudo fosse disponibilizado de forma a que todos lhe pudessem ter acesso. Para além do interesse substantivo dos resultados, há várias coisas a discutir: a selecção da amostra (que tem apenas explicação sumária no relatório); a opção de restringir o universo a mulheres com 18 anos ou mais (por que não ter começado aos 15, como é prática comum em estudos semelhantes?), o facto de não se distinguir claramente as IVG's realizadas ao abrigo da lei vigente das restantes; etc.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
O estudo da APF (aditado)
Era muito bom que o relatório do estudo encomendado pela Associação para o Planeamento da Família sobre o aborto em Portugal fosse colocado online. Fui ao site da APF e só encontro o programa da sessão onde foi apresentado (.pdf). Pelas notícias de jornal, para além de alguns dos resultados, sabemos que foi um inquérito por questionário, aplicado a 2000 mulheres, pela empresa Consulmark. Segundo o DN, o estudo também incide sobre as intenções de voto das mulheres no referendo de Fevereiro. Quer isto dizer que as 2.000 mulheres inquiridas no estudo eram todas eleitoras, ou seja, com 18 anos ou mais? Ou que as intenções de voto foram obtidas junto de uma sub-amostra? Estas e muitas outras questões. Em resumo, era bom saber mais.
P.S.- Entretanto, amavelmente, já mo fizeram chegar. Comento em breve, se houver comentários úteis a fazer.
P.S.- Entretanto, amavelmente, já mo fizeram chegar. Comento em breve, se houver comentários úteis a fazer.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Jagshemash
Borat existe mesmo, mas não é no Cazaquistão:
Poll: One-third of Ukrainians don't want Jews
(via Fruits and Votes)
Poll: One-third of Ukrainians don't want Jews
(via Fruits and Votes)
Sondagem da Católica para "Não Obrigada"
Paulo Pinto Mascarenhas menciona os dados de uma sondagem que a Universidade Católica conduziu no final de Setembro para a plataforma "Não Obrigada". Na verdade, os resultados não são surpreendentes. Basta comparar com outra sondagem, com semelhante metodologia de amostragem e inquirição, que foi feita também pela Católica, apenas 15 dias depois. Ao contrário do que sucedeu com a sondagem para a RTP/RDP e Público, não fui eu o técnico responsável pela coordenação do trabalho para a "Não Obrigada", apesar dos inquéritos terem, nalguns casos, questões muito semelhantes, o que se deve ao facto de ambos se terem parcialmente baseado num estudo anterior da Católica, por sua vez parcialmente inspirado em exemplos internacionais.
Os resultados divulgados pela "Não Obrigada", e a comparação com a sondagem realizada posteriormente:
Sondagem "Não Obrigada":
"O aborto devia ser permitido quando a mãe ou a família não têm meios para sustentar a criança". Sim: 33%
Sondagem RTP/RDP/Público:
"O aborto devia ser legal quando a mãe ou a família não têm meios para sustentar a criança". Sim: 34%
Sondagem "Não Obrigada":
"O aborto devia ser permitido quando a mulher não quer ter o filho". Sim: 32%
Sondagem RTP/RDP/Público:
"O aborto devia ser legal quando a mãe não deseja ter o filho" Sim: 29%
Os resultados apresentados pela "Não Obrigada" em relação a uma questão adicional já não são directamente comparáveis, dado que os menus de opções de resposta fornecidos eram ligeiramente diferentes: a sondagem para a "Não Obrigada" introduzia a opção "Desde o momento em que bate o coração", ao passo que a sondagem RTP/RDP/Público introduzia uma opção "Não tenho opinião formada sobre o assunto". Mas mesmo assim, aqui ficam os dados.
Sondagem "Não Obrigada":
"Em sua opinião, quando é que começa a vida humana?"
Desde o momento da concepção: 54%
Desde o momento em que há actividade cerebral no feto:7%
Desde o momento em que o feto tem possibilidade de sobreviver fora da barriga da mãe: 7%
Desde o momento do nascimento: 15%
Sondagem RTP/RDP/Público:
"Na sua opinião, quando é que se pode dizer que começa uma vida humana?"
A partir do momento da concepção: 48%
A partir do momento em que há actividade cerebral:15%
A partir do momento em que há possibilidade de sobreviver fora da barriga da mãe: 8%
A partir do momento do nascimento: 8%
Uma nota final: apesar das semelhanças nos resultados, leio e releio a formulação das perguntas e das opções de resposta e reforço uma conclusão a que já tinha chegado há muito tempo: nos inquéritos, não há perguntas "neutras". Nunca. Por muito que seja o esforço em evitar enviesamentos óbvios, todas introduzem estímulos diferentes, com potenciais efeitos nos resultados (efeitos esses, contudo, cuja existência real e dimensão são muito difíceis de apurar, devido a todas as outras fontes de erro associadas a uma sondagem). E obviamente, o mesmo sucede quanto à formulação das perguntas colocadas em referendos...
