O conservador preferido dos liberais americanos, David Brooks, escreve um belo artigo sobre Obama no NYT. Brooks tem dúvidas: um potencial grande presidente, ou um "mero observador em vez de um líder"? Mas ver Obama comparado a F.D.R. e a Reagan é, ao mesmo tempo, extravagante e arguto:
"Some candidates are motivated by something they lack. For L.B.J., it was respect. For Bill Clinton, it was adoration. These politicians are motivated to fill that void. Their challenge once in office is self-regulation. How will they control the demons, insecurities and longings that fired their ambitions? But other candidates are propelled by what some psychologists call self-efficacy, the placid assumption that they can handle whatever the future throws at them. Candidates in this mold, most heroically F.D.R. and Ronald Reagan, are driven upward by a desire to realize some capacity in their nature. They rise with an unshakable serenity that is inexplicable to their critics and infuriating to their foes. Obama has the biography of the first group but the personality of the second."
sexta-feira, outubro 17, 2008
Visualização de informação
Charles Franklin tem mais um gráfico - agora o nerd em mim toma conta - lindo no Political Arithmetik. E com esse gráfico, mostra:
1. Como a tarefa de McCain é incrivelmente difícil;
2. Como não se pode dizer que ela é completamente impossível, especialmente tendo em conta o que, aparentemente, se está a passar no Ohio. Ver aqui e, nas "tools", escolher a opção de smoothing "more sensitive".
Obama faz o que lhe compete quando avisa apoiantes: "I guess it's two words for you: New Hampshire".
1. Como a tarefa de McCain é incrivelmente difícil;
2. Como não se pode dizer que ela é completamente impossível, especialmente tendo em conta o que, aparentemente, se está a passar no Ohio. Ver aqui e, nas "tools", escolher a opção de smoothing "more sensitive".
Obama faz o que lhe compete quando avisa apoiantes: "I guess it's two words for you: New Hampshire".
Azares
O Público coloca na primeira página "McCain cada vez mais longe de Obama". A média móvel da vantagem de Obama sobre McCain na Real Clear Politics passa de +8,2 (dia 14) para +7,3 (dia15) para +6,8 (dia 16). A internet está em baixo na Rua Viriato?
Só me meto com o Público porque é o "meu" jornal, quer como leitor quer como colunista.
Só me meto com o Público porque é o "meu" jornal, quer como leitor quer como colunista.
quinta-feira, outubro 16, 2008
O Senado
Nos blogues portugueses, não se tem falado muito nas eleições para o Senado, mas agora que a vitória nas presidenciais parece muito provável, a preocupação dos Democratas é ganhar suficientes lugares no Senado para terem não só uma maioria mas também uma maioria "fillibuster-proof", ou seja, 60 lugares.
Como estão as coisas? Bem, democratas e republicanos têm 49 senadores cada, e há ainda 2 independentes: Joe Lieberman (cada vez mais próximo dos Republicanos, mas liberal - no sentido americano - em muitos temas) e Bernie Sanders (o único socialista no Senado e que vota com os Democratas a maior parte das vezes). Lieberman e Sanders fazem parte do grupo parlamentar dos Democratas (mas Lieberman pode mudar de ideias).
Em Novembro, estão em disputa 35 lugares, 23 nas mãos de Republicanos e 12 nas mãos de Democratas. Há uma série de estados onde nada deve mudar. Não há estados Democratas em risco de passaram para Republicanos. Mas há várias possibilidades de mudança de mãos de Republicanos para Democratas: Alaska, Colorado, Georgia, Minnesota, New Hampshire, New Mexico, North Carolina, Oregon e Virginia. Nove potenciais pick-ups, que deixariam os Democratas com 58 senadores. Com Sanders, 59. E Lieberman 60. Parece que, se queremos emoções no dia 4, vai ter de ser aqui.
Como estão as coisas? Bem, democratas e republicanos têm 49 senadores cada, e há ainda 2 independentes: Joe Lieberman (cada vez mais próximo dos Republicanos, mas liberal - no sentido americano - em muitos temas) e Bernie Sanders (o único socialista no Senado e que vota com os Democratas a maior parte das vezes). Lieberman e Sanders fazem parte do grupo parlamentar dos Democratas (mas Lieberman pode mudar de ideias).
