quinta-feira, março 08, 2007
Pânico nas candidaturas Ségo e Sarko
Mas há outros resultados (IPSOS com 19%) e importa lembrar isto. Mesmo assim, não é por acaso que...
Simone Veil doit annoncer aujourd'hui qu'elle prend la tête du comité de soutien à Sarkozy
quarta-feira, março 07, 2007
Bayrou
terça-feira, março 06, 2007
O povo é sereno
1. Can You Trust What Polls Say about Obama's Electoral Prospects?
No one would deny that race still matters in U.S. politics. For the past half century, the political parties have been increasingly divided in their positions on racial issues, and that, in turn, has affected voters' decisions to call themselves Republicans or Democrats. But this review of exit polls and electoral outcomes in several recent elections suggests that fewer people are making judgments about candidates based solely, or even mostly, on race itself, and that relatively few people are now unwilling to tell pollsters how they honestly feel about particular candidates. In such an environment, the high standing of Barack Obama in presidential polling -- or, for that matter, of Colin Powell prior to the 1996 presidential election -- represents a significant change in American politics.
2. Blacks Shift To Obama, Poll Finds
Clinton's and Obama's support among white voters changed little since December, but the shifts among black Democrats were dramatic. In December and January Post-ABC News polls, Clinton led Obama among African Americans by 60 percent to 20 percent. In the new poll, Obama held a narrow advantage among blacks, 44 percent to 33 percent. The shift came despite four in five blacks having a favorable impression of the New York senator.
Mas:
Perhaps pollsters are just cautious by nature, but while I would have included those results as part of the story, I would have given them far less emphasis. The problem is that despite all efforts to emphasize the underlying statistical imprecision, specific numbers inevitably take on a life of their. The narrowing of the race among all voters was more modest, and given the other results out last week, the real shift among African-Americans was likely less than the 40 point net shifts measured by the Post/ABC polls. But that did not stop one Sunday talk show I watched (Chris Matthews) from pushing the 40 point shift as it if was the definitive result (no transcript available yet).
3. E aquilo que as sondagens nos dizem sobre o futuro: How Reliable Are the Early Presidential Polls? Pouco.
A look back at nearly 50 years of early primary polls suggests that Republican front-runners are often a good bet to capture the nomination, but the picture is more mixed for leading Democrats.
Republicanos:
Unfortunately for Republican aspirants in this cycle, no candidate can benefit from the GOP's traditional early leader tenacity for the simple reason that no single frontrunner has been established. Until recently, former New York mayor Rudy Giuliani and Sen. John McCain had been running neck-in-neck in Republican horse race polls. Although recent nationwide polls show Giuliani slightly outpacing McCain among likely GOP primary voters, some election watchers are skeptical about Giuliani's chances, given his relatively liberal views on social issues.
Democratas:
By contrast, early Democratic poll leaders won four out of eight open contests between 1960 and 2004. In early 2003, Sen. John Kerry was tied with Sen. Joseph Lieberman, but fell behind Gen. Wesley Clark and Vermont Gov. Howard Dean at different times later in the year before eventually getting the final nod from Democrats.
Em geral:
Early general election presidential trial heat polls have a poor track record. History suggests the political climate is almost certain to change between now and November 2008.
Ségo-Sarko, 6 de Março
segunda-feira, março 05, 2007
Ségo-Sarko
sexta-feira, março 02, 2007
Ségo-Sarko, 2 de Março
Ainda quanto à IPSOS, continua a tracking poll. No fim da primeira rotação completa da amostra voltamos a olhar para eles.
Sondagem Universidade Católica sobre Lisboa
Alguns destaques:
Em geral, como avalia a actuação de Carmona Rodrigues como Presidente da Câmara?
Muito boa: 4%
Boa: 17%
Assim-assim: 38%
Má: 21%
Muito má:11%
Ns/Nr: 9%
Na sua opinião, a situação da cidade nos últimos dois anos melhorou, piorou ou ficou na mesma?
Melhorou: 15%
Piorou: 39%
Na mesma: 45%
Ns/Nr: 2%
Dos últimos presidentes que a Câmara de Lisboa teve, qual deles foi para si o melhor: Jorge Sampaio, João Soares, Santana Lopes ou Carmona Rodrigues?
Jorge Sampaio: 42%
João Soares:25%
Santana Lopes: 9%
Carmona Rodrigues: 11%
Ns/Nr: 13%
Que Carmona Rodrigues cumprisse o seu mandato até ao fim: 44%
Que Carmona Rodrigues fosse substituído por outro vereador: 7%
Que houvesse eleições antecipadas para a Câmara Municipal:: 41%
Ns/Nr: 8%
Se houvesse eleições, já tem uma ideia em que partido votaria, esperaria para saber quem é o candidato, ou abstinha-se?
Já tem uma ideia: 29%
Esperaria para saber quem é o candidato: 56%
Abstinha-se:9%
Ns/Nr: 6%
Se houvesse eleições, como votaria (questão colocada àqueles que, na pergunta anterior, dizem "já ter uma ideia em que partido votariam"; percentagens resultam da resposta combinada às duas perguntas):
Esperaria para saber quem é o candidato: 56%
PS: 12%
PSD: 10%
BE: 2,5%
CDU: 1,5%
CDS/PP: 0,5%
Outro: 0%
Abstinha-se: 9%
Ns/Nr: 8,5%
Na próxima vez que por aqui haja dúvidas sobre sondagens da Católica, já sabe a quem pode recorrer, até porque assim evita dar resultados errados. O endereço de e-mail está no cabeçalho. Aqui ninguém tem vergonha do trabalho que faz nem medo do escrutínio público.
quinta-feira, março 01, 2007
Ségo: revisão em baixa
Mais tesourinhos perplexizantes da história eleitoral portuguesa
Sim: 1.308.607
Não: 1.357.698
Nulos: 16.102
Brancos:29.063
Votantes: 2.711.470
Abstenções: 5.776.956
Inscritos:8.488.426
Resultados oficiais do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, 1998, arquivo de resultados eleitorais da CNE:
Sim: 1.308.130
Não: 1.356.754
Nulos: 15.562
Brancos: 29.057
Votantes: 2.709.503
Abstenções: 5.786.586
Inscritos: 8.496.089
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Tesourinhos perplexizantes da história eleitoral portuguesa
Eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira:
Eleitores inscritos:
1980: 153.439
1984: 80.349
1988: 185.340
Fonte: CNE.