Os resultados divulgados pela "Não Obrigada", e a comparação com a sondagem realizada posteriormente:
Sondagem "Não Obrigada":
"O aborto devia ser permitido quando a mãe ou a família não têm meios para sustentar a criança". Sim: 33%
Sondagem RTP/RDP/Público:
"O aborto devia ser legal quando a mãe ou a família não têm meios para sustentar a criança". Sim: 34%
Sondagem "Não Obrigada":
"O aborto devia ser permitido quando a mulher não quer ter o filho". Sim: 32%
Sondagem RTP/RDP/Público:
"O aborto devia ser legal quando a mãe não deseja ter o filho" Sim: 29%
Os resultados apresentados pela "Não Obrigada" em relação a uma questão adicional já não são directamente comparáveis, dado que os menus de opções de resposta fornecidos eram ligeiramente diferentes: a sondagem para a "Não Obrigada" introduzia a opção "Desde o momento em que bate o coração", ao passo que a sondagem RTP/RDP/Público introduzia uma opção "Não tenho opinião formada sobre o assunto". Mas mesmo assim, aqui ficam os dados.
Sondagem "Não Obrigada":
"Em sua opinião, quando é que começa a vida humana?"
Desde o momento da concepção: 54%
Desde o momento em que há actividade cerebral no feto:7%
Desde o momento em que o feto tem possibilidade de sobreviver fora da barriga da mãe: 7%
Desde o momento do nascimento: 15%
Sondagem RTP/RDP/Público:
"Na sua opinião, quando é que se pode dizer que começa uma vida humana?"
A partir do momento da concepção: 48%
A partir do momento em que há actividade cerebral:15%
A partir do momento em que há possibilidade de sobreviver fora da barriga da mãe: 8%
A partir do momento do nascimento: 8%
Uma nota final: apesar das semelhanças nos resultados, leio e releio a formulação das perguntas e das opções de resposta e reforço uma conclusão a que já tinha chegado há muito tempo: nos inquéritos, não há perguntas "neutras". Nunca. Por muito que seja o esforço em evitar enviesamentos óbvios, todas introduzem estímulos diferentes, com potenciais efeitos nos resultados (efeitos esses, contudo, cuja existência real e dimensão são muito difíceis de apurar, devido a todas as outras fontes de erro associadas a uma sondagem). E obviamente, o mesmo sucede quanto à formulação das perguntas colocadas em referendos...
terça-feira, dezembro 12, 2006
Iraque: fim de ciclo
Estados Unidos, Rasmussen, N=1000, Dez. 2-3, Telefone
The Iraq Study Group is expected to recommend removing almost all U.S. combat troops from Iraq by early 2008. Do you favour or oppose this proposal?
Favour: 64%
Oppose: 22%
DK/NA:4%
Estados Unidos, Knowledge Networks, N=1326, Nov. 21-29, Internet poll (representativa)
Do you think the U.S. military presence in Iraq is currently:
A stabilizing force: 35%
Provoking more conflict than it is preventing: 60%
No answer: 5%
To try to address the problem of stabilizing Iraq, there is a debate about whether to work with Iraq’s neighboring countries with whom we have other disputes. Do you think it is a good idea or bad idea for the US to have talks with Iran?
Good idea: 75%
Bad idea: 21%
No Answer: 4%
What about having such talks with Syria?
Good idea:75%
Bad idea: 19%
No Answer: 6%
Do you think the US should or should not have permanent military bases in Iraq?
Should:27%
Should not:68%
No Answer: 5%
The Iraq Study Group is expected to recommend removing almost all U.S. combat troops from Iraq by early 2008. Do you favour or oppose this proposal?
Favour: 64%
Oppose: 22%
DK/NA:4%
Estados Unidos, Knowledge Networks, N=1326, Nov. 21-29, Internet poll (representativa)
Do you think the U.S. military presence in Iraq is currently:
A stabilizing force: 35%
Provoking more conflict than it is preventing: 60%
No answer: 5%
To try to address the problem of stabilizing Iraq, there is a debate about whether to work with Iraq’s neighboring countries with whom we have other disputes. Do you think it is a good idea or bad idea for the US to have talks with Iran?
