quinta-feira, maio 15, 2008
Shameless plug
quarta-feira, maio 14, 2008
Jovens e política, 2
Citizenship at key stages 1 and 2 (Year 3-6). Unit 08: How do rules and laws affect me?
About this unit
In this unit, children learn about rules and how laws are made in a democracy. They develop their appreciation of why we need rules to protect rights and how they help us - at home, at school and in our wider communities. They discuss class and school rules and learn how to make suggestions and changes through the class or school council. They find out about the work of Parliament and MPs in creating and changing laws, and about the importance of discussion and debate. They take part in preparing and presenting arguments on topical issues. Using examples, children reflect on the variety of personal choices they can make and consider rights and responsibilities. They consider coercion and peer influence and explore the consequences of breaking the law. Children reflect on their learning and devise a poster to communicate what they have found out.
Depois não se admirem.
quarta-feira, maio 07, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
Sobre o estudo do ICS sobre sexualidade
Outro ponto relevante: quer em relação à homossexualidade feminina quer masculina, as mulheres escolhem a opção "nunca erradas" mais frequentemente que os homens. O oposto sucede, por exemplo, em relação à infidelidade. E entre os mais jovens, a escolha do "nunca erradas" é mais frequente em ambos os casos. Tudo previsível.
segunda-feira, maio 05, 2008
Leituras e limites das sondagens
Sondagens & afins, no Origem das Espécies.
Sondagens & sondagens, no Tempo das Cerejas.
Em jeito de reciprocidade, no Lugares comuns.
Estudos de Mercado e Profecias Auto-Realizáveis, no Dissonância Cognitiva.
Apesar de tudo e do pessimismo de Vítor Dias, a verdade é que não me recordo de, antes da blogosfera, haver sítios onde se discutissem publicamente estes assuntos. Menos mal.
sexta-feira, maio 02, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
segunda-feira, abril 28, 2008
Fundação Vox Populi
É uma boa notícia.
Jovens e política
No entanto, fica aqui de novo a ligação ao documento completo. Só faço isto para notar que muito do que tenho lido sobre o tema sugere que, quem comentou, não leu. Ou se leu, interpretou mais aquilo que já pensava sobre o assunto do que aquilo que o estudo realmente sugere.
quarta-feira, abril 23, 2008
Pennsylvania, 2
The Clinton campaign's false assumption—based on a 350-page, state-by-state study in the summer of 2007 by key strategist Mark Penn—that Clinton's victory was "inevitable" led to a series of mistakes: (1) presenting herself as the "inevitable" nominee; (2) prematurely running a general election campaign; (3) assuming that the race would be over on February 5—Super Tuesday; and (4) believing that a number of small states that held caucuses could be skipped. And if Penn's strategy didn't work there was no Plan B. It's never a good idea to have a pollster in an important policy position in a campaign, since he or she can design the polling to get the answers he or she wants, as some believed Penn had done in the Clinton White House.
Pennsylvania
Outlier: só uma ideia
Ferreira Leite desaconselha temas da regionalização e referendo europeu
"Outra questão que não deve ser abordada pelos sociais-democratas, acrescentou Manuela Ferreira Leite, é o referendo ao Tratado da união Europeia. 'A questão devia ser deixada ao PS. Qual o interesse do PSD em ter uma campanha em que andará de braço dado com o PS? É tudo o que menos nos interessa', referiu.
sexta-feira, abril 18, 2008
As sondagens e o PSD
O que talvez diga alguma coisa sobre a natureza do partido. O PSD tem muitas semelhanças com o PS, e não as quero desvalorizar. Mas enquanto o PS tem apesar de tudo, facções internas divididas por conflitos em cuja base ainda se vislumbram fundamentos ideológicos, o PSD transformou-se em nada mais do que uma máquina para (tentar) ganhar eleições e converter votos em lugares políticos. Tudo, absolutamente tudo, depende da capacidade da liderança do momento para fazer esta máquina funcionar. É fascinante, e também algo deprimente. E note-se: dá à comunicação social - para já não falar dos institutos de sondagens - um poder sobre a vida do partido que, enfim, é capaz de ir um bocado para além do saudável.
PSD
quinta-feira, abril 17, 2008
Berlusconi
segunda-feira, abril 14, 2008
Itália 2
Itália
- as sondagens italianas sobrestimam o voto do vencedor;
- as sondagens italianas sobrestimam o voto da esquerda;
- as eleições de 2006 não servem para fazer inferências a este respeito.
Ficamos na mesma, portanto. Mas já falta pouco.
sexta-feira, abril 11, 2008
As sondagens, 2

Passou mais de um mês entre a sondagem do CESOP e a da Eurosondagem e há diferenças importantes quer na inquirição quer na amostragem e posteriores ponderações dos resultados. Mas a ordem dos partidos é igual nas três e as mensagens genéricas também: o PS lidera claramente mas está aquém da maioria absoluta; o PSD não passa dos trinta e muito poucos; os partidos à esquerda do PS somam perto ou acima dos 20%; o CDS-PP é o 5º partido.
