terça-feira, setembro 16, 2008
Erro de análise e outras coisas
Outras questões. Primeiro, a de saber se a atenção que é dada aos resultados nacionais em detrimento dos estaduais faz algum sentido:
Acho mesmo que o uso destes valores é negligente pois induz o eleitor a tomar comportamentos e formular conclusões que podem não ser os mais correctos. Muitos deles apontam para um empate técnico em que a vantagem de um ou outro situa-se dentro da margem de erro. Concluir progressões com valores destes é para mim um erro, que se potencia ao ser divulgado e comentado. A eleição de Bush parece não ter servido de Lição.
Eu não seria tão céptico. Por um lado, se é evidente que a eleição o Presidente americano não é nem directa nem feita através de um círculo eleitoral nacional, a verdade também é que só três vezes (1876, 1888 e 2000) o candidato que teve mais votos não foi o Presidente. Pelo que a intenção de voto nacional e saber quem tem mais intenções de voto a esse nível é um indicador muito razoável de quem poderá ser o vencedor. Por outro lado, a verdade é que se dá muita atenção ao que se passa nos estados, como se pode ver aqui. O problema, claro, é que em vários estados há poucas sondagens e as indicações do que se vai passar neles são pouco fiáveis, pelo que basearmo-nos exclusivamente nessas sondagens seria também perigoso. Pelo que o enfoque na intenção de voto nacional não me parece errado, desde que, claro, se perceba que uma coisa é tentar fazer inferências sobre o voto popular a nível nacional e outra é fazer inferências sobre quem terá mais membros no colégio eleitoral (sendo que ambas as coisas tendem a coincidir).
Agora, para quem faz campanhas, as sondagens a nível nacional têm pouca utilidade. Veja-se o que diz o campaign manager de Obama:
"All we care about is these 18 states," he said. He repeated, with emphasis, that the campaign does not care about national polling. Instead, the campaign's own identification, registration and canvassing efforts provide the data he uses to determine where to invest money and resources. Plouffe also emphasized that the internal polling the campaign does is focused on those same 18 states, and that their real concern is not the horse race results but the "data underneath." Later, he added, "the top-line [polling data] doesn't tell you anything." Rather, they focus on who the "true undecideds" are, "how they're likely to break," and what messages will best persuade them.
Outro ponto:
A sondagem da Gallup que linkou, foi realizada com base em ca. de 2700 inquéritos. E é assumido um erro de cerca de 2% associado à sondagem. Estatísticamente, parece-me certo. Mas de facto esta amostra só poderia ser considerada representativa no caso da eleição para a presidência dos EUA se basear contagem total dos vos e não na eleição de um colégio eleitoral em cada estado. Para o último caso, a amostra tem de ser ponderada estadualmente. Em anexo tenho os cálculos da ponderação dos 2700 inquéritos por estado. E surpreendi-me quando vi que um número significativo de estados não chegam sequer à dezena. Com isto estamos bem longe de um erro de 2%! É legítimo apresentar-se resultados com tão pouca consistência para justificar tendências de voto?
Isto está ligado ao ponto anterior. Uma sondagem como esta da Gallup está a tentar fazer uma inferência descritiva sobre o voto popular, não sobre quem tem mais eleitos no colégio. Para o primeiro fim, está muito bem. Da mesma maneira que uma sondagem feita em Portugal raramente está a tentar apurar - pelo menos directamente - quem vai ter mais deputados. Para fazer isso directamente seria necessário fazer sondagens com amostras representativas de cada distrito e estimar deputados por distrito. Mas, claro, ninguém faz isso, porque os benefícios não compensam os custos: saber quem tem mais votos a nível nacional costuma ser suficiente para saber quem terá mais deputados. O que já é mais perigoso é tentar fazer esses cálculos com alguma aparência de objectividade com base em sondagens que têm como único objectivo medir o voto a nível nacional. Dei aqui um exemplo disso há uns anos. Até pode correr bem, mas também pode correr muito mal.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Voto por ideologia/identificação partidária- Gallup
Se olharem para esse cruzamento, a história das últimas semanas fica muito (demasiado?) simples:
1. Voto McCain entre Republicanos conservadores:
4-10 Agosto: 90%
1-7 Setembro: 94%
2. Voto McCain entre Republicanos moderados/liberais:
4-10 Agosto: 70%
1-7 Setembro: 78%
3. Voto McCain entre independentes:
4-10 Agosto: 33%
1-7 Setembro: 28%
3. Voto Obama entre independentes:
4-10 Agosto: 22%
1-7 Setembro: 29%
Não sei se perceberam a história: são os benefícios e os custos de Palin. McCain reforça a base, mas enfraquece junto aos independentes. O primeiro movimento foi o que lhe permitiu encostar a Obama. O segundo movimento é o de que Obama precisa que se consolide para ganhar em Novembro.