Good idea: 75%
Bad idea: 21%
No Answer: 4%
What about having such talks with Syria?
Good idea:75%
Bad idea: 19%
No Answer: 6%
Do you think the US should or should not have permanent military bases in Iraq?
Should:27%
Should not:68%
No Answer: 5%
Discurso eleitoral
Como é que os políticos fazem discursos na noite eleitoral?
"Tendo em conta a conhecida aversão dos portugueses aos números, assim como a concorrência desleal de blogues que usam despudoradamente a imagem e as mais modernas técnicas de propaganda para influenciar os eleitores, este nosso resultado - um segundo lugar - só pode ser visto como uma inequívoca, retumbante e arrasadora vitória eleitoral. Queria agradecer desde já às nossas bases, que demonstraram enorme dedicação e exemplar sentido cívico em circunstâncias adversas, etc."
Agora a sério: fico muito contente. Obrigado aos organizadores e a quem votou.
"Tendo em conta a conhecida aversão dos portugueses aos números, assim como a concorrência desleal de blogues que usam despudoradamente a imagem e as mais modernas técnicas de propaganda para influenciar os eleitores, este nosso resultado - um segundo lugar - só pode ser visto como uma inequívoca, retumbante e arrasadora vitória eleitoral. Queria agradecer desde já às nossas bases, que demonstraram enorme dedicação e exemplar sentido cívico em circunstâncias adversas, etc."
Agora a sério: fico muito contente. Obrigado aos organizadores e a quem votou.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
quinta-feira, novembro 30, 2006
Votações e enviesamentos cognitivos
Desde já se adverte que o facto de, nesta votação, isto aparecer, da última vez que vi, à frente disto na lista dos melhores blogues temáticos, não tem qualquer fundamento racional, e só poderá ser uma consequência dos seguintes enviesamentos cognitivos:
1. Efeito de primazia, causado pela primeira votação ;
2. Efeito bandwagon, suscitado após as consequências do efeito de primazia, reforçando-o.
O conteúdo deste post é, por sua vez, explicado por um terceiro tipo de enviesamento cognitivo.
1. Efeito de primazia, causado pela primeira votação ;
2. Efeito bandwagon, suscitado após as consequências do efeito de primazia, reforçando-o.
O conteúdo deste post é, por sua vez, explicado por um terceiro tipo de enviesamento cognitivo.
Sondagem referendo aborto
Mais uma, da Marktest. O texto não esclarece se a pergunta sobre intenção de voto foi apenas colocada àqueles que disseram tencionar votar (73%), mas é provável que assim tenha sido.

Continua a "clivagem" entre os resultados da Católica, da Intercampus e da Marktest, por um lado, e aqueles obtidos pela Aximage e pela Eurosondagem, por outro. Nestas condições, "tendências" é coisa sobre a qual nem vale a pena perder muito tempo, a não ser para dizer o óbvio: diminuição do "Sim" e aumento do "Não" na sondagem Marktest, mas demasiado pequenas para podermos daí inferir a existência de uma mudança real.

Continua a "clivagem" entre os resultados da Católica, da Intercampus e da Marktest, por um lado, e aqueles obtidos pela Aximage e pela Eurosondagem, por outro. Nestas condições, "tendências" é coisa sobre a qual nem vale a pena perder muito tempo, a não ser para dizer o óbvio: diminuição do "Sim" e aumento do "Não" na sondagem Marktest, mas demasiado pequenas para podermos daí inferir a existência de uma mudança real.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Mais Turquia
O Eurobarómetro 64, realizado há um ano, dá uma boa ideia dos sentimentos dos europeus em relação à entrada da Turquia na União Europeia. 55% dos Europeus são contra. A rejeição é mais elevada na Áustria, na Alemanha e em França, para cima de 70%. Isto é especialmente importante porque, como se dizia no Guardian a propósito de um estudo anterior, "France and Austria are due to hold referendums on Turkish membership once the accession talks end in about 10 years, all but guaranteeing that Turkey will be blocked if the current climate prevails."
É também por saberem isso que os turcos estão cada vez mais indispostos "connosco", como se vê neste relatório (.pdf). E como não? Para quê apoiar todas as reformas pedidas pela UE, algumas delas tocando nos receios de perda de identidade nacional e em temas que beliscam o nacionalismo turco, se, no final, os políticos europeus se escudarão por detrás dos referendos para deixar a Turquia de fora? O crescimento do cepticismo é perfeitamente racional.