As sondagens, 1
1. Os resultados de Mendes e Menezes num mesmo gráfico, assinalando o momento da mudança;
2. Os resultados de Sampaio e Cavaco num mesmo gráfico, assinalando o momento da mudança;
3. O saldo de popularidade pondera agora as não respostas, da seguinte forma:
(%Positivas-%Negativas)*(1-Não respostas ou indiferentes/100).



É fácil verificar que:
1. Depois de comparativamente baixos valores iniciais, Cavaco converge em valores elevados, semelhantes aos de Sampaio em final de mandato.
2. Discrepâncias Eurosondagem e Marktest para o caso de Sócrates; independentemente disso, não parece ainda possível dizer que a tendência é outra que não a de descida, iniciada após divulgação do caso "Independente";
3. Eleição de Menezes interrompeu tendência de descida para líder do PSD, mas as últimas sondagens Marktest sugerem nova descida, colocando hoje Menezes no ponto onde Mendes estava no 1º semestre de 2007.
quarta-feira, abril 02, 2008
Divertimento de alta qualidade
(Só uma correcção, irrelevante para o caso: o grupo que representa 50% da população é o que tem conhecimentos de economia e de matemática abaixo da mediana. Sou constitucionalmente obrigado a assinalar estas coisas.)
The "bumbling nincompoop" versus "the killjoy Stalinist"
segunda-feira, março 24, 2008
Outlier: O Museu Broad
Sucede que o senhor Broad achou que seria ainda melhor se tivesse um local onde pudesse mostrar em permanência muitas das suas valiosas peças. Deu então 56 milhões de dólares (cerca de 1% da sua fortuna) ao LACMA, instituição a cujo board of directors já pertencia, para construir um novo museu, com o seu nome, desenhado por um arquitecto por si escolhido (Renzo Piano). Entretanto, a directora do LACMA foi ejectada da instituição, ao que parece devido a conflitos com...Broad. A coisa construiu-se, e Broad comprometeu-se a gastar mais 10 milhões em aquisições.
Contudo, um mês antes da inauguração, o senhor Broad anunciou que, afinal, em vez de doar as obras ao LACMA, vai apenas emprestá-las, ao abrigo do modelo genérico que já tinha adoptado para a sua Fundação, sendo que todos os custos de operação são a cargo do LACMA, ou seja, dos contribuintes californianos. No NYRB, a coisa comenta-se assim:
The Los Angeles County Museum of Art receives substantial public funds and many of its staff members are civil service employees of Los Angeles County. Thus the parties who acceded to Broad's de facto privatization of a big chunk of LACMA—the cultural equivalent of a leveraged buyout, or taking a public company private—have done a grave disservice to the taxpayers of the county, who, whether they like it or not, will be footing the bill for much of Broad's monument to himself. It has long been customary for benefactors rich enough to have a museum named after them to provide an endowment for the upkeep of the building in perpetuity. The annual expense of such unglamorous necessities as utilities, cleaning, maintenance, guards, liability insurance, and other carrying charges is so daunting that many collectors who fantasized about founding a private museum have fallen into the arms of established institutions once they realized what autonomy would cost them. Strange as it may seem to those unfamiliar with the ways of American museums, art world veterans agree that Eli Broad pulled off an enviable deal for approximately $60 million.
Ao que parece, o edifício está muitos furos abaixo de anteriores museus de Renzo Piano. E a opinião do NYT sobre a exposição é a que se pode ler abaixo:
The works are intended to reflect the Broads’ penchant for collecting in depth. But the accumulation reads foremost as a display of pricey trophies, greatest hits of the present and recent past.
Enfim, coisas que acontecem muito longe daqui.
Obama e o Pastor, 2
So Much for the "Post-Racial" Candidate
Wright Has Altered the Dem Race
Ou até a descoberta de que:
Racial Problems Transcend Wright
E etc. Tudo isto, claro, coexiste com muitas outras análises que sugerem a impossibilidade de uma vitória de Clinton:
Her own campaign acknowledges there is no way that she will finish ahead in pledged delegates. That means the only way she wins is if Democratic superdelegates are ready to risk a backlash of historic proportions from the party’s most reliable constituency. Unless Clinton is able to at least win the primary popular vote — which also would take nothing less than an electoral miracle — and use that achievement to pressure superdelegates, she has only one scenario for victory. An African-American opponent and his backers would be told that, even though he won the contest with voters, the prize is going to someone else. People who think that scenario is even remotely likely are living on another planet.
O que dizem as sondagens? Várias coisas importantes:
1. Nas preferências nacionais dos Democratas, Obama ainda lidera, mas Clinton recupera nos últimos dias.
2. O cenário para as próximas primárias parece fundamentalmente inalterado. Clinton é favorita na Pennsylvania e em West Virginia, enquanto Obama é favorito na Carolina do Norte. Mas aqui - muito importante - a coisa já esteve menos tremida (vejam as sondagens mais recentes) e falta muito tempo.