P.S- E antes que digam ou pensem:
1. Estas flutuações, apesar de não muito grandes e de se darem em sub-amostras, podem ser significativas porque não se referem a uma única sondagem, mas ao conjunto de todos os inquiridos na tracking poll durante uma semana.
2. Claro que a probabilidade dos independentes acabarem por votar é menor.
3. À luz disto, percebe-se melhor isto, não?: Barack Obama's campaign is seeking to retake the offensive in the contest against John McCain today with a renewed focus on the economy.
terça-feira, setembro 09, 2008
Agora sim
sexta-feira, setembro 05, 2008
quinta-feira, setembro 04, 2008
Palin
Parece-me que os boatos iniciais sobre o filho de Palin, Trig, (que seria, segundo o boato, realmente o seu neto), difundidos inicialmente por um blog de simpatias democratas, só jogam contra os próprios Democratas, da mesma maneira que o artigo do NYT sobre a suposta amante de McCain. Não posso provar, mas de cada vez que qualquer coisa dessas aparecer e não se confirmar verdadeira, devem ser mais uns pontos percentuais de eleitores com simpatias republicanas que se consolidam como votantes de McCain. A percepção entre os Republicanos é a de que os media são todos visceralmente liberais, e coisas destas só o parecem confirmar. O grande problema de McCain - como atrair, com o seu perfil, o eleitorado Republicano mais conservador - parece, de resto, quase resolvido: 91% deles dizem que votarão nele na última tracking poll da Gallup.
Uma nota pessoal e, eventualmente, pouco imparcial: a exibição do filho de Palin, de quatro meses de idade, a passar de colo em colo de cada membro da família e até pelo colo da mulher de McCain, à noite, no meio de um barulho ensurdecedor, parecendo mais inconsciente - quase inerte - do que adormecido, constantemente focado pelas câmaras de televisão, especialmente quando Palin promete ser na Casa Branca uma "defensora" de quem filhos deficientes, foi para mim, que tenho um filho com oito meses de idade, uma das coisas mais obscenas que vi num ecrã de televisão em toda a minha vida. Mas não sou imparcial quando se trata de eleições americanas, repito. Depois do que se passou nos últimos oito anos, se em vez Obama o candidato Democrata fosse o Pato Donald, eu, se pudesse, votava no pato. É para verem o grave da coisa.
terça-feira, setembro 02, 2008
Previsões de modelos econométricos
1. Lewis-Back e Tien. Paper e previsão para McCain: 43.2% do voto popular bipartidário.
2. Sidman e Mak. Paper e previsão para McCain: 243 votos no colégio eleitoral (derrota).
3. Cuzan e Bundrik. Paper e previsão para McCain: 48% do voto popular bipartidário.
4. Abramovitz. Paper e previsão para McCain: 44.9% do voto popular bipartidário.
5. Erikson e Wlezien. Paper e previsão para McCain: 47% do voto popular bipartidário.
6. Klarner. Paper e previsão para McCain: 47% do voto popular bipartidário.
7. Hibbs. Paper e previsão para McCain: 48.2% do voto popular bipartidário.
8. Fair. Previsão para McCain: 48.5% do voto popular bipartidário.
Obama, supostamente, ganha em todos os modelos.
segunda-feira, setembro 01, 2008
Efeitos da Convenção?
Um post no Pollster começa a abordar este assunto com os dados disponíveis. Na tracking poll da Gallup, de uma empate 45-45, passou-se para uma vantagem de 8 pontos para Obama. Na tracking poll da Rasmussen, um efeito muito menor.
O post lista várias razões para sermos cépticos em relação à capacidade para medir rigorosamente esse "bounce". E um artigo de John Zaller, de 2002, é mais céptico ainda:
"detection of exposure effects is likely to be unreliable unless the effects are both large and captured in a large survey. Surveys, or subsets of surveys, having fewer than about 2000 cases may be unreliable for detecting almost any sort of likely exposure effect; even surveys of 3000 could easily fail to detect politically important effects."
Alguma coisa deve ter beneficiado. Mas quanto, e por quanto tempo?
sexta-feira, agosto 29, 2008
Parece que Hillary vai ter de continuar a dar uma ajudinha.
Rescaldo da DNC
1. O discurso de ontem de Obama foi mais concreto e menos vago e gongórico que o habitual. Ainda bem para ele. Um dos problemas de Obama é que começa a haver cansaço - pelo menos entre a opinião publicada, se bem que talvez ainda não entre os eleitores - de tanto brilhantismo retórico, tanto dom da palavra e tanto recurso às emoções. O discurso ajudou a corrigir isso. Os comentadores estão a reagir como previsto. Se calhar, para os eleitores não faz nem nunca iria fazer diferença. Mas condicionar o comentário político é importante.
