Tal como divulgada:
PS: 40,7%
Narciso Miranda: 22,3%
PSD/CDS-PP: 18,1%
BE: 6,3%
CDU: 3,9%
OBN: 3,4%
Indecisos: 5,3%
Após redistribuição proporcional de indecisos:
PS: 43,0%
Narciso Miranda: 23,5%
PSD/CDS-PP: 19,1%
BE: 6,7%
CDU: 4,1%
OBN: 3,6%
quinta-feira, outubro 08, 2009
Matosinhos. CESOP-UCP, 2-4 Out., N=1257, Presencial.
O relatório-síntese pode ser descarregado aqui.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Ritual
Retomando um já velho e sempre belo ritual das eleições autárquicas, venho informar que o CESOP-UCP apenas conduziu sondagens nos concelhos do Porto, Lisboa, Matosinhos e Oeiras. Tudo as restantes "sondagens da Católica" não existem, ou se existem não são da Católica.
Shameless, shameless, shameless plugs
1. Já está disponível online, na Public Choice, o artigo que escrevi com o LA-C sobre referendos e abstenção. Tudo começou com dois artigos de jornal: este e este (que, de resto, tinham sido antecedidos por um post de 2005 do LA-C no Destreza das Dúvidas). E foi uma das experiências mais interessantes em toda a minha vida profissional.
2. Dia 26 de Outubro, no ICS, terá lugar a palestra Sedas Nunes, proferida por Josep Colomer, cientista político da Pompeu Fabra e, já agora, blogger. Serão também entregues os Prémios Análise Social destinados a galardoar o melhor artigo publicado nesta revista em 2008, assim como o Prémio Especial do Júri para o melhor artigo publicado, também na Análise Social, por um jovem investigador. O júri, presidido por Jaime Reis (ICS), é composto por Jorge Flores (U. Brown), Peter Fry (U. Federal Rio de Janeiro) e Philippe Schmitter (IUE). O Prémio Especial do Júri foi para este artigo do Renato Miguel do Carmo. O Prémio Análise Social foi para este.
2. Dia 26 de Outubro, no ICS, terá lugar a palestra Sedas Nunes, proferida por Josep Colomer, cientista político da Pompeu Fabra e, já agora, blogger. Serão também entregues os Prémios Análise Social destinados a galardoar o melhor artigo publicado nesta revista em 2008, assim como o Prémio Especial do Júri para o melhor artigo publicado, também na Análise Social, por um jovem investigador. O júri, presidido por Jaime Reis (ICS), é composto por Jorge Flores (U. Brown), Peter Fry (U. Federal Rio de Janeiro) e Philippe Schmitter (IUE). O Prémio Especial do Júri foi para este artigo do Renato Miguel do Carmo. O Prémio Análise Social foi para este.
Faro. Aximage, 2-4 Outubro, N=500, Tel.
PSD/CDS-PP/MPT/PPM: 41,1%
PS: 39,1%
Indecisos: 4%
Restantes dados não disponíveis na notícia online do CM.
Actualização:
PSD/CDS-PP/MPT/PPM: 41,1%
PS: 39,1%
CDU: 6,1%
José Vitorino: 4,9%
BE: 2,6%
OBN: 4%
Indecisos: 2,2%
Aqui (obrigado Beijokense).
PS: 39,1%
Indecisos: 4%
Restantes dados não disponíveis na notícia online do CM.
Actualização:
PSD/CDS-PP/MPT/PPM: 41,1%
PS: 39,1%
CDU: 6,1%
José Vitorino: 4,9%
BE: 2,6%
OBN: 4%
Indecisos: 2,2%
Aqui (obrigado Beijokense).
sexta-feira, outubro 02, 2009
Porto. Eurosondagem, 28-30 Set., N=736, Tel.
PSD/CDS-PP: 45,9-50,1% (48%)
PS: 31,4-35,2% (33,3%)
CDU: 8,3-10,5% (9,4%)
BE: 4,5-7% (5,8%)
PCTP/MRPP: 0,4%
Aqui.
PS: 31,4-35,2% (33,3%)
CDU: 8,3-10,5% (9,4%)
BE: 4,5-7% (5,8%)
PCTP/MRPP: 0,4%
Aqui.
Setúbal. Eurosondagem, 28-29 Set., N=510, Tel.
CDU: 35,8-40% (37,9%)
PS: 27,5-31,3% (29,4%)
PSD: 14,5-17,9% (16,2%)
BE: 6,9-8,7% (7,8%)
CDS-PP: 4,4-6% (5,2%)
16,7% não responderam ou não sabem em quem votarão.
PS: 27,5-31,3% (29,4%)
PSD: 14,5-17,9% (16,2%)
BE: 6,9-8,7% (7,8%)
CDS-PP: 4,4-6% (5,2%)
16,7% não responderam ou não sabem em quem votarão.
