quarta-feira, março 18, 2009
Greenberg, on solicitousness about public opinion.
Greenberg, again.
Podcast de conferência na Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce (RSA) , 3 de Março de 2009, a propósito de Dispatches from the War Room.
terça-feira, março 17, 2009
Stanley Greenberg
Podcast de conferência na Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce (RSA) , 3 de Março de 2009, a propósito de Dispatches from the War Room.
segunda-feira, março 16, 2009
Contem-me como foi.

Se coloco aqui isto é porque me suscita uma questão muito simples. Para alguns, a resposta vai ser fácil: as sondagens não prestam, ou têm dificuldade em captar determinado tipo de eleitores em períodos longe das eleições, etc e tal. Tudo bem. Sinceramente, não excluo, mas gostava de perceber que argumentos existem. Mas para outros, a questão permanece: como foi que uma coisa destas aconteceu ao PSD?
P.S.- Por aqui a discussão vai boa.
sexta-feira, março 13, 2009
Mais gráficos
O primeiro mostra a soma das percentagens de votos válidos obtidos pelo PS e pelo PSD em cada eleição. Em 1979 e 1980, a votação do PSD é estimada como uma proporção do voto na AD, calculada na base da média dos resultados PSD, CDS e PPM nas eleições imediatamente anteriores e posteriores. E para 2009, os 67% são a estimativa das sondagens para Março de 2009, controlados "house effects". O que o gráfico diz é simples: se as eleições fossem hoje (eu sei, eu sei), PS e PSD teriam, no seu conjunto, o pior resultado desde as eleições de 1985.
O segundo gráfico repete esta informação mais adiciona uma série, a da soma dos votos válidos nos candidatos presidenciais apoiados pelo PS e pelo PSD (1º volta, quando houve duas). Exclui, no entanto, todas as eleições presidenciais onde o Presidente se apresentou a reeleição, por terem características muito diferentes.
Há uma "teoria" sobre a bipartidarização em Portugal que a vê como efeito das presidenciais, ou seja, como efeito da constituição de dois "blocos" em torno de dois principais candidatos, que ajudaria a cristalizar os votos em torno dos dois principais partidos. A "teoria" inversa - bipartidarização concentra votos nos candidatos dos dois principais partidos - é igualmente plausível e, confesso, nem sei bem por onde começaria para testar uma ou outra como deve ser. Mas a observação das duas séries é, digamos, sugestiva. Até para pensarmos em como as presidenciais de 2006 podem ter ajudado a "soltar" eleitores do PS...
quinta-feira, março 12, 2009
A popularidade de Sócrates
Mesmo não tendo responsabilidades na peça, vamos ver se posso ajudar:
1. Os dados são da Marktest. Isso é mencionado no jornal. O gráfico do Público há-de ser muito parecido, por exemplo, com este que aqui publiquei, no que a Sócrates diz respeito, a não ser que me parece que o Público se limita a calcular o saldo "opiniões positivas" - "opiniões negativas", e eu corrijo esse saldo pelas não respostas.
2. É também verdade aquilo que Eduardo Pitta afirma: nos estudos da Eurosondagem divulgados no Expresso, na RR e na SIC, Sócrates está em terreno positivo.
3. De notar, contudo, que a comparação entre os resultados de um e outro instituto é complicada pelo facto de a Eurosondagem ter uma opção adicional de resposta: "nem boa nem má". Mas como venho mostrando aqui há muito tempo, isso não explica tudo. Os resultados da Eurosondagem para o PR exibem tendências muito semelhantes às da Marktest, mas não tanto no caso do PM. isto não é um juízo sobre quem "tem razão". Não faço ideia. É uma constatação de facto.
4. Eduardo Pitta já não tem razão quando diz que "a afirmação dos jornalistas contradiz todas — repito: todas — as sondagens encomendadas e divulgadas até hoje pelo próprio Público, pelo DN, pelo Correio da Manhã, pelo JN, pelo Expresso, pela RTP, pela SIC, pela TVI, pela Rádio Renascença, pela TSF, pela Visão, pela Sábado, etc."
4.1 Nas sondagens do CESOP/Católica, onde os líderes políticos são avaliados de outra forma - numa escala de 0 a 20 - Sócrates está, há algum tempo, em terreno negativo no que respeita à avaliação média dos eleitores (abaixo de 10 pontos). Em Janeiro de 2007, essa avaliação média era de 10,2 pontos. Em Maio de 2007, ainda 10,1. Mas em Outubro de 2007 já estava em 8,9, em Fevereiro de 2008 era de 9,3, em Julho de 2008 era 8,5, em Outubro de 2008 era 8,4, e em Dezembro passado 8,8. Logo, apesar dos indicadores serem diferentes, os resultados do CESOP (JN, RTP e Antena 1) são congruentes com os da Marktest, quer no momento da queda (após Maio de 2007) quer na ideia de uma recuperação ligeira após Outubro de 2008.
4.2 Os resultados do CESOP/Católica têm exibido bastantes semelhanças com os da Aximage, que usa o mesmo método: nota média de 0 a 20.Não tenho recolhido a série completa, mas para infirmar aquilo que Eduardo Pitta diz sobre as "outras sondagens" basta dizer que, em Dezembro passado, por exemplo, a média das avaliações de Sócrates na sondagem Aximage era 8,8 (tal como na sondagem da Católica).
5. Nada disto impede que a maioria dos eleitores tenha mais confiança em Sócrates como PM do que qualquer outro líder partidário, um dado que Eduardo Pitta também menciona e que é muito importante. Mas isso é outra questão.
quarta-feira, março 11, 2009
Pensionistas