2. A táctica dos Democratas parece definida. McCain é um cidadão respeitabilíssimo - todas as referências, TODAS as que lhe foram feitas nos discursos mais importantes começavam com um elogio - mas está do lado errado da História. Desde que entrou na campanha, as suas políticas são iguais às de Bush. Oito anos já chegam. The third time is not the charm. Etc. Até o Economist tem saudades do McCain dos velhos tempos, seja lá o que isso for.
3. Há quem ache que isto é um erro catastrófico para os Democratas e uma oportunidade para McCain. Basta negar e recordar o passado de oposição a Bush e à direita dos Republicanos, e toda a campanha de Obama cai pela base. Este "basta" é duvidoso. Vai haver uma altura em que McCain poderá dizer isso. Mas agora, com a Convenção Republicana, não é certamente. Mas talvez possa dizer pouco depois. Mais de 80% dos Republicanos já dizem que votarão McCain, o que sugere que a base está consolidada e que, depois da convenção, a viragem ao centro já é possível. O Tricky Dick é capaz de não estar a ver a coisa completamente mal.
quinta-feira, agosto 28, 2008
Do que eu me fui lembrar
"With eyes firmly on the future, in the spirit of unity, with the goal of victory, with faith in our party and our country"
Lembrei-me de pessoas como Luís Filipe Menezes, José Pedro Aguiar Branco, Manuel Alegre, António Borges e muitos outros. A diferença é abissal.
quarta-feira, agosto 27, 2008
O estado da corrida americana
1. Das últimas 20 sondagens - aquelas cujo trabalho de campo apanhou o mês de Agosto - apenas 4 colocam McCain na frente, enquanto duas outras dão um empate.
2. As empresas que têm dado vantagem a McCain - Gallup, Rasmussen, Zogby - têm, ao longo da campanha, exibido resultados abaixo da tendência para Obama.
3. Por esta altura, em 2004, mais de metade das sondagens colocava Bush à frente de Kerry. E em 2000, por esta altura, todas as sondagens colocavam Bush à frente de Gore.
Logo:
1. Não compensar um erro (a sobrestimação da vantagem de Obama que tem prevalecido no discurso mediático) com outro (a sua subestimação).
2. Tomar em conta que os fundamentals da eleição costumam ser melhores preditores do resultado final a médio prazo do que uma sucessão de sondagens com resultados altamente variáveis nos meses anteriores.
3. Tomar em conta que nada nesses fundamentals alguma vez sugeriu que a vantagem - real - dos democratas seria descomunal.
4. Finalmente, tomar em conta que se todas as eleições são únicas, esta é mais única do que as outras.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Biden: reacções

Dos eleitores. Mixed (Rasmussen reports):
On the day that Barack Obama announced Joe Biden as his running mate, 39% of voters said he made the right choice. A Rasmussen Reports national telephone survey found that 25% disagreed and another 35% are not sure. Women are notably less enthusiastic than men—33% of women say Biden was the right choice while 27% disagreed. Men, by a 46% to 24% margin, said that Obama made the right choice. Biden is now viewed favorably by 48% of voters and unfavorably by 34%. Those figures reflect a slight improvement from Thursday night polling. He earns favorable reviews from 52% of men and 45% of women.
Just 16% of women have a Very Favorable opinion of Biden while 19% have a Very Unfavorable view.
Obama has struggled among older voters and that’s one area where Biden shines—60% of senior citizens have a favorable opinion of him.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Zogby
A irrelevância desta sondagem em si mesma não nega outra coisa, essa sim fundamental: McCain recupera terreno em relação a Obama nas últimas semanas.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Non sequitur
sexta-feira, agosto 15, 2008
O nosso contributo para a silly season
Quem lê este blogue regularmente (sim, vocês os três) imagina como isto começou: a leitura de um número de uma revista dedicada a previsões das presidenciais americanas, um estímulo adicional e mãos à obra.
Obrigado ao Sol e ao jornalista Carlos Madeira pelo artigo cuidadoso, e ao Paulo Gorjão pelo convite.
domingo, agosto 03, 2008
Magalhães
quinta-feira, julho 17, 2008
terça-feira, julho 15, 2008
Férias
Sondagem Católica para RTP/RDP/JN

sexta-feira, julho 04, 2008
quarta-feira, julho 02, 2008
Lisboa SOS
segunda-feira, junho 30, 2008
Previsões para as presidenciais americanas
(1) weighted-average growth of per capita real personal disposable income over the term, and (2) cumulative US military fatalities owing to unprovoked, hostile deployments of American armed forces in foreign conflicts.