É por tudo isto que a posição do Papa é tão importante. Afinal, até o Papa pode mudar de ideias...
É também por saberem isso que os turcos estão cada vez mais indispostos "connosco", como se vê neste relatório (.pdf). E como não? Para quê apoiar todas as reformas pedidas pela UE, algumas delas tocando nos receios de perda de identidade nacional e em temas que beliscam o nacionalismo turco, se, no final, os políticos europeus se escudarão por detrás dos referendos para deixar a Turquia de fora? O crescimento do cepticismo é perfeitamente racional.
É por tudo isto que a posição do Papa é tão importante. Afinal, até o Papa pode mudar de ideias...
terça-feira, novembro 28, 2006
Turquia
Quem também parece ter perdido a paciência, neste caso com a União Europeia, são os turcos:
International Strategic Research Organization, N=1100, Nov. 4, 2006
Should Turkey suspend its accession talks with the European Union (EU) in the event of continued pressure from the bloc on opening ports and airports?
Yes: 70%
No: 20%
Not sure: 10%
Do you think Turkey and the EU will reach a compromise on the row over ports and airports?
Yes: 26%
No: 63%
Not sure: 11%
O nacionalismo turco é uma coisa potente. Mas não é fácil persuadir seja quem for da seriedade das intenções europeias - ou da plausibilidade da entrada da Turquia na UE, faça a Turquia o que fizer - quando se vêem coisas como estas:
Alemanha, FG Wahlen / ZDF, N=1303, Nov. 9
Do you support or oppose Turkey’s accession to the European Union (EU)?
Support: 33%
Oppose: 61%
Not sure: 6%
International Strategic Research Organization, N=1100, Nov. 4, 2006
Should Turkey suspend its accession talks with the European Union (EU) in the event of continued pressure from the bloc on opening ports and airports?
Yes: 70%
No: 20%
Not sure: 10%
Do you think Turkey and the EU will reach a compromise on the row over ports and airports?
Yes: 26%
No: 63%
Not sure: 11%
O nacionalismo turco é uma coisa potente. Mas não é fácil persuadir seja quem for da seriedade das intenções europeias - ou da plausibilidade da entrada da Turquia na UE, faça a Turquia o que fizer - quando se vêem coisas como estas:
Alemanha, FG Wahlen / ZDF, N=1303, Nov. 9
Do you support or oppose Turkey’s accession to the European Union (EU)?
Support: 33%
Oppose: 61%
Not sure: 6%
Israel
Enquanto Olmert procura negociar com a Autoridade Palestiniana, os israelitas parecem ter perdido a paciência com Olmert. Para posição negocial, dificilmente poderia ser pior.
Teleseker / Maariv, N=450, Nov. 9, 2006.
Should prime minister Ehud Olmert resign?
Yes: 51%
No: 42%
Dahaf Institute / Yediot Ahronot, N=4999, Nov. 20, 2006
Who is best to be prime minister?
Benjamin Netanyahu:47%
Ehud Olmert: 22%
Mas as as coisas para a outra parte não estão muito melhor:
Palestinian Center for Public Opinion, 18 Out. 2006, N=1020
How do you evaluate the performance of the Palestinian Prime Minister, Mr. Ismael Haniyyeh at present?
Very good: 18%
Good: 23%
Mediocre: 26%
Bad: 15%
Very bad: 17%
Don't know: 2%
Teleseker / Maariv, N=450, Nov. 9, 2006.
Should prime minister Ehud Olmert resign?
Yes: 51%
No: 42%
Dahaf Institute / Yediot Ahronot, N=4999, Nov. 20, 2006
Who is best to be prime minister?
Benjamin Netanyahu:47%
Ehud Olmert: 22%
Mas as as coisas para a outra parte não estão muito melhor:
Palestinian Center for Public Opinion, 18 Out. 2006, N=1020
How do you evaluate the performance of the Palestinian Prime Minister, Mr. Ismael Haniyyeh at present?
Very good: 18%
Good: 23%
Mediocre: 26%
Bad: 15%
Very bad: 17%
Don't know: 2%
segunda-feira, novembro 27, 2006
Ainda Venezuela (aditado)
Clima generalizado de suspeita sobre as sondagens. Sobre a Penn, Shoen & Berland, cujas sondagens dão Rosales bem perto de Chávez, algumas notícias - cuja proveniência merece, ela própria, algum cepticismo - relata antigas acções fraudulentas. Realmente, a reputação da PSB é a de associar com excessiva facilidade aos actores políticos locais: veja-se Itália e os trabalhinhos para Berlusconi. E reconheça-se que não é fácil acreditar nestas sondagens quando se lê esta notícia sobre a garantida "vitória por avalanche" de Rosales na ... www.petroleumworld.com...