Em Novembro, estão em disputa 35 lugares, 23 nas mãos de Republicanos e 12 nas mãos de Democratas. Há uma série de estados onde nada deve mudar. Não há estados Democratas em risco de passaram para Republicanos. Mas há várias possibilidades de mudança de mãos de Republicanos para Democratas: Alaska, Colorado, Georgia, Minnesota, New Hampshire, New Mexico, North Carolina, Oregon e Virginia. Nove potenciais pick-ups, que deixariam os Democratas com 58 senadores. Com Sanders, 59. E Lieberman 60. Parece que, se queremos emoções no dia 4, vai ter de ser aqui.
Os debates
A vantagem de Obama, em pontos percentuais, nas sondagens sobre os "vencedores dos debates":
Dia 27 de Setembro:
CNN: +13
CBS (indecisos): +28
Mediacurves (independentes): +22
Dia 8 de Outubro:
CNN: +24
CBS (indecisos): +12
Mediacurves (independentes): +18
Dia 15 de Outubro:
CNN: +27
CBS (indecisos):+31
Mediacurves (independentes):+30
É curioso que seja neste último debate que as vantagens de Obama sejam maiores, tendo em conta que, objectivamente, não é nada evidente que este tenha sido o melhor debate para ele, pelo contrário. Mas esta amostra é, se pensarmos bem, auto-seleccionada (só viu o debate quem quis) e a leitura do que se passou é, naturalmente, moldada pelo "mood" geral da campanha. McCain esteve melhor que nos debates anteriores, mas manifestamente não chegou, e nunca poderia ter chegado (a não ser que tivesse havido uma catástrofe qualquer).
Dia 27 de Setembro:
CNN: +13
CBS (indecisos): +28
Mediacurves (independentes): +22
Dia 8 de Outubro:
CNN: +24
CBS (indecisos): +12
Mediacurves (independentes): +18
Dia 15 de Outubro:
CNN: +27
CBS (indecisos):+31
Mediacurves (independentes):+30
É curioso que seja neste último debate que as vantagens de Obama sejam maiores, tendo em conta que, objectivamente, não é nada evidente que este tenha sido o melhor debate para ele, pelo contrário. Mas esta amostra é, se pensarmos bem, auto-seleccionada (só viu o debate quem quis) e a leitura do que se passou é, naturalmente, moldada pelo "mood" geral da campanha. McCain esteve melhor que nos debates anteriores, mas manifestamente não chegou, e nunca poderia ter chegado (a não ser que tivesse havido uma catástrofe qualquer).
quarta-feira, outubro 15, 2008
Boatos
Aproveito para informar que o Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica não conduziu nem vai conduzir qualquer estudo nos Açores medindo intenções de voto. O único trabalho que será feito é uma sondagem à boca das urnas, cujos resultados serão divulgados à hora de encerramento das urnas. Logo, todos os alegados resultados de uma "sondagem da Católica nos Açores" que circulam por aí são falsos.
Early voting
A impressão que me ficou desta visita a uma secção de voto em Columbus parece ser mais representativa do que eu imaginava. Nas sondagens que vem fazendo nalguns estados, a Survey USA tem tentado apanhar os early voters. Conclusões (via FiveThirtyEight):
1. Nos estados do Ohio, Novo México, Georgia e Indiana, até aos dias 9-13 de Outubro, tinham votado mais de 10% dos eleitores recenseados. Na Carolina do Norte, até ao dia 6, apenas 5%.
2. Entre os que ainda não votaram - entre as intenções de voto - Obama domina no Indiana, Novo México e Ohio, enquanto McCain domina na Georgia e na Carolina do Norte.
3. Mas entre os early voters, Obama domina nos cinco estados, com margens que chegam aos 34%.
Mera correlação entre prediposição para votar antes e preferência por Obama? Ou também sinal de uma excepcional mobilização dos Democratas?
1. Nos estados do Ohio, Novo México, Georgia e Indiana, até aos dias 9-13 de Outubro, tinham votado mais de 10% dos eleitores recenseados. Na Carolina do Norte, até ao dia 6, apenas 5%.
2. Entre os que ainda não votaram - entre as intenções de voto - Obama domina no Indiana, Novo México e Ohio, enquanto McCain domina na Georgia e na Carolina do Norte.
3. Mas entre os early voters, Obama domina nos cinco estados, com margens que chegam aos 34%.
Mera correlação entre prediposição para votar antes e preferência por Obama? Ou também sinal de uma excepcional mobilização dos Democratas?