3. Independentemente disto, como se sabe, ninguém terá a maioria dos delegados. São os superdelegados que decidem. Quem vai ter a maioria dos delegados eleitos (Obama, certamente) e/ou a maioria dos votos (Obama ou Clinton, a grande questão) pode ser o argumento.
4. E a elegibilidade de Obama sofreu, nos últimos dias, um abalo. Nas sondagens nacionais, Clinton bate McCain (por uma unha negra) mas McCain bate Obama (por uma unha negra também).
Mesmo se for verdade que Obama já não pode perder a nomeação Democrata (um grande "se"), então também é verdade que, para McCain e os Republicanos, o aparecimento de Wright foi a melhor coisa que lhes poderia ter acontecido. Mas claro, a ideia de que este candidato poderia ser "pós-racial", particularmente nos estados do Sul, já tinha sido desmontada há algum tempo (ver ponto 1).
quarta-feira, março 19, 2008
Obama e o Pastor
A tendência já vinha de trás. Mas a sondagem Rasmussen mais recente tem más notícias para Obama.
May Boris be With You
Itália
Desta vez é Berlusconi contra Walter Veltroni, líder do Partido Democrático. Veltroni quebrou a coligação e reconstituiu um outra, em versão reduzida, desta vez com os Radicais e a o partido de Di Pietro. Os comunistas e os verdes fizeram a sua própria coligação, La Sinistra - L'Arcobaleno (é bonito). Berlusconi lidera um partido de designação não menos encantadora: Popolo delle Libertá. Nem vou fazer de conta que percebo um décimo desta confusão e do que está por detrás dela.
Mas há sondagens, todas depositadas aqui. Há 16 sondagens até agora neste mês de Março. A soma das percentagens do PD (Veltroni)+IV (Di Pietro) anda, em média das sondagens realizadas em Março, pelos 36,7%, enquanto a média da soma das percentagens do PdL, Liga Norte e MPA (a coligação Berlusconi) anda pelos 43,9%. Tudo muito estável. No Economist, sofre-se:
The Economist Intelligence Unit now expects Silvio Berlusconi to be Italy's next prime minister. His coalition is still largely intact, which means he is likely to win the bonus seats under the existing electoral laws. His government is likely to be at least as unstable and ineffective as his previous one (2001-06), which did little to reform the economy.
Pois.
segunda-feira, março 10, 2008
Espanha
P.S.- Nos órgãos de comunicação social portugueses, a precipitação habitual quando se trata de interpretar as sondagens estrangeiras. De que parlamento com menos de 350 deputados estavam a falar as pessoas que escreveram isto ou isto?
quarta-feira, março 05, 2008
Famílias
Clinton
terça-feira, março 04, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
Popularidade Líderes Políticos Fevereiro 2008
Nem tudo o que está aqui é congruente entre si (permanece a enorme discrepância entre Mkt e Euro no que respeita ao PM) ou com os resultados do último estudo do CESOP. As convergências são:
As dúvidas:
Note-se que os resultados do CESOP não são directamente comparáveis com os outros, porque no questionário se pede aos inquiridos que façam uma avaliação de 0 a 20 para os líderes, enquanto que os restantes perguntam se avaliam positiva ou negativamente a sua actuação.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
CESOP, 23-24 Fevereiro
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Espanha
1. O Instituto Opina tem o que me parece ser uma tracking poll telefónica, divulgando resultados diariamente. Na última sondagem (dia 25), PSOE liderava com 4 pontos (44/40), como resultado de subida recente.
2. O Publiscopio, para o Publico (o deles), vai apresentando também as suas sondagens. Na última (dia 21), 42,8% para o PSOE, 40,4% para o PP:
3. Demometrica, para a TeleCinco: 44,2% PSOE, 38,6% PP.
4. Noxa, para a La Vanguardia: 4 pontos de vantagem para o PSOE.
5. DYM, para ABC: 42/39,2, para o PSOE.
6. Metroscopia, para o El Pais: 42,3/38,6, para o PSOE.
Todas estas sondagens são anteriores ao debate, pelo que os seus efeitos são impossíveis de estimar, mas as sondagens "flash" realizadas após o debate deram vitória (por pouco) a Zapatero, um facto de interpretação difícil e contestada (geralmente, as opiniões prévias condicionam completamente a análise do "vencedor" dos debates).
Em suma, PSOE lidera as intenções de voto em todas as sondagens, e nunca deixou de o fazer desde as últimas eleições, sobre isto creio que ninguém tem dúvidas. Análises aqui e aqui.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
SEDES 2
SEDES
Os dados do European Social Survey têm uma vantagem e uma desvantagem. Por um lado, resultam de inquéritos face a face, realizados com grande rigor do ponto de vista da selecção da amostra, e logo muito mais fiáveis do que o Eurobarómetro. As séries, contudo, são muito mais curtas. Seja como for, os dados são os seguintes. Para cada objecto - Governo, Partidos e "Políticos", a percentagem de inquiridos que se colocam na metade superior de uma escala de 11 pontos - entre 0 e 10 - em que 0 significa que "não têm confiança nenhuma" e 10 que têm "total confiança":
Parlamento:
Partidos:
Políticos:
Os valores, especialmente para partidos e políticos, são baixíssimos do ponto de vista comparativo. Mas por outro lado, não se percebe muito bem de que fala a SEDES quando menciona que se "acentuou a degradação da confiança". Qual o ponto de comparação? Se é 2002, a afirmação é porventura correcta. Mas se é 2004, é incorrecta. E se se referem aos resultados do último Eurobarómetro (EB68, Outono de 2007), então deveria ter havido mais cuidado, dado que um único estudo dificilmente autoriza diagnósticos tão categóricos.