Em suma: ninguém, com excepção de Norpoth em Janeiro passado, prevê outra coisa que não uma vitória dos Democratas nesta eleição. Vou actualizando isto com as novas previsões à medida que forem saindo.
domingo, junho 29, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
Novo ciclo

quarta-feira, junho 25, 2008
Ainda a Irlanda
We asked whether Lisbon would have compromised Ireland’s neutrality; made the practice of abortion more likely in Ireland; led to a change in tax on businesses; reduced Ireland’s influence on EU decisions; strengthened the protection of workers’ rights; caused even more unemployment; lost us our European Commissioner for some of the time; and finally, simplified decision-making in the EU. The results indicate that the No arguments seemed to have won the campaign. Substantial majorities agree with their interpretation over the interpretation of the Yes side. Even on abortion, where their arguments were rejected by the Electoral Commission, a significant minority (39 per cent) was concerned that abortion could be brought closer had Ireland voted Yes.
Those most uncertain about their economic future, due to perceived decline in their own living standards in the last year, also tended to vote No. These factors are outside anyone’s immediate capacity to address, although dissatisfaction with the government - equally high at the time of Nice II - is not necessarily associated with a rejection of an EU treaty, at least to the degree it is associated here. Nor is it the case that voters were simply rejecting Europe. Over 40 per cent of No voters supported even more integration over protecting our independence from the EU.
E um gráfico espantoso, que mostra - aqui sim de acordo com o meu argumento - que o problema não foi a abstenção: aqueles que não votaram eram ainda mais hostis ao Tratado. Mais informação sobre a sondagem pós-eleitoral aqui.
quinta-feira, junho 19, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
E agora, para o que realmente interessa
Mas na Polónia, ainda assim, sim
Poles would back the European Union's Lisbon Treaty by a wide margin if it were put to a referendum, a newspaper reported Monday. A poll of 1,000 adults found 71 per cent of Poles said they would vote for the reform treaty, which Irish voters rejected in a referendum last week, the Dziennik daily said.
Na Holanda, também não
segunda-feira, junho 16, 2008
Leitura útil por estes dias
Are referendums on EU treaties decided by voters’ attitudes to Europe (the ‘issue-voting’ explanation) or by voters’ attitudes to their national political parties and incumbent national government (the ‘second-order election model’ explanation)? In one scenario, these referendums will approximate to deliberative processes that will be decided by people’s views of the merits of European integration. In the other scenario, they will be plebiscites on the performance of national governments. We test the two competing explanations of the determinants of voting in EU referendums using evidence from the two Irish referendums on the Nice Treaty. We find that the issue-voting model outperforms the second-order model in both referendums. However, we also find that issue-voting was particularly important in the more salient and more intense second referendum. Most strikingly, attitudes to EU enlargement were much stronger predictors of vote at Nice 2 than at Nice 1. This finding about the rise in importance of attitudes to the EU points to the importance of campaigning in EU referendums.
sexta-feira, junho 06, 2008
Adenda
Referendo Irlanda:
Irish Times /TNS mrbi poll:

Isto contrasta, apesar de tudo, com as sondagens da Red C que tenho divulgado aqui. Aqui, chama-se a atenção para a diferença na formulação das perguntas. E toda a campanha fala em "Lisbon Treaty", em vez de "Reform Treaty"...
Uma coisa é certa: quando mais tempo dura a campanha, menos indecisos e mais "nãos".
quinta-feira, junho 05, 2008
Sobre o voto económico
1. Num artigo muito recente, Pedro Adão Silva menciona que "há uma hipótese da sociologia eleitoral que tem revelado assinalável potencial explicativo e que nos diz que os eleitores sabem distinguir os partidos em função das suas prioridades e que, em períodos de maior desemprego e crise social, votarão mais à esquerda e em períodos de maior inflação e dificuldades financeiras, votarão mais à direita."
Aquilo a que o Pedro se refere é ao chamado "voto económico prospectivo". Ao contrário do que sucederia com o "voto económico retrospectivo" - em que os partidos de governo, e eventualmente mais os de esquerda - seriam prejudicados pelo desemprego, no "voto económico prospectivo" a hipótese é que os partidos de esquerda poderiam ser beneficiados pelo desemprego, sugerindo que os eleitores votam a pensar na forma como situações actuais podem ser resolvidas por políticas futuras.
Um dos aspectos mais interessantes deste livro tem precisamente a ver com este assunto e com alguma clarificação que é trazida a este respeito: o que eles concluem é que os efeitos do desemprego são diferentes consoantes a dimensão dos partidos de esquerda. "Grandes" partidos de esquerda no governo são castigados pelo desemprego. Partidos de esquerda "pequenos" são beneficiados pelo desemprego. Não sei se era bem nisto que o Pedro estava a pensar...
2. Ninguém percebeu ainda muito bem as "micro-fundações" do mecanismo através do qual os eleitores castigam os governos pelo mau desempenho da economia. Uma das conclusões que - pelo menos a mim - geram mais perplexidade é o facto de, quando usamos inquéritos, as avaliações que os inquiridos fazem da situação económica do país ter consequências muito maiores no voto que a avaliação da situação económica pessoal. Há quem diga que isto sinaliza "altruísmo"e grande responsabilidade dos eleitores, mas acho que há para aqui muita endogeneidade (a avaliação da situação económica é muito explicada por simpatias partidárias, e há muita racionalização das respostas nos inquéritos, mas enfim).