Só outra gracinha
Se o Trocas tivesse sido uma sondagem para as legislativas, por quanto tinha falhado? Eis as últimas cotações antes do fecho do mercado dia 27 às 19.00h de Portugal Continental:
PS: 34
PSD: 32,5
CDS-PP: 8,95
BE: 11,05
CDU: 8
O desvio absoluto médio em relação aos resultados nacionais finais foi de 1,76. Melhor que a Marktest. Não levem isto demasiado a sério (sondagens não são previsões, sondagens - incluindo Marktest - feitas a vários dias da eleição, mercados incorporam informação das sondagens, etc, etc, etc). Mas que tem uma certa graça, até tem.
PS: 34
PSD: 32,5
CDS-PP: 8,95
BE: 11,05
CDU: 8
O desvio absoluto médio em relação aos resultados nacionais finais foi de 1,76. Melhor que a Marktest. Não levem isto demasiado a sério (sondagens não são previsões, sondagens - incluindo Marktest - feitas a vários dias da eleição, mercados incorporam informação das sondagens, etc, etc, etc). Mas que tem uma certa graça, até tem.
Autárquicas
Tal como há quatro anos, a Marktest tem um dossier sobre as sondagens publicadas sobre as autárquicas. Creio que lhes faltarão algumas, mas a arrumação e apresentação são boas, como habitualmente.
(Via Beijokense)
(Via Beijokense)
Oeiras. Eurosondagem, 29-30 Set., N=548, Tel.
Isaltino: 39-43,2% (ponto central: 41,1%)
PS: 21,2-25% (ponto central:23,1%)
PSD/CDS-PP/PPM: 16,9-20,7% (ponto central:18,8%)
CDU:7,2-9,4% (ponto central:8,3%)
BE:4,3-6,1% (ponto central:5,2%)
PCTP/MRPP:0,4%
A soma disto dá 96,9%, pelo que se infere que OBN=3,1%. 12,4% da amostra são NS/NR. Tudo aqui.
PS: 21,2-25% (ponto central:23,1%)
PSD/CDS-PP/PPM: 16,9-20,7% (ponto central:18,8%)
CDU:7,2-9,4% (ponto central:8,3%)
BE:4,3-6,1% (ponto central:5,2%)
PCTP/MRPP:0,4%
A soma disto dá 96,9%, pelo que se infere que OBN=3,1%. 12,4% da amostra são NS/NR. Tudo aqui.
Trocas 1.1.4
No Trocas de Opinião, há agora gráficos que mostram a evolução das médias móveis ponderadas para cada cotação. Sobre as cotações propriamente ditas, o que pensa o mercado?
- Que a probabilidade de Pedro Santana Lopes ganhar as autárquicas em Lisboa é muito baixa. Já houve centenas de transações deste contrato, na sua esmagadora maioria abaixo de 10, e o índice nunca ultrapassou os 10. A última cotação, no momento em que escrevo: 6,5.
- Que a probabilidade de que Rui Rio ganhe a câmara do Porto com maioria absoluta é elevada. A cotação está acima dos 70 pontos desde 30 de Setembro. Dito isto, houve um número muito grande de títulos transaccionados a valores inferiores aos 50 e só com as últimas transacções o índice começou a recuperar.
- As vitórias de Isaltino em Oeiras e Narciso em Matosinhos não são vistas como garantidas. Cotação abaixo dos 50. Mas no caso de Isaltino, a subir.
- Que a vitória de Paulo Pedroso é Almada é vista como improvável. Houve picos com transações a 40, mas descida posterior em cotações e índice. Actual cotação é 5.
- A probabilidade do PSD obter 160 câmaras (teve 156 em 2005) é baixa, apesar da cotação estar a subir. Mas contrato pouco transaccionado.
Vamos ver como e se o mercado reage quando começarem a sair as últimas sondagens antes das eleições.
P.S.- Hesitámos, mas aí vão dois contratos de longo prazo: "Cavaco Silva recandidata-se à Presidência da República em 2011?" e "Governo cai antes de Setembro de 2010?".
- Que a probabilidade de Pedro Santana Lopes ganhar as autárquicas em Lisboa é muito baixa. Já houve centenas de transações deste contrato, na sua esmagadora maioria abaixo de 10, e o índice nunca ultrapassou os 10. A última cotação, no momento em que escrevo: 6,5.
- Que a probabilidade de que Rui Rio ganhe a câmara do Porto com maioria absoluta é elevada. A cotação está acima dos 70 pontos desde 30 de Setembro. Dito isto, houve um número muito grande de títulos transaccionados a valores inferiores aos 50 e só com as últimas transacções o índice começou a recuperar.
- As vitórias de Isaltino em Oeiras e Narciso em Matosinhos não são vistas como garantidas. Cotação abaixo dos 50. Mas no caso de Isaltino, a subir.
- Que a vitória de Paulo Pedroso é Almada é vista como improvável. Houve picos com transações a 40, mas descida posterior em cotações e índice. Actual cotação é 5.
- A probabilidade do PSD obter 160 câmaras (teve 156 em 2005) é baixa, apesar da cotação estar a subir. Mas contrato pouco transaccionado.
Vamos ver como e se o mercado reage quando começarem a sair as últimas sondagens antes das eleições.