ACORN
Começam a acumular-se relatos de tentativas de fraude no registo de novos eleitores por parte de uma organização chamada ACORN, alegadamente apartidária mas com também alegadas ligações ao Partido Democrata e até a Obama. Obama já tentou neutralizar o potencial escândalo.
Maldade
terça-feira, outubro 14, 2008
The Ohio State Buckeyes








Apesar da separação entre Estado e Igreja, há uma religião oficial no Ohio. O estádio está cheio para todos os jogos. São 105.000 pessoas. Começam por beber uns copos numa zona chamada Heiny Gate. Esta zona está vedada e ninguém pode levar bebidas alcoólicas para fora dela. Contudo, para muitos undergrduates, os copos começam 6ª feira à noite e só acabam na noite do dia seguinte. Depois seguem, os que cabem, para a St. John Arena, onde toca a TBDBITL: The Best Damn Band in the Land. Depois a banda segue em passo de corrida para o estádio, onde há uma cerimónia adicional à entrada do túnel. No estádio, todos de pé, primeiro para ouvir a Carmen Ohio e depois para o hino dos Estados Unidos. O Script Ohio consiste em escrever o nome do estádio com os elementos da banda. Depois há o "dotting the i", ou seja, um dos músicos serve de "ponto no i". Depois disto tudo ainda há o jogo, e pelo meio cheerleaders, os gestos que fazem O-H-I-O com os braços em cada um dos quatro lados do estádio, o half-time show, festejos se Michigan está a perder, o Hang On Sloopy no último quarter e, se ganham os Buckeyes, tocam os sinos no estádio. Ganhámos a Purdue, não me lembro por quantos. O jogo foi chato, toda a gente achou. Há um livro do Eric Hobsbwam que se chama The Invention of Tradition de que gostei muito quando li, há muito muito tempo.
Está tudo decidido?
Larry Bartels e Robert Erikson.
Já agora, lembro-me de há uns anos anunciar neste blogue a chegada à blogosfera de vários cientistas políticos. Mas com Bartels e Erikson, chegámos finalmente ao topo da cadeia alimentar.
segunda-feira, outubro 13, 2008
Votar em Columbus, Ohio
Já se pode. E já se podia a 35 dias das eleições. De há dois anos para cá, o chamado absentee voting passou a ser aberto a todas as pessoas. Na baixa de Columbus existe um centro aberto. Basta levar a carta de condução ou dar o número da Segurança Social. Ate há dias, era ainda possível, no mesmo local, o recenseamento e o voto. Durante esses dias, havia filas com centenas de pessoas. Mas agora só se aceitam votos.
O boletim de voto é impresso no momento. Isto sucede porque neste centro podem votar pessoas que residem em diferentes círculos eleitorais e em cada círculo eleitoral há eleições com candidatos diferentes para cargos diferentes. Vota-se em muita coisa ao mesmo tempo. Abaixo está um sample ballot, um boletim de voto fictício distribuido pelo Partido Democrata, onde se explica em quem se deve votar para cada cargo.
Tenho assim um palpite sobre o partido em que a maior parte das pessoas abaixo estão a votar.
A distribuição dos sample ballots faz-se à porta, por voluntários dos partidos e até alguns candidatos. Têm de estar a uma distância minima do edifício, 50 metros, creio. Hoje, e em todos os dias anteriores desde que isto abriu, dizem-me, só estiveram aqui voluntários e candidatos do Partido Democrata. Nao sei como interpretar isto. Sentimento de derrota antecipada? Early voters are all Democrats anyway?
A candidata a Coroner pelo Partido Democrata, Jan Gorniak.
domingo, outubro 12, 2008
Cell only
Há três grandes dúvidas sobre todas as sondagens que vamos conhecendo sobre as eleições americanas: o "Bradley" effect; os modelos de "votantes prováveis"; e as sondagens telefónicas.
Sobre o primeiro, já falei aqui: a opinião generalizada é a de que este efeito - que leva a uma subestimação dos votos contra candidatos negros - se existir, deverá ser muito menor que no passado. Mas quanto menor? E será que as conclusões de estudos anteriores sobre outro tipo de eleição se aplicam a uma eleição como esta?
Sobre o segundo, o que importa dizer é que várias sondagens usam modelos de votantes prováveis, de forma a eliminar os efeitos de uma "sobredeclaração" de voto. Os modelos baseiam-se em resultados anteriores e, por isso, podem estar completamente errados. Mas por outro lado, não se detectam diferenças significativas entre as sondagens que usam estes modelos e sondagens que não o fazem, pelo que o problema talvez não seja de grande importância.