Seja como for, se for mesmo verdade que os eleitores retiram muita da informação sobre a economia dos media, então o que há a esperar até 2009 é um combate ferocíssimo sobre a interpretação dos números. Aqui vai haver imenso trabalho e espero que detectem as contabilidades criativas de ambos os lados. E vai valer muito a pena reler este clássico.
quarta-feira, junho 04, 2008
Boas companhias
Dois presidentes: Lula da Silva (precisamente o mindinho da mão esquerda) e Boris Yeltsin (dois, aparentemente a brincar com uma granada).
Dois actores do cinema mudo:Buster Keaton e Harold Lloyd.
The famous outlaw Jesse James.
Claus von Stauffenberg.
E Galileo Galilei (post mortem, ao que parece).
segunda-feira, junho 02, 2008
Shameless plug, 2
sábado, maio 31, 2008
Popularidade Líderes Políticos, Maio 2008


Antecipação: o Público amanhã
"No 'Sobe e Desce' de ontem, ilustrando um texto sobre José Oliveira e Costa, ex-presidente do BPN, colocámos a fotografia de Rui Oliveira e Costa, Director da Eurosondagem. Pelo sucedido, as nossas desculpas."
sexta-feira, maio 30, 2008
Eu acho que vai ser com 40,1028983663% contra 37,2474664653%
E vamos ver o que pensa a ERC disto, tendo em conta a nota de imprensa de ontem.
P.S. (18.20h)- Ver comentário de JPP.
quarta-feira, maio 28, 2008
Referendo Irlanda
segunda-feira, maio 26, 2008
As sondagens do PSD
1. Eurosondagem, 23 a 29 de Abril. Universo do estudo: totalidade dos eleitores.
Questão:
- "Quem está em melhores condições para liderar o PSD?" MFL, 29%; PSL,25%; PPC, 15,5%; NSilva e PA: 3%. Não respostas: 14,5% (cálculo próprio).
2. Aximage, 5 a 9 de Maio. Universo do estudo: totalidade dos eleitores, mas percentagens entre os eleitores do PSD.
Questões:
- "Quem é o melhor candidato para a liderança do PSD?" (aparentemente, pergunta aberta, des resposta espontânea). MFL, 40,8%; PSL, 13,2%; Jardim, 7,5%; Menezes, 4,5%; PPC: 3%; Marcelo, 2,5%; Outro, 4,1%; Sem opinião: 23,4%.
- "Quem tem mais hipóteses de vencer eleições a Sócrates?". MFL, 64,1%; PSL, 20%; PPC, 5,8%; PA; 1,6%; NSilva, 0,1%; Outro, 0,3%; Indiferente, 1,5%; Sem opinião, 6,6%.
3. Intercampus, 16 a 20 de Maio. Universo do estudo: totalidade dos eleitores.
Questão:
- "Qual é o melhor candidato à liderança do PSD?". MFL: 43,3%; PSL, 20,2%; PPC, 19,2%; NSilva e PA: menos de 1%. Sobram cerca de 17%, que devem ser não respostas.
Perguntou-se também"qual dos candidatos é o melhor para enfrentar José Sócrates nas legislativas?", mas as notícias não têm as frequências. Diz-se também que MFL é também a preferida quando se olha apenas para o eleitorado do PSD, mas não são reportados resultados.
Alguns comentários:
1. Note-se como todas as sondagens foram feitas a amostras representativas da totalidade do eleitorado, não do "eleitorado PSD". Nalguns casos, reportam-se resultados da sub-amostra do "eleitorado PSD", mas as notícias não explicam como foi medido esse conceito (votantes em 2005, pessoas que declaram actual intenção de voto no PSD, simpatizantes do partido ou outra coisa?). Note-se que isto implica margens de erro amostral muito superiores às declaradas para a totalidade da amostra. A Aximage, bem, reporta-as: 8,1%. A dimensão de uma amostra aleatória para inferências com margens de erro de 8.1% anda pelos 150 inquiridos.
2. Há que ter muito cuidado com as comparações, seja porque os universos sobre os quais se estão a fazer inferências são diferentes (totalidade do eleitorado ou eleitorado PSD) seja porque as questões são distintas. Os resultados da Intercampus, quase um mês depois da sondagem da Eurosondagem, são mais lisonjeiros para MFL e PPC no que respeita à totalidade do eleitorado. mas o resto é muito difícil, para não dizer impossível, de comparar.