França: tracking poll
Entretanto, também no site da IPSOS, um óptimo texto do director, Pierre Giacometti, sobre sondagens de intenções de voto. Já aprendi umas coisas hoje.
Madeira
Eurosondagem, 23 de Fevereiro, N=525
PSD: 59,1%
PS: 25%
CDS: 5,9%
PCP: 4,8%
BE: 3,4%
OBN: 1,8%
Recebi mensagens de leitores que me pedem comentários. Conheço muito mal a vida política na Madeira, mas dá para perceber que a coisa é divertida. Um dos e-mails aponta o facto de, no comunicado do PSD-Madeira em reacção aos resultados, se desvalorizar a sondagem por estar a "inflacionar" os resultados do PSD com vista a desmobilizar os seus eleitores, ao mesmo mesmo tempo se manifesta descrença nos resultados do PS ("o PSD não acredita na subserviência a Lisboa por parte de um quarto dos madeirenses"). Logo, pelos vistos, aquilo em que o PSD Madeira acredita mesmo é que o CDS, o PCP e o BE vão ter melhores resultados do que a sondagem sugere...
Outro e-mail aponta algo que não consegui descortinar das notícias a que tive acesso: que cerca de 100 dos 525 inquiridos não respondeu à pergunta sobre intenção de voto. As implicações disto são simples: por um lado, significa que a dimensão da amostra na base da qual se fizerem inferências sobre os resultados é menor do o total de inquiridos, o que, alías, sucede em todas as sondagens (há sempre pessoas que recusam responder a esta pergunta); por outro lado, lança a questão de saber se haverá um determinado perfil de votante que tende a rejeitar mais responder a este tipo de perguntas pelo telefone. Suponho que é este raciocínio que está subjacente àquilo que o leitor me diz no final do e-mail:
"Dois dias antes das eleições regionais de 2004, foi publicada outra sondagem que previa que o PSD teria 63% e PS 22 % das intenções de voto, e o que se verificou foi que o PSD obteve apenas 53% e o PS 27%."´
Pois, é muito possível que eleitores que não sejam do PSD tenham maior relutância em admitir as suas opções numa sondagem, especialmente pelo telefone. O mesmo, alías, parece suceder nas eleições autárquicas em relação ao partido que esteja no poder. Mas seria necessário ter pontos de comparação com sondagens que utilizassem outros métodos de inquirição para perceber se a ideia tem pernas para andar. Para já, é só uma hipótese.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Lies, damned lies, and statistics
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Not really, but who cares
Como podem ver no gráfico do post anterior, isto não é rigorosamente verdade, pelo menos no dito Barómetro.* But who cares? Isto, de resto, é só mais um exemplo daquilo que que falava aqui. É verdadeiramente curioso este desfasamento entre aquilo que os dados dizem sobre a opinião pública e aquilo que é, na "opinião publicada" (para lhe dar este nome), a percepção da popularidade do governo. Geralmente, estes desfasamentos são explicados em termos de uma assimetria no acesso à informação: enquanto a "opinião publicada" tem informação privilegiada, as "massas" reagem mais "tarde" ou são mais "manipuláveis". Foi assim, por exemplo, que se tentou explicar por que razão o PS continuava a merecer forte apoio popular em 2001, quando a "opinião publicada" já dava o governo Guterres como moribundo.
Mas desta vez, enquanto as "massas" estão longe de ser unânimes no apoio ao Primeiro-Ministro, são as "elites" que o apoiam ou, pelo menos (o que, na prática, não é tão diferente como possa parecer) partilham uma percepção de que o apoio é esmagador. Como se explica isto? Deixando de lado explicações socio-económicas das posições de "elites" e "massas" (mas não sei de as devemos deixar completamente de lado), talvez a explicação seja a mesma: a "informação privilegiada" que as "elites" têm (ou julgam ter) é a de que os "custos" da governação Sócrates são inevitáveis ou mesmo desejáveis, ao passo que "as massas" estão menos dispostas a ver a coisa por esse lado tão "reformista" e de "longo-prazo".
Mas veremos, no final, quem realmente sabia o quê.
* Suponho que a afirmação de Rui Castro seja mais ditada pelas intenções de voto no PS no mesmo Barómetro, que são realmente muito altas. Mas quem dá muita importância face value a intenções de voto em sondagens a dois anos de legislativas está, na minha opinião, a perder o seu tempo.
Barómetro Marktest
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Ségo-Sarko
1. Com Bayrou. A ideia é interessante, mas é também sintoma de falta de assunto.
2. Com uma possível recuperação de Ségolène após a performance televisiva, mas até agora detectada numa única sondagem, a amarelo, em baixo.
A seguir com atenção.
A popularidade de Sócrates
Mas mesmo assim, continuar a falar de um "estado de graça" do Primeiro Ministro ou do Governo, e basear esse diagnóstico nas sondagens, parece-me deslocado. O PS continua à frente das intenções de voto? Em 2001 também estava.