Não me entendam mal. Simpatizo com a SEDES e até tenho estima particular por alguns dos signatários da "tomada de posição". Mas da mesma forma como ninguém se atreveria a fazer afirmações sobre a evolução da economia sem olhar para os dados disponíveis, surpreende-me a facilidade com que se fazem afirmações sobre atitudes políticas sem olhar para os dados disponíveis que, felizmente, já vão sendo cada vez mais abundantes.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Jay Cost
1. Os factores que afectam o melhor desempenho de um ou outro candidato são identificáveis. Clinton tem melhores resultados em estados onde os rendimentos são mais baixos, mais racialmente heterogéneos, no Sul, com maiores taxas de sindicalização, mais população Católica e mais população branca. O facto desta conclusão ser obtida com uso de análise estatística multivariada é importante: tem sido dito que Obama se tem revelado um melhor candidato para ganhar os estados do Sul. Mas isso sucede apenas porque estes estados têm mais população negra, que tende a votar nele em grandes números. Quando controlamos esse efeito, o que vemos é que:
There is evidence that Obama wins Independents, African Americans, white males in the North, "upscale" white voters, and white voters in homogeneously white states. He also seems to do well in caucus states where enthusiasm is a factor. There is evidence that Clinton wins Democrats, Hispanics, white females everywhere, white males in the South, "downscale" white voters, Catholics, and white voters in heterogeneous states.
Os brancos no sul (e o Sul, independentemente de composição racial) votam mais Clinton que Obama.Quando pensamos bem, claro que não podia ser de outra maneira.
2. A última série de vitórias de Obama teve lugar em estados cujas características se encaixam perfeitamente no perfil de eleitores que até agora tem votado nele:
These contests are tailor-made for a candidate that fuses the coalitions of Hart and Jackson, and one who inspires tremendous enthusiasm among his supporters. Given the voting coalitions that have formed over the last month and a half, Clinton never really stood a chance in any of them. African Americans drove Obama's victory in Louisiana. In the District of Columbia, Maryland, and Virginia, African Americans combined with wealthy whites to secure him victory. In Maine, Nebraska, and Washington - Obama took advantage of largely homogenous white populations and caucus contests to secure victory.
Logo, se isto não exclui a possibilidade de que esteja o "momentum" a seu favor em jogo, a explicação das vitórias recentes não precisa desse "momentum".
3. Quando olhamos para os estados que faltam, as suas características são menos desfavoráveis para Clinton:
All in all, this implies a rough parity from here until the end of the primary season. Approximately speaking, neither candidate seems to have an advantage in the remaining contests. So, my suggestion to readers is not to get caught up in the "Obama is inevitable" storyline. Minimally, we should all remember how well the "Clinton is inevitable" storyline worked out five months ago!
4 .Mas atenção:
Again, these considerations assume stable voting coalitions, and therefore an absence of momentum. This assumption might not hold. If it does not, what we will see is Clinton start to lose portions of her strongholds, or Obama consolidating support in his.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Exit polls
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Um mau bocado para Clinton (actualizado)
Entretanto, agora que já se sabe quem é o candidato Republicano, a questão que começa a tornar-se fundamental é qual, Obama ou Clinton, poderá derrotar McCain. E aí as sondagens - independentemente do que acharmos sobre a sua fiabilidade - estão a enviar um sinal: Obama bate McCain; Clinton just maybe.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Post mortem
Mas se posso ainda estrebuchar um bocadinho, não creio que o problema seja o de dar demasiado peso à informação passada. A previsão até tinha algumas pernas para andar em abstracto, e não apenas enquanto mera pressuposição de que o passado se iria repetir: em suma, havia muita coisa escrita e explicada sobre o fenómeno do "momentum". Se a isto adicionássemos a concentração de tantas primárias num só dia, havia boas razões para supor que tudo estaria resolvido.
Mas não foi assim. A resposta fácil é the Obama surprise. É fácil, mas não é má de todo. É tão boa, aliás, que no próprio Insurgente se presumia que, após a Super Tuesday, o que iria ficar por resolver era o problema dos Republicanos, e não dos Democratas. Foi o contrário, claro.
A resposta que me é menos fácil dar - mas tenho de dar - é que não tomei em conta a proporcionalidade na distribuição dos mandatos nas primárias Democratas. Se o sistema fosse como o Republicano, a vantagem de Clinton - com Califórnia, NY, NJ e Mass. no bolso- já seria bastante mais expressiva.