3. Uma indicação interessante na sondagem da Aximage: há 64% dos inquiridos que acham que MFL é a melhor para bater Sócrates, mas apenas 41% que acham que é a melhor candidata. Há diferenças no formato da respostas - fechado na primeira pergunta, aberto na segunda - mas isto sugere que MFL beneficia de um eleitor do PSD "estratégico": ela não é a "melhor possível", mas é a melhor num contexto de competição com o PS.
E uma questão para os juristas: isto que se segue é uma sondagem? E se não é, o que é? E independentemente do que seja, como se fizeram exactamente estas contas? A versão online do jornal não é muito informativa a este respeito.
Ferreira Leite e Passos Coelho disputam vitória ombro-a-ombro
Por Sofia Rainho
Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho disputam ombro-a-ombro a liderança do PSD, de acordo com uma contagem de espingardas, distrito a distrito, feita pelo SOL. Passos Coelho parece assim recuperar terreno, depois do enorme favoritismo atribuído à partida a Ferreira Leite. Santana Lopes fica-se, por ora, pelo terceiro lugar
quinta-feira, maio 22, 2008
Politólogo
sexta-feira, maio 16, 2008
Referendo Irlanda

Treaty “No” vote remain a threat
In order to better understand where campaigners need to concentrate their efforts we have looked in more detail at the poll results. This more in depth analysis of voting intentions, suggests that those more likely to vote No tend to come from younger 18-44 year old male social demographic groups where, when re-proportioned to exclude Don’t Knows, the No vote wins out with more than half (54%) of voters claiming they will vote No. While those living in Connaught and Ulster regions are also far more likely to state they will vote No. It is these groups perhaps that the Yes campaigners need to target for conversion, and also that the No campaigners need to encourage to turn out to vote. In terms of further education on the issues involved in ratification of the Lisbon Reform Treaty, it appears that middle aged 25-44 female social demographic groups are most likely to state that they don’t know how they will vote, with almost half (49%) claiming this is the case. As such both campaigns will need to target this important group in an aim to win over potential floating voters.
quinta-feira, maio 15, 2008
Shameless plug
quarta-feira, maio 14, 2008
Jovens e política, 2
Citizenship at key stages 1 and 2 (Year 3-6). Unit 08: How do rules and laws affect me?
About this unit
In this unit, children learn about rules and how laws are made in a democracy. They develop their appreciation of why we need rules to protect rights and how they help us - at home, at school and in our wider communities. They discuss class and school rules and learn how to make suggestions and changes through the class or school council. They find out about the work of Parliament and MPs in creating and changing laws, and about the importance of discussion and debate. They take part in preparing and presenting arguments on topical issues. Using examples, children reflect on the variety of personal choices they can make and consider rights and responsibilities. They consider coercion and peer influence and explore the consequences of breaking the law. Children reflect on their learning and devise a poster to communicate what they have found out.
Depois não se admirem.
quarta-feira, maio 07, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
Sobre o estudo do ICS sobre sexualidade
Outro ponto relevante: quer em relação à homossexualidade feminina quer masculina, as mulheres escolhem a opção "nunca erradas" mais frequentemente que os homens. O oposto sucede, por exemplo, em relação à infidelidade. E entre os mais jovens, a escolha do "nunca erradas" é mais frequente em ambos os casos. Tudo previsível.
segunda-feira, maio 05, 2008
Leituras e limites das sondagens
Sondagens & afins, no Origem das Espécies.
Sondagens & sondagens, no Tempo das Cerejas.
Em jeito de reciprocidade, no Lugares comuns.
Estudos de Mercado e Profecias Auto-Realizáveis, no Dissonância Cognitiva.
Apesar de tudo e do pessimismo de Vítor Dias, a verdade é que não me recordo de, antes da blogosfera, haver sítios onde se discutissem publicamente estes assuntos. Menos mal.
sexta-feira, maio 02, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
segunda-feira, abril 28, 2008
Fundação Vox Populi
É uma boa notícia.
Jovens e política
No entanto, fica aqui de novo a ligação ao documento completo. Só faço isto para notar que muito do que tenho lido sobre o tema sugere que, quem comentou, não leu. Ou se leu, interpretou mais aquilo que já pensava sobre o assunto do que aquilo que o estudo realmente sugere.
quarta-feira, abril 23, 2008
Pennsylvania, 2
The Clinton campaign's false assumption—based on a 350-page, state-by-state study in the summer of 2007 by key strategist Mark Penn—that Clinton's victory was "inevitable" led to a series of mistakes: (1) presenting herself as the "inevitable" nominee; (2) prematurely running a general election campaign; (3) assuming that the race would be over on February 5—Super Tuesday; and (4) believing that a number of small states that held caucuses could be skipped. And if Penn's strategy didn't work there was no Plan B. It's never a good idea to have a pollster in an important policy position in a campaign, since he or she can design the polling to get the answers he or she wants, as some believed Penn had done in the Clinton White House.