O terceiro problema é simples: as sondagens telefónicas são feitas para telefones fixos. Mas estima-se que 17% dos adultos só tenham telefones celulares. São desproporcionalmente jovens, desproporcionalmente mais abstencionistas - o que mitiga os efeitos da sua não representação nas sondagens - mas também - guess what - desproporcionalmente pró-Obama. E parece que a utilização de ponderadores amostrais, reequlibrando as amostras em termos de idade, não chegam para lidar com este efeito.
Isto tudo para dizer o quê? A vantagem de Obama nas sondagens - de momento quase em 9 pontos a nível nacional -pode estar a ser sobrestimada devido ao Bradley effect. Mas pode estar a ser subestimada devido à exclusão de eleitores cell-only.
P.S.- Via O Valor das Ideias, mais um artigo sobre o Bradley effect.
Sobre o primeiro, já falei aqui: a opinião generalizada é a de que este efeito - que leva a uma subestimação dos votos contra candidatos negros - se existir, deverá ser muito menor que no passado. Mas quanto menor? E será que as conclusões de estudos anteriores sobre outro tipo de eleição se aplicam a uma eleição como esta?
Sobre o segundo, o que importa dizer é que várias sondagens usam modelos de votantes prováveis, de forma a eliminar os efeitos de uma "sobredeclaração" de voto. Os modelos baseiam-se em resultados anteriores e, por isso, podem estar completamente errados. Mas por outro lado, não se detectam diferenças significativas entre as sondagens que usam estes modelos e sondagens que não o fazem, pelo que o problema talvez não seja de grande importância.
O terceiro problema é simples: as sondagens telefónicas são feitas para telefones fixos. Mas estima-se que 17% dos adultos só tenham telefones celulares. São desproporcionalmente jovens, desproporcionalmente mais abstencionistas - o que mitiga os efeitos da sua não representação nas sondagens - mas também - guess what - desproporcionalmente pró-Obama. E parece que a utilização de ponderadores amostrais, reequlibrando as amostras em termos de idade, não chegam para lidar com este efeito.
Isto tudo para dizer o quê? A vantagem de Obama nas sondagens - de momento quase em 9 pontos a nível nacional -pode estar a ser sobrestimada devido ao Bradley effect. Mas pode estar a ser subestimada devido à exclusão de eleitores cell-only.
P.S.- Via O Valor das Ideias, mais um artigo sobre o Bradley effect.
sábado, outubro 11, 2008
Xanax, precisa-se
McCain Draws Line on Attacks as Crowds Cry ‘Fight Back’
By ELISABETH BUMILLER
Published: October 10, 2008
LAKEVILLE, Minn. — After a week of trying to portray Senator Barack Obama as a friend of terrorists who would drive the country into bankruptcy, Senator John McCain abruptly changed his tone on Friday and told voters at a town-hall-style meeting that Mr. Obama was “a decent person” and a “family man” and suggested that he would be an acceptable president should he win the White House. But moments later, Mr. McCain, the Republican nominee, renewed his attacks on Mr. Obama for his association with the 1960s radical William Ayers and told the crowd, “Mr. Obama’s political career was launched in Mr. Ayers’ living room.”
(...)
When a man told him he was “scared” of an Obama presidency, Mr. McCain replied, “I want to be president of the United States and obviously I do not want Senator Obama to be, but I have to tell you — I have to tell you — he is a decent person and a person that you do not have to be scared" of "as president of the United States.” The crowd booed loudly at Mr. McCain’s response. Later, a woman stood up at the meeting, held at Lakeville South High School in a far suburb of Minneapolis, and told Mr. McCain that she could not trust Mr. Obama because he was an “Arab.” Mr. McCain replied: “No, ma’am, he’s a decent family man, citizen who I just happen to have disagreements with on fundamental issues. And that’s what this campaign is all about.” At that, the crowd applauded.
(continua)
Ontem à noite, no programa de Larry King, Jonah Goldberg parecia próximo da apoplexia, especialmente quando comentava a frase de McCain num comício: "no reason to be scared of him [Obama]being the President of the United States". O establishment republicano, de resto, pelo que ouço nos talk-shows na rádio, prepara-se para culpar McCain pela derrota, nomedamente pelas afirmações de ontem sobre Obama e por não ter votado contra o bailout.