E é capaz de haver outras. Já a ideia de que há "poucas observações" no passado, avançada nos comentários ao post, me parece menos interessante. Se a ideia é apenas fazer indução, então as séries são sempre curtas. E por muito longas que sejam, há sempre um cisne negro à espreita depois de vermos muitos cisnes brancos. No pun intended.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Análises para todos os gostos...
Clinton +:
"Obama thought that if he could win one of the big ones, he could end it tonight," said Sandy Maisel, Colby political scientist. "He's shown he is viable, but I don't think he has proven he can knock her off yet."
I was beginning to feel optimistic," said Notre Dame political scientist Darren Davis. "I bought into the fascination with Obama as the primary season went on." Obama's success winning support from blacks, independents, the college educated and young voters is "all well and good, but not significant enough to counteract the traditional Democratic base."
Obama +:
"I think Obama is pretty well positioned, although he did not get the real hits on Clinton that he wanted, like NJ or CA," said [Norman] Ornstein. "He now enters a stretch for three weeks where he will do well and she will not -- he could win all of the contests before March 4. And in Texas, an open primary may help him. Add to that his substantial money advantage and the momentum he brought into tonight, and he is very, very viable."
""It seems clear to me that Obama is viable. His appeal is broad and national in scope," said [Mark] Hetherington. "
Both:
"David Leege, a colleague of Davis' at Notre Dame, contended that "Obama remains viable." Obama's campaign aides "set their sites a little too high, but they can still spin the number and location of the states they have carried. Clinton, of course, stopped his momentum again. Chesapeake [the February 12 primaries in Maryland, Virginia and the District of Columbia] is promising for Obama. Ohio and Texas [on March 4] will be tough, especially the latter, because the same folks [Latinos] who are the difference for Clinton in California are in abundance in Texas."
Califórnia
New Jersey
Mass.
Estados que fecham às 2am
MA e NJ
Sondagens e primeiras estimativas
Georgia
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Exit polls
Baralhados
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Califórnia e finanças de campanha
1. A sondagem Rasmussen na Califórnia já não é um outlier. Basta ver aqui.
2. Os dados das finanças da campanha que linkei tinham um mês de atraso. Obama recolheu 32 milhões em Janeiro.
Em suma, os leitores acham que o meu dedinho pode estar em risco. O traço comum nas mensagens é a detecção de uma tendência de recuperação de Obama que pode:
- produzir resultados inesperados à última hora, comprimindo ainda mais a já comprimida vantagem de Clinton em muitos estados da Super Tuesday;
- beneficiá-lo numas primárias cuja decisão se prolongue para além da Super Tuesday.
Pois. A sério, acho que são bons argumentos.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Super Tuesday
Admito que entre os Republicanos, McCain esteja bem sólido na frente; o apoio de Giuliani acaba por lhe dar mais votos na Califórnia e em Nova Iorque, onde já liderava. (...) Agora os Democratas: sigo com atenção os gráficos do Pollster e outros sites, e creio que as últimas tendências devem levar-nos a proceder com cautela. Repare: nos dois Estados mais relevantes (CA, NY), Clinton tem uma vantagem ligeira. Obama tem vindo sempre a recuperar e parece que ganha votos a cada dia que passa. A última sondagem da Rasmussen já só dá uma diferença de três pontos. Em Nova Iorque, o cenário é parecido: o de dia 29 da PPP dá Clinton a perder 11 pontos (!) e Obama a subir 5. A diferença ainda é razoável? Claro que sim. Mas mesmo partindo do princípio que Clinton vence os dois Estados, julgo que será por uma margem curta. Ora, havendo proporcionalidade na distribuição dos delegados... Além disso, Obama poderá compensar com um triunfo esmagador no Illinois (que também tem uma boa percentagem de delegados). E pelo que tenho visto, pode ainda ganhar a Geórgia, o Colorado, e se calhar mais dois ou três Estados do Sul.
Dir-me-á que o "trend" de todas as sondagens é claramente favorável a Clinton. É um facto, mas também é certo que a maioria das sondagens recentes de que dispomos foram feitas ainda antes das Primárias da Carolina do Sul, onde Obama venceu de forma clara. Creio que esse triunfo terá criado algum "momentum" – certamente mais que a vitória "irrelevante" de Clinton na Florida. Em resumo e para não maçar mais: com a tendência actual, que é a de Clinton descer e Obama subir – e faltando ainda alguns dias para Terça-Feira – não lhe parece que há boas probabilidades de os resultados serem muito próximos? (...) Não será ainda "too soon to call?"
Eu acho que o leitor tem genericamente razão em tudo o que diz (assinalo a bold os pontos que me parecem mais importantes). Ou seja: é mesmo "too soon to call", sem dúvida. Em muitos dos estados em jogo no próximo dia 5, o resultado é uma incógnita, devido ao reduzido número de sondagens. E Obama está claramente a subir nas sondagens a nível nacional, que captam o "mood" geral desta fase da campanha.