Pennsylvania
Outlier: só uma ideia
Ferreira Leite desaconselha temas da regionalização e referendo europeu
"Outra questão que não deve ser abordada pelos sociais-democratas, acrescentou Manuela Ferreira Leite, é o referendo ao Tratado da união Europeia. 'A questão devia ser deixada ao PS. Qual o interesse do PSD em ter uma campanha em que andará de braço dado com o PS? É tudo o que menos nos interessa', referiu.
sexta-feira, abril 18, 2008
As sondagens e o PSD
O que talvez diga alguma coisa sobre a natureza do partido. O PSD tem muitas semelhanças com o PS, e não as quero desvalorizar. Mas enquanto o PS tem apesar de tudo, facções internas divididas por conflitos em cuja base ainda se vislumbram fundamentos ideológicos, o PSD transformou-se em nada mais do que uma máquina para (tentar) ganhar eleições e converter votos em lugares políticos. Tudo, absolutamente tudo, depende da capacidade da liderança do momento para fazer esta máquina funcionar. É fascinante, e também algo deprimente. E note-se: dá à comunicação social - para já não falar dos institutos de sondagens - um poder sobre a vida do partido que, enfim, é capaz de ir um bocado para além do saudável.
PSD
quinta-feira, abril 17, 2008
Berlusconi
segunda-feira, abril 14, 2008
Itália 2
Itália
- as sondagens italianas sobrestimam o voto do vencedor;
- as sondagens italianas sobrestimam o voto da esquerda;
- as eleições de 2006 não servem para fazer inferências a este respeito.
Ficamos na mesma, portanto. Mas já falta pouco.
sexta-feira, abril 11, 2008
As sondagens, 2

Passou mais de um mês entre a sondagem do CESOP e a da Eurosondagem e há diferenças importantes quer na inquirição quer na amostragem e posteriores ponderações dos resultados. Mas a ordem dos partidos é igual nas três e as mensagens genéricas também: o PS lidera claramente mas está aquém da maioria absoluta; o PSD não passa dos trinta e muito poucos; os partidos à esquerda do PS somam perto ou acima dos 20%; o CDS-PP é o 5º partido.
As sondagens, 1
1. Os resultados de Mendes e Menezes num mesmo gráfico, assinalando o momento da mudança;
2. Os resultados de Sampaio e Cavaco num mesmo gráfico, assinalando o momento da mudança;
3. O saldo de popularidade pondera agora as não respostas, da seguinte forma:
(%Positivas-%Negativas)*(1-Não respostas ou indiferentes/100).



É fácil verificar que:
1. Depois de comparativamente baixos valores iniciais, Cavaco converge em valores elevados, semelhantes aos de Sampaio em final de mandato.
2. Discrepâncias Eurosondagem e Marktest para o caso de Sócrates; independentemente disso, não parece ainda possível dizer que a tendência é outra que não a de descida, iniciada após divulgação do caso "Independente";
3. Eleição de Menezes interrompeu tendência de descida para líder do PSD, mas as últimas sondagens Marktest sugerem nova descida, colocando hoje Menezes no ponto onde Mendes estava no 1º semestre de 2007.
quarta-feira, abril 02, 2008
Divertimento de alta qualidade
(Só uma correcção, irrelevante para o caso: o grupo que representa 50% da população é o que tem conhecimentos de economia e de matemática abaixo da mediana. Sou constitucionalmente obrigado a assinalar estas coisas.)
The "bumbling nincompoop" versus "the killjoy Stalinist"
segunda-feira, março 24, 2008
Outlier: O Museu Broad
Sucede que o senhor Broad achou que seria ainda melhor se tivesse um local onde pudesse mostrar em permanência muitas das suas valiosas peças. Deu então 56 milhões de dólares (cerca de 1% da sua fortuna) ao LACMA, instituição a cujo board of directors já pertencia, para construir um novo museu, com o seu nome, desenhado por um arquitecto por si escolhido (Renzo Piano). Entretanto, a directora do LACMA foi ejectada da instituição, ao que parece devido a conflitos com...Broad. A coisa construiu-se, e Broad comprometeu-se a gastar mais 10 milhões em aquisições.
Contudo, um mês antes da inauguração, o senhor Broad anunciou que, afinal, em vez de doar as obras ao LACMA, vai apenas emprestá-las, ao abrigo do modelo genérico que já tinha adoptado para a sua Fundação, sendo que todos os custos de operação são a cargo do LACMA, ou seja, dos contribuintes californianos. No NYRB, a coisa comenta-se assim:
The Los Angeles County Museum of Art receives substantial public funds and many of its staff members are civil service employees of Los Angeles County. Thus the parties who acceded to Broad's de facto privatization of a big chunk of LACMA—the cultural equivalent of a leveraged buyout, or taking a public company private—have done a grave disservice to the taxpayers of the county, who, whether they like it or not, will be footing the bill for much of Broad's monument to himself. It has long been customary for benefactors rich enough to have a museum named after them to provide an endowment for the upkeep of the building in perpetuity. The annual expense of such unglamorous necessities as utilities, cleaning, maintenance, guards, liability insurance, and other carrying charges is so daunting that many collectors who fantasized about founding a private museum have fallen into the arms of established institutions once they realized what autonomy would cost them. Strange as it may seem to those unfamiliar with the ways of American museums, art world veterans agree that Eli Broad pulled off an enviable deal for approximately $60 million.