P.S.- Hesitámos, mas aí vão dois contratos de longo prazo: "Cavaco Silva recandidata-se à Presidência da República em 2011?" e "Governo cai antes de Setembro de 2010?".
quarta-feira, setembro 30, 2009
Tableau de bord para os próximos tempos
De volta
O Trocas de Opinião tem seis novos contratos: 5 sobre autárquicas e um da bola, para um total de oito. E para o dia seguinte às autárquicas há já vários outros contratos na calha, vários deles sugeridos por vós por e-mail, no Twitter e na caixa de comentários (que esta Legislatura promete vir a ser muito animada).
Novidade: não é possível ter ordens pendentes para mais de 400 contratos. Foi a maneira mais simples e rápida de tentar controlar um pouco a orgia das vendas a descoberto. Vão lá às compras e vão dizendo coisas.
Novidade: não é possível ter ordens pendentes para mais de 400 contratos. Foi a maneira mais simples e rápida de tentar controlar um pouco a orgia das vendas a descoberto. Vão lá às compras e vão dizendo coisas.
segunda-feira, setembro 28, 2009
Rescaldo das previsões eleitorais

Os cientistas sociais estão habituados a explicar por que motivo erraram nas suas previsões. Quando, antes do Verão de 2008, eu e o Pedro Magalhães nos propusemos a prever os resultados das eleições legislativas de 2009, estávamos, naturalmente, preparados para que tal viesse novamente a acontecer. Esse trabalho, publicado na Ipris Verbis, teve destaque de primeira página no semanário Sol.
Uns tempos depois de escrito e publicado, as condições que nos permitiram fazer as previsões alteraram-se com a crise financeira internacional. As nossas previsões baseavam-se em dados do pós 25 de Abril e nos nossos dados nada havia de comparável a esta crise. Estávamos preparados para justificar eventuais erros nas nossas previsões com base nisso. A crise financeira internacional, que atirou o mundo para uma recessão apenas comparável à dos anos 30 do século passado, tornou estas eleições num perfeito outlier. Qualquer tiro na água seria facilmente explicado.
Mas a realidade trocou-nos as voltas. A nossa previsão resumia-se a dois números: 38% para o PS e 27% para o PSD. Valores notavelmente próximos do resultado final. Assim, em vez de explicarmos por que motivo falharam as nossas previsões, vemo-nos na peculiar contingência de ter de explicar por que motivo acertámos, apesar dmudança radical de cenário.
É um assunto que iremos explorar em trabalhos futuros, mas, à primeira vista, há duas hipóteses óbvias. A primeira hipótese, e como não podia deixar de ser, é a de que o nosso modelo de muito pouco vale e se acertámos quase em cheio tal aconteceu por mero acaso. Ou seja, a sorte explica o sucesso da previsão. Uma segunda hipótese é mais simpática. Com a crise internacional, os eleitores ficaram com dificuldades em responsabilizar os governos pelas más performances da Economia que ocorreram no último ano. Assim, quando chamados a votar, fizeram a avaliação do governo com base nos dados que havia disponíveis antes da crise. Se esta segunda hipótese estiver correcta, então não é de admirar que o nosso modelo se tenha portado tão bem, dado que usámos os dados económicos que estavam disponíveis até pouco antes da crise internacional se alastrar para Portugal.
Neste momento, e com honestidade intelectual, teremos de reconhecer que não sabemos qual das duas hipóteses estará correcta. Quando estudarmos a questão, e como acontece tantas vezes, é até provável que surja uma terceira explicação que de momento não descortinamos.
Publicado em estéreo na Destreza das Dúvidas.
Alemanha
Uma curiosidade: resultados eleitorais e sondagens na Alemanha.

2005 tinha sido o Titanic das sondagens alemãs. Desta vez, tudo normal.

2005 tinha sido o Titanic das sondagens alemãs. Desta vez, tudo normal.
O Trocas
Antes de mais, um sincero agradecimento a todos os que, passando por este blogue ou chegando lá de outra forma, aceitaram o desafio de "brincar" aos mercados de previsões na experiência do Trocas de Opinião. E especialmente às muitas pessoas que foram deixando aqui, nas caixas de comentários, muitas e muito boas sugestões sobre como melhorar o funcionamento do mercado. Algumas ainda puderam ser implementadas, outras não. Mas queria dizer que receber estas reacções, quase invariavelmente úteis e inteligentes, foi uma das coisas mais compensadoras e interessantes para mim em mais de quatro anos de Margens de Erro.
Rescaldo? Não é muito fácil. Vamos ter de analisar os logs e tentar perceber exactamente o que se foi passando ao longo do tempo. De resto, uma das pessoas envolvidas no projecto tenciona escrever uma tese sobre o assunto, pelo que a coisa é capaz de demorar um bocadinho. E aproximam-se as autárquicas, com novos contratos, pelo que o tempo para analisar e implementar soluções é curtíssimo.
Uma coisa é evidente: a possibilidade das vendas a descoberto, sendo interessante para gerar liquidez inicial, abriu grandes hipóteses de manipulação do mercado e gerou grande volatilidade. Mais ainda, o facto de não as termos limitado criou uma assimetria: para comprar, há um limite, o dos trocos disponíveis