Contudo:
- A sondagem Rasmussen para a Califórnia é, para já, um outlier;
- A vantagem de Clinton em Nova Iorque é bastante mais confortável do que uma leitura apressada da mensagem pode sugerir, e não estou seguro que os dados indiquem o crescimento de Obama;
- Nos mercados electrónicos - mas enfim, importa debater o que valem - ninguém tem dúvidas sobre quem vai ganhar em NY, NJ e Cal, e a vantagem de Clinton para a nomeação é muito grande.
- Clinton tem mais dinheiro para gastar que Obama neste momento.
Em suma: se eu tivesse de apostar, apostava Clinton sem a mais pequena hesitação, mas não apostava a casa e o carro. Apostava, sei lá, o dedo mindinho da mão esquerda (mas com anestesia).
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Tables2Graphs
1. As vantagens de Clinton/McCain sobre Obama/Romney em cada estado;
2. A importância relativa de cada estado em termos de delegados;
3. As tendências.
Mais e melhor seria difícil. Um exemplo de como vale a pena aderir a este "movimento".
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Edwards
Publicidade
E no dia seguinte vai à FLAD, para uma palestra sobre as relações entre os EUA e a Europa. É aproveitar, que vai certamente valer a pena.
Clinton e McCain
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Sem título, técnica mista sobre papel, 2008
Paulo Teixeira Pinto
(na sua crónica no suplemento NS, do DN, no passado dia 26, que continha também por um poema da sua autoria, um texto sobre o International Klein Blue e uma citação do Almada Negreiros)
South Carolina
Se o vencedor foi o esperado, é magnitude da vantagem que espanta. Mas a pergunta central é esta:
There is a simple explanation for Obama's victory last night: he won African American voters. They constituted 53% of the vote, and 80% of them went for Obama. This is an incredible result. Of this there is no doubt. But it invites a question - can Obama win white voters?
E a resposta é: sim, não e talvez. Pronto, ficamos assim.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Sampaio/Cavaco: as consequências da coabitação para a função de popularidade do PR (a olhómetro, para já)
quarta-feira, janeiro 23, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Rescaldo Nevada e SC e o que se segue
Curiosamente, segundo parece (e confesso-me algo perdido nos meandros do caos eleitoral americano), nenhum mandato será atribuído nas primárias do partido Democrata na Florida, e apenas metade nas do partido Republicano, pelo facto de terem sido antecipadas contra a vontade dos órgãos nacionais dos partidos. Mas isso retira pouco à importância deste estado. Será crucial para Giuliani, cuja vantagem inicial parece, à luz das sondagens, ter-se evaporado. McCain começa a parecer - relutantemente - o frontrunner, mas evitar um GOP dividido após a Super Tuesday pode em grande medida depender do que suceder na Florida. E depois da presumível vitória de Obama em SC, era importante para ele que conseguisse evitar ou mitigar a vitória que se antevê para Clinton na Florida, para que seja o showdown no dia 5 a resolver o assunto a favor de um ou de outro.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
A blogosfera e a política
"Blogs are not only more than a passing fad; they are a major topic for research both because they affect politics in their own right, and as a means of approaching important questions for the social sciences more generally."
A ler urgentemente.
*Os psicólogos (sociais) são sérios quando trabalham em articulação com uma delas. Hate mail de sociólogos, antropólogos e historiadores pode ser enviado para o endereço acima. Economistas que acham que a Ciência Política não é seria não precisam de escrever, que eu já sei. Cientistas que acham que "ciência social" é um oxímoro não lêem este blogue. :-)
Florida or bust
Mas, há um pequeno problema:
1. Milagrosamente, McCain voltou ao mundo dos vivos. Mais: está a subir em todos os próximos estados e nas sondagens nacionais. O early chaos é menos caótico do que parece.
2. Florida está cada vez menos segura para Giuliani. As últimas cinco sondagens colocam-no atrás de McCain e Giuliani já não é o favorito nos mercados electrónicos. Se perde Florida, não é apenas Florida: é toda uma estratégia eleitoral que vai parecer, à luz dos analistas e dos eleitores, ter ido pelos ares.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Nevada, dia 19
Hirschman
"Once again, then, a group of social analysts found itself irresistibly attracted to deriding those who aspire to change the world for the better. And it is not enough to show that these naive Weltverbesserer (world improvers) fall flat on their face: it must be proven that they are actually, if I may coin the corresponding German term, Weltverschlechterer (world worseners) , that they leave the world in a worse shape than prevailed before any 'reform' had been instituted."
"I hope that I will have convinced the reader that it is worthwhile to trace these theses through the debates of the last two hundred years, if only to marvel at certain invariants in argument and rhetoric, just as Flaubert liked to marvel at the invariant bêtise of his contemporaries. To show how the participants in these debates are caught by compelling reflexes and lumber predictably through certain set motions and maneuvers (...) My account and critique of the lines of argument most commonly used on behalf of reactive/reactionary causes could serve to make advocates of such causes a bit reluctant to trot out these same arguments over again and inclined to plead their case with greater originality, sophistication, and restraint. Second, my exercise could have an even more useful impact on reformers and sundry progressives. They are given notice here of the kinds of arguments and objections that are most likely to be raised against their programs. Hence, they may be impelled to take extra care in guarding against conceivable perverse effects and other problematic consequences."