Ao que parece, o edifício está muitos furos abaixo de anteriores museus de Renzo Piano. E a opinião do NYT sobre a exposição é a que se pode ler abaixo:
The works are intended to reflect the Broads’ penchant for collecting in depth. But the accumulation reads foremost as a display of pricey trophies, greatest hits of the present and recent past.
Enfim, coisas que acontecem muito longe daqui.
Obama e o Pastor, 2
So Much for the "Post-Racial" Candidate
Wright Has Altered the Dem Race
Ou até a descoberta de que:
Racial Problems Transcend Wright
E etc. Tudo isto, claro, coexiste com muitas outras análises que sugerem a impossibilidade de uma vitória de Clinton:
Her own campaign acknowledges there is no way that she will finish ahead in pledged delegates. That means the only way she wins is if Democratic superdelegates are ready to risk a backlash of historic proportions from the party’s most reliable constituency. Unless Clinton is able to at least win the primary popular vote — which also would take nothing less than an electoral miracle — and use that achievement to pressure superdelegates, she has only one scenario for victory. An African-American opponent and his backers would be told that, even though he won the contest with voters, the prize is going to someone else. People who think that scenario is even remotely likely are living on another planet.
O que dizem as sondagens? Várias coisas importantes:
1. Nas preferências nacionais dos Democratas, Obama ainda lidera, mas Clinton recupera nos últimos dias.
2. O cenário para as próximas primárias parece fundamentalmente inalterado. Clinton é favorita na Pennsylvania e em West Virginia, enquanto Obama é favorito na Carolina do Norte. Mas aqui - muito importante - a coisa já esteve menos tremida (vejam as sondagens mais recentes) e falta muito tempo.
3. Independentemente disto, como se sabe, ninguém terá a maioria dos delegados. São os superdelegados que decidem. Quem vai ter a maioria dos delegados eleitos (Obama, certamente) e/ou a maioria dos votos (Obama ou Clinton, a grande questão) pode ser o argumento.
4. E a elegibilidade de Obama sofreu, nos últimos dias, um abalo. Nas sondagens nacionais, Clinton bate McCain (por uma unha negra) mas McCain bate Obama (por uma unha negra também).
Mesmo se for verdade que Obama já não pode perder a nomeação Democrata (um grande "se"), então também é verdade que, para McCain e os Republicanos, o aparecimento de Wright foi a melhor coisa que lhes poderia ter acontecido. Mas claro, a ideia de que este candidato poderia ser "pós-racial", particularmente nos estados do Sul, já tinha sido desmontada há algum tempo (ver ponto 1).
quarta-feira, março 19, 2008
Obama e o Pastor
A tendência já vinha de trás. Mas a sondagem Rasmussen mais recente tem más notícias para Obama.
May Boris be With You
Itália
Desta vez é Berlusconi contra Walter Veltroni, líder do Partido Democrático. Veltroni quebrou a coligação e reconstituiu um outra, em versão reduzida, desta vez com os Radicais e a o partido de Di Pietro. Os comunistas e os verdes fizeram a sua própria coligação, La Sinistra - L'Arcobaleno (é bonito). Berlusconi lidera um partido de designação não menos encantadora: Popolo delle Libertá. Nem vou fazer de conta que percebo um décimo desta confusão e do que está por detrás dela.
Mas há sondagens, todas depositadas aqui. Há 16 sondagens até agora neste mês de Março. A soma das percentagens do PD (Veltroni)+IV (Di Pietro) anda, em média das sondagens realizadas em Março, pelos 36,7%, enquanto a média da soma das percentagens do PdL, Liga Norte e MPA (a coligação Berlusconi) anda pelos 43,9%. Tudo muito estável. No Economist, sofre-se:
The Economist Intelligence Unit now expects Silvio Berlusconi to be Italy's next prime minister. His coalition is still largely intact, which means he is likely to win the bonus seats under the existing electoral laws. His government is likely to be at least as unstable and ineffective as his previous one (2001-06), which did little to reform the economy.
Pois.
segunda-feira, março 10, 2008
Espanha
P.S.- Nos órgãos de comunicação social portugueses, a precipitação habitual quando se trata de interpretar as sondagens estrangeiras. De que parlamento com menos de 350 deputados estavam a falar as pessoas que escreveram isto ou isto?