Como vêem, a proximidade aos acontecimentos aumenta exponencialmente a minha imparcialidade...
By ELISABETH BUMILLER
Published: October 10, 2008
LAKEVILLE, Minn. — After a week of trying to portray Senator Barack Obama as a friend of terrorists who would drive the country into bankruptcy, Senator John McCain abruptly changed his tone on Friday and told voters at a town-hall-style meeting that Mr. Obama was “a decent person” and a “family man” and suggested that he would be an acceptable president should he win the White House. But moments later, Mr. McCain, the Republican nominee, renewed his attacks on Mr. Obama for his association with the 1960s radical William Ayers and told the crowd, “Mr. Obama’s political career was launched in Mr. Ayers’ living room.”
(...)
When a man told him he was “scared” of an Obama presidency, Mr. McCain replied, “I want to be president of the United States and obviously I do not want Senator Obama to be, but I have to tell you — I have to tell you — he is a decent person and a person that you do not have to be scared" of "as president of the United States.” The crowd booed loudly at Mr. McCain’s response. Later, a woman stood up at the meeting, held at Lakeville South High School in a far suburb of Minneapolis, and told Mr. McCain that she could not trust Mr. Obama because he was an “Arab.” Mr. McCain replied: “No, ma’am, he’s a decent family man, citizen who I just happen to have disagreements with on fundamental issues. And that’s what this campaign is all about.” At that, the crowd applauded.
(continua)
Ontem à noite, no programa de Larry King, Jonah Goldberg parecia próximo da apoplexia, especialmente quando comentava a frase de McCain num comício: "no reason to be scared of him [Obama]being the President of the United States". O establishment republicano, de resto, pelo que ouço nos talk-shows na rádio, prepara-se para culpar McCain pela derrota, nomedamente pelas afirmações de ontem sobre Obama e por não ter votado contra o bailout.
Como vêem, a proximidade aos acontecimentos aumenta exponencialmente a minha imparcialidade...
sexta-feira, outubro 10, 2008
Sobre a Appalachia (em resposta a um comentário)
Obama zeros in on Ohio
Strickland helps nominee court Appalachian vote
Friday, October 10, 2008 3:04 AM
By Joe Hallett
PORTSMOUTH, Ohio -- With Appalachian Ohio's favorite son in tow, Democratic presidential nominee Barack Obama last night appealed to voters in the state's most economically distressed and politically fickle region, one which could decide the outcome of the Ohio election. A month to the day from his last visit to Ohio, Obama began a strategic swing to an area that was unfriendly to him in the March primary election, stressing that his economic plan offers more to voters than "John McCain's George Bush policies."
Obama zeroed in on another dismal day on Wall Street following yesterday's 679-point Dow Jones loss.
"Now is not the time for fear or panic; now is the time for resolve and leadership so we can steer out of this crisis," Obama told a huge outdoor gathering at Shawnee State University.
Obama was joined at every stop yesterday, including Dayton and Cincinnati, by Gov. Ted Strickland. But nowhere does he need Strickland's help more than in Ohio's 29-county Appalachian region, which Strickland won with 70 percent of the vote in 2006 and Obama lost by an average of 44 points per county to Sen. Hillary Clinton in the March primary.
Greeted like a hometown hero, Strickland beseeched the crowd "to put aside the angry rhetoric and smear tactics" of the McCain campaign and vote for Obama in their own economic self-interests.
On the same day that the National Rifle Association endorsed McCain, Strickland reassured voters in a gun-loving region that "if you are a hunter or a gun owner ... you have nothing to fear from Barack Obama. You spread the word -- Ted Strickland said so."
Appalachia Ohio is a traditional swing area in presidential elections -- Republican President George W. Bush won it twice and Democratic President Bill Clinton won it twice before him -- because voters often are in a throw-the-bums-out mood because of chronically high unemployment.
(continua)
Strickland helps nominee court Appalachian vote
Friday, October 10, 2008 3:04 AM
By Joe Hallett
PORTSMOUTH, Ohio -- With Appalachian Ohio's favorite son in tow, Democratic presidential nominee Barack Obama last night appealed to voters in the state's most economically distressed and politically fickle region, one which could decide the outcome of the Ohio election. A month to the day from his last visit to Ohio, Obama began a strategic swing to an area that was unfriendly to him in the March primary election, stressing that his economic plan offers more to voters than "John McCain's George Bush policies."