Albert O. Hirschman, "Two Hundred Years of Reactionary Rhetoric: The Case of the Perverse Effect", Tanner Lectures on Human Values, 1988 (obrigado à Mónica pela lembrança)
Iraque/Vietname
Balões de oxigénio
Clinton ganhou? Sim, claro. Mas perdeu entre o eleitorado negro.
O excelente Jay Cost:
"Tonight's results are another indication that African Americans are breaking his [Obama's] way. The Clinton campaign should be worried about this. It appears as if Obama might be able to take an important part of the traditional Democratic coalition. He is thus moving beyond the relatively narrow appeal of previous "insurgent" Democratic candidates like Bill Bradley and Gary Hart. This is bad news for Clinton."
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Dois genes
Michigan
Para os Republicanos, Romney e McCain taco-a-taco nas sondagens (fonte: Pollster) e nos mercados electrónicos. As primeiras dão ligeira vantagem a Romney, os segundos a McCain (à hora a que escrevo isto) mas ambos sinalizam subida na fase final para Romney,



Entretanto, os recentes ataques mútuos de Obama e Clinton revelam a enorme delicadeza das circunstâncias desta eleição e os riscos que as campanhas negativas comportam para estas candidaturas (mais para Clinton do que para Obama, parece-me).
Popularidade
O tratamento das sondagens na imprensa
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Dois e-mails
Num post antigo, escrevi sobre os efeitos das sondagens no comportamento, mencionando o estudo mais exaustivo sobre a matéria que conheço. Os resultados são inconclusivos. Creio que este caso ilustra novamente as dificuldades associadas a estimar o efeito das sondagens. Parece mais ou menos evidente que, para entre os eleitores que se decidiram mais tarde, Clinton teve vantagem. Mas como isolar os efeitos da imensidão de factores se escondem por detrás desse "mais tarde"? As sondagens que davam um bounce para Obama, produzindo uma reacção de mobilização dos eleitores de Clinton e/ou desmobilização dos eleitores de Obama? Talvez. Mas as lágrimas de Hillary? Talvez também. O último debate? Por que não? Os estudos que recorrem ao método experimental, que se dão num contexto de randomização de grupos (permitindo portanto isolar de forma clara o efeito das sondagens de outros efeitos) sugerem que elas produzem efeitos significativos. O problema, claro, é a validade externa desses estudos. Não creio que consigamos ter tão cedo uma resposta para estas questões.
"Gostaria de deixar duas notas, que podem ser relevantes sobre este tema: 1) O poder predictivo dos information markets, não é avaliado em função de resultados absolutos. A avaliação do interesse deste tipo de mecanismo, deve ser efectuada por comparação com outros métodos A questão relevante é determinar se, em cada momento do tempo, existe outra fonte de informação com maior poder predictivo.
A comparação entre os information markets e as sondagens tradicionais, foi objecto de estudos extensos e detalhados, em que as conclusões tendem a favorecer os Information Markets. Será ainda mais assim, se incorporarmos os custos de obtenção de informação e o seu atraso.
2) A audiência: em nenhum destes textos se refere que os Mercados apresentados são de âmbito nacional, enquanto estas "eleições" (podemos chamar isto?) são locais. Sendo assim, a ausência de informação adicional de uma larga maioria de participantes e o Teorema do Júri de Condorcet, são bons principios de explicação para as, supostas, más previsões."
Dois comentários:
1. Não creio que seja verdade que as conclusões dos estudos existentes tendam a favorecer invariavelmente uma maior capacidade preditiva dos prediction markets. Num post anterior encontra já um que chega à conclusão contrária. Ou melhor: à conclusão de que uma visão realista da forma como uma sondagem pode servir como elemento de previsão revela a ausência de superioridade dos prediction markets (eles próprios altamente influenciados, como se sabe e se viu, pelas sondagens). E mesmo os defensores dos prediction markets detectam vários enviesamentos e avançam dúvidas. Ver aqui, por exemplo.
2. Concordo com o problema que resulta da assimetria de informação entre a minoria dos participantes com informação "local" e a maioria dos participantes sem ela, sem dúvida.
Finalmente: não intepretem o meu post anterior sobre o tema como uma condenação geral dos prediction markets. Por forças ou fraquezas que tenham, alguma informação útil hão-de dar. E não é um caso isolado, como NH, que serve para chegar a veredictos. Agora que NH serviu para evidenciar fraquezas, lá isso serviu.
Outlier: as palavras e os actos
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Teorias sobre o fiasco das sondagens em NH
1. What was going on with the New Hampshire polls? Excessiva filtragem dos votantes menos prováveis, ponderações amostrais e o "Bradley effect" (eleitores dizem que votam em candidato negro e depois não o fazem)..
2. Why presidential polls are wrong? Recuperação de última hora de Hillary.
3. Pollsters Review Tactics After Forecast `Fiasco' . Recuperação de última hora de Hillary.
4. Pollsters flummoxed by New Hampshire primary. The New Hampshire contrarians.
5. Ballot Changes Cited in Vote's Discrepancy With Polls. A ordem dos candidatos nos boletins. isto é para levar a sério: Krosnick é uma das pessoas na academia que mais sabe sobre sondagens.