Mas entretanto, vale a pena ler os resultados desta experiência, onde diferentes inquiridos numa sondagem preencheram o voto com canetas de cores diferentes, de forma a se estimarem os efeitos da percepção de que a sondagem poderia estar associada a diferentes candidaturas. Friederich Welsch é um politólogo com obra publicada. Isto não garante tudo, mas ajuda, e o argumento - a "espiral do medo" - é plausível.
Mas a lição final talvez seja esta: quando não se pode confiar nas eleições, também não se pode confiar nas sondagens.
P.S. - Ilustração do ponto anterior: resultados eleitorais vs. sondagens à boca da urnas na Venezuela.
P.P.S. - E um post, desta vez criticando as sondagens "chavistas".
Mas entretanto, vale a pena ler os resultados desta experiência, onde diferentes inquiridos numa sondagem preencheram o voto com canetas de cores diferentes, de forma a se estimarem os efeitos da percepção de que a sondagem poderia estar associada a diferentes candidaturas. Friederich Welsch é um politólogo com obra publicada. Isto não garante tudo, mas ajuda, e o argumento - a "espiral do medo" - é plausível.
Mas a lição final talvez seja esta: quando não se pode confiar nas eleições, também não se pode confiar nas sondagens.
P.S. - Ilustração do ponto anterior: resultados eleitorais vs. sondagens à boca da urnas na Venezuela.
P.P.S. - E um post, desta vez criticando as sondagens "chavistas".
Mais Venezuela
Este é mais um exemplo de como o conhecimento do contexto é vital e o meu é, para ser generoso, limitadíssimo (talvez um português que esteja na Venezuela e que leia isto possa ajudar, mas duvido que o Margens de Erro chegue tão longe...)
Eis que logo depois de avisar aqui acerca das sondagens que dão Rosales muito perto de Chávez para as eleições do dia 3 de Dezembro, surge esta (relatório completo, .pdf), da IPSOS, que coloca Chávez com uma vantagem brutal. A IPSOS é uma grande multinacional e não costuma brincar em serviço, mas haveria que saber mais sobre quem está a fazer o trabalho na Venezuela. Pelos vistos, é a IPSOS-Brasil, que esteve ausente de tudo o que foram sondagens para as presidenciais brasileiras publicadas nos media... Mas especulo: olho para a variedade incrível de resultados nas sondagens para as presidenciais na Venezuela e não sei o que pensar. O melhor é continuar a seguir aqui.
Eis que logo depois de avisar aqui acerca das sondagens que dão Rosales muito perto de Chávez para as eleições do dia 3 de Dezembro, surge esta (relatório completo, .pdf), da IPSOS, que coloca Chávez com uma vantagem brutal. A IPSOS é uma grande multinacional e não costuma brincar em serviço, mas haveria que saber mais sobre quem está a fazer o trabalho na Venezuela. Pelos vistos, é a IPSOS-Brasil, que esteve ausente de tudo o que foram sondagens para as presidenciais brasileiras publicadas nos media... Mas especulo: olho para a variedade incrível de resultados nas sondagens para as presidenciais na Venezuela e não sei o que pensar. O melhor é continuar a seguir aqui.
sexta-feira, novembro 24, 2006
Popularidade líderes políticos, Portugal
Nova sondagem da Marktest para DN e TSF, aqui (.pdf). O gráfico seguinte mostra a evolução do saldo entre as percentagens de opiniões positivas e negativas para Sócrates, Marques Mendes, e Cavaco (e Sampaio como ponto de comparação para este último) nas sondagens de Marktest desde Março de 2005:

Mantém-se a discrepância de valores entre a Eurosondagem (a azul) e a Marktest (a verde) no que respeita a Sócrates. Numa, Sócrates tem estado relativamente estável e até com tendência de subida. Noutra, Sócrates desceu abruptamente em Outubro, e agora pouco recupera. Vá-se lá saber.

Os gráficos estão feitos um bocado à pressa, mas estou sem tempo para mais.

Mantém-se a discrepância de valores entre a Eurosondagem (a azul) e a Marktest (a verde) no que respeita a Sócrates. Numa, Sócrates tem estado relativamente estável e até com tendência de subida. Noutra, Sócrates desceu abruptamente em Outubro, e agora pouco recupera. Vá-se lá saber.

Os gráficos estão feitos um bocado à pressa, mas estou sem tempo para mais.
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