Obama zeroed in on another dismal day on Wall Street following yesterday's 679-point Dow Jones loss.
"Now is not the time for fear or panic; now is the time for resolve and leadership so we can steer out of this crisis," Obama told a huge outdoor gathering at Shawnee State University.
Obama was joined at every stop yesterday, including Dayton and Cincinnati, by Gov. Ted Strickland. But nowhere does he need Strickland's help more than in Ohio's 29-county Appalachian region, which Strickland won with 70 percent of the vote in 2006 and Obama lost by an average of 44 points per county to Sen. Hillary Clinton in the March primary.
Greeted like a hometown hero, Strickland beseeched the crowd "to put aside the angry rhetoric and smear tactics" of the McCain campaign and vote for Obama in their own economic self-interests.
On the same day that the National Rifle Association endorsed McCain, Strickland reassured voters in a gun-loving region that "if you are a hunter or a gun owner ... you have nothing to fear from Barack Obama. You spread the word -- Ted Strickland said so."
Appalachia Ohio is a traditional swing area in presidential elections -- Republican President George W. Bush won it twice and Democratic President Bill Clinton won it twice before him -- because voters often are in a throw-the-bums-out mood because of chronically high unemployment.
(continua)
Sondagem CESOP, Outubro de 2008
Realizada para o JN, a RTP e a RDP. O relatório-síntese do estudo pode ser descarregado aqui.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Ohio e os comícios
McCain, Palin and Obama andam pelo Ohio por estes dias. Numa semana, as duas campanhas gastaram 4 milhões de dólares em publicidade só neste estado. Os dados sugerem que Obama tem, nesta fase, mais dinheiro para gastar que McCain, e que está a geri-lo de forma diferente. Os Democratas estão a gastar em estados antes vistos como improváveis mas onde as mudanças das últimas semanas sugerem a possibilidade de vitória. No Indiana, o rácio a favor de Obama em despesas de campanha é de 20 para 1.
Obama vem a Columbus amanhã. Pelas mailing lists da Universidade, circulam mensagens pedindo voluntários entre as 10 e as 16h de amanhã para gerir o comício. É assim que a coisa funciona. O dinheiro vai quase todo para os anúncios televisivos. Contudo, há cada vez menos pessoas que os vêem. Cada vez mais pessoas têm sistemas tipo TiVo, através dos quais gravam os programas que querem ver e saltam a publicidade. Anteontem, foi assim que assisti ao debate: com um atraso de alguns minutos em relação à emissão ao vivo, fazendo "pausa" para discutirmos pormenores, retomando depois o visionamento da gravação.
Os comícios de McCain e Palin estão tornar-se um bocado edgy. Antes de um ou outro chegarem, há discursos de figuras locais para aquecer a multidão, onde Obama é chamado "Barack Hussein Obama". Quando se lhes pede comentários, McCain e Palin dizem que não têm nada a ver com o assunto. Os discursos deles têm sido pontuados por gritos dos assistentes quando o nome de Obama é mencionado: "terrorist", "traitor" e coisas assim. Há dias, parece que alguém gritou "kill him", e um técnico de som da CNN, negro, foi insultado.
Obama vem a Columbus amanhã. Pelas mailing lists da Universidade, circulam mensagens pedindo voluntários entre as 10 e as 16h de amanhã para gerir o comício. É assim que a coisa funciona. O dinheiro vai quase todo para os anúncios televisivos. Contudo, há cada vez menos pessoas que os vêem. Cada vez mais pessoas têm sistemas tipo TiVo, através dos quais gravam os programas que querem ver e saltam a publicidade. Anteontem, foi assim que assisti ao debate: com um atraso de alguns minutos em relação à emissão ao vivo, fazendo "pausa" para discutirmos pormenores, retomando depois o visionamento da gravação.
Os comícios de McCain e Palin estão tornar-se um bocado edgy. Antes de um ou outro chegarem, há discursos de figuras locais para aquecer a multidão, onde Obama é chamado "Barack Hussein Obama". Quando se lhes pede comentários, McCain e Palin dizem que não têm nada a ver com o assunto. Os discursos deles têm sido pontuados por gritos dos assistentes quando o nome de Obama é mencionado: "terrorist", "traitor" e coisas assim. Há dias, parece que alguém gritou "kill him", e um técnico de som da CNN, negro, foi insultado.
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