6. New Hampshire: So What Happened? Recuperação de última hora de Hillary e "Bradley effect".
7. Why were the polls wrong in New Hampshire? Mostly all of the above, excelente síntese por Anthony Wells.
E outras aqui, aqui e até uma conspiração aqui. Uma síntese (irónica): How the world will explain Clinton’s win despite final polling showing her way behind Obama
"Didn’t factor in the 24 hours of tears? The fact that New Hampshirites like to make news? That independents turned out for McCain and Clinton as well as for Obama? That without Huckabee as a factor, the McCain-Romney fight was taken more seriously in the end? That all those comments that she was bussing in people from New York and Massachusetts to pad the crowds were the nonsense some always suspected them to be? That Bill Clinton acting out and saying crazy things reminded people that they were once sympathetic to his wife? That her debate performance was mocked by the pundits but loved by the voters? The lingering impression of Billy Shaheen’s pre-Iowa words? The shadowy hand of Michael Whouley? That negative attacks — through the mail on issues such as abortion — work? The appeal of Clinton to 20 somethings? The 'doer versus talker' message? All those prominent women supporters in a state that has a lot of women elected leaders? The Chris Matthews hug? That Obama has limited appeal to blue-collar Democrats in places like Epping? That she took questions in town meetings at the end, which New Hampshire voters really like? That Obama had a Tom Bradley-Doug Wilder problem? More coming…."
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Mudando de assunto (ou, num certo sentido, não)...
Fonte:Ellen Nolte e C. Martin McKee (2008), "Measuring the Health of Nations: Updating an Earlier Analysis", Health Affairs 27: 58-71. Resumo aqui.
Citações:
"The largest reductions in amenable mortality were seen in countries with the highest initial levels, including Portugal, Finland, Ireland, and the U.K, but also in some higher-performing countries, like Australia and Italy. In contrast, the U.S. started from a relatively high level of amenable mortality but experienced smaller reductions. "
E a cobertura noticiosa do estudo, aqui.
E o outro fiasco...(actualizado)
By Daniel Gross
"So, I've been watching the action in one of the political futures markets this evening, Intrade. And the action in this prediction market has reinforced my opinion that these are less futures markets than immediate-past markets. The price movement tends to respond to conventional wisdom and polling data; it doesn't lead them. Throughout the day and into the early evening, while polls were still open, Democratic investors, mimicking the post-Iowa c.w. and polls, believed Obama was highly likely to be the Democratic nominee. The Obama contract was trading in the lows 70s, meaning investors believed he had a 70 percent chance of being the nominee, while Hillary Clinton contracts were in the 20s. But between 7 p.m. and 8 p.m., as the Concord Monitor began to post early returns showing Hillary Clinton in the lead, the contracts started to move quickly."
Nobody knows anything
By Paul Krugman
"But to be more specific, the prediction markets — which you see, again and again, touted as having some mystical power to aggregate information, know no more than the conventional wisdom. (...) From inevitability to pitiful failure to front-runner again in just a few days. There’s no hint that the market saw either Iowa or New Hampshire coming, or knew anything beyond the bloviations of the talking heads."
E um paper de Setembro de 2007:
Are Political Markets Really Superior to Polls as Election Predictors?
ByRobert Erikson and Christopher Wlezien
"By our tests, the IEM election markets are not better than trial-heat polls for predicting elections. In fact, by a reasonable as opposed to naïve reading of the polls, the polls dominate the markets as an election forecaster. This is true in the sense that a trader in the market can readily profit by 'buying' candidates who, according to informed readings of the polls, are undervalued. Moreover, we find that market prices contain little information of value for forecasting beyond the information already available in the polls."
Fiasco
Há um risco, contudo: a da multiplicação de explicações ad hoc e post hoc sobre o que se passou. Ontem de madrugada, já andava o inefável Wolf Blitzer na CNN a explicar que a lágrima ao canto do olho de Clinton"mostrou o seu lado humano" e que isso pode ter influenciado os resultados e yadda, yadda, yadda. A minha sugestão é que não acreditem. Aliás, não acreditem em nenhuma das dezenas de explicações que vão aparecer agora para dar conta do que aconteceu. Vai passar algum tempo e vai ser precisa muita análise até que se perceba qual ou quais dessas razões poderá estado realmente por detrás do falhanço das sondagens.
No mesmo sentido, ver Gary Langer, sobre o New Hampshire's Polling Fiasco:
"There will be a serious, critical look at the final pre-election polls in the Democratic presidential primary in New Hampshire; that is essential. It is simply unprecedented for so many polls to have been so wrong. We need to know why. But we need to know it through careful, empirically based analysis. There will be a lot of claims about what happened - about respondents who reputedly lied, about alleged difficulties polling in biracial contests. That may be so. It also may be a smokescreen - a convenient foil for pollsters who'd rather fault their respondents than own up to other possibilities - such as their own failings in sampling and likely voter modeling."