The pulse of what people are thinking
"Jon Favreau, the president’s chief speechwriter, said there was a familiar refrain during these meetings, with Mr. Axelrod urging the team not to become consumed by the insularity of Washington. 'Can I speak on behalf of the American people here?' he said Mr. Axelrod often asks aloud. That is precisely why, Mr. Axelrod said, he convened the Wednesday Night Meetings: to keep the pulse of what people were thinking. Locked in the White House all day, he added, he can no longer hear those voices on his own.
[T]he Wednesday night meetings suggest that the strong belief in polling and focus groups from the campaign are alive in the White House. Joel Benenson, a pollster for Mr. Obama, is among the participants in the sessions. He said that Mr. Axelrod often asked one question above all: 'How do we make sure that the arguments from the president’s agenda are made in the most persuasive way?'
segunda-feira, março 09, 2009
Bases de dados
Se detectarem erros, ficarei imensamente grato que mos apontem, para poder corrigir. Não garanto actualização tão regular para as bases como para os gráficos que vou apresentando, mas a verdade é que qualquer um de vós poderá, a partir de agora, usar estas bases para as actualizar. Se usarem estes dados para algum fim público, só peço que mencionem onde os encontraram.
sábado, março 07, 2009
Aximage, 2-5 Mar, N=600, Tel.
PS:40,2% (40,0%)
PSD:25,2% (24,9%)
BE:13,2% (12,6%)
CDU:9,5% (9,6%)
CDS:7,1% (8,1%)
OBN:4,7% (4,9%)
Resultados brutos:
PS:38,3% (38,2%)
PSD:24,0% (23,8%)
BE:12,6% (12,0%)
CDU:9,0% (9,2%)
CDS:6,8% (7,7%)
OBN:4,5% (4,7%)
Indecisos:4,8% (4,5%)
Este é o tipo de resultados que, suspeito, os jornalistas detestam: nada para dizer a não ser falar de "subida de 0,1 pontos percentuais". A notícia está aqui. Obrigado aos leitores que foram, entretanto, deixando estes resultados nos comentários.
sexta-feira, março 06, 2009
Actualização: estimativas mensais, controlados "house effects"

Notem a diferença em relação ao gráfico abaixo. Nesse, o smoother que capta a tendência é afectado pela contribuição diferente que diferentes institutos são para a mancha de pontos. Mas quando estimamos um resultado mensal onde se assumem efeitos fixos dos institutos de sondagem, o retrato é um pouco diferente: há um boost para o PS em Outubro (crise), mas lento declínio desde aí. PSD estabiliza após queda de Outubro. Ou se quiserem ver a coisa doutra forma, PSD não recupera do embate da segunda metade de 2008 ao passo que PS, após boost de curto-prazo trazido pela crise, retoma tendência anterior.
Eurosondagem, 26 Fev-3 Mar, N= 1018, Tel.
PSD: 28,3% (29,1%)
BE: 10,4% (10,1%)
CDU: 9,6% (8,8%)
CDS-PP: 7,7% (6,9%)
OBN: 5,0% (4,8%)
Aqui.
quarta-feira, março 04, 2009
"Personalização"

Isto para dizer duas coisas. Primeiro, que a vida não está fácil para ninguém, Presidente incluído. Segundo, que concordando genericamente com o que a Marina diz sobre a "falta de novidade" da "personalização da política", isto (o "Movimento Sócrates 2009") é capaz de ser um bocadinho exagerado à luz daquilo que o "líder" parece ter para oferecer em valor eleitoral acrescentado.
segunda-feira, março 02, 2009
Outlier: o pluralismo da comunicação social.
Interessam-me especialmente o segundo e quarto argumentos. Discuti-os aqui, há umas semanas, no blogue da Sedes. Como ficará óbvio da leitura desse post, acho que o veto era uma necessidade absoluta. Ainda bem que ocorreu.
domingo, março 01, 2009
Marktest, 17-22 Fevereiro, N=806, Tel.
PSD: 28,8% (24,9%)
BE: 14,0% (10,1%)
CDU: 10,6% (11,9%)
CDS-PP: 4,1% (9,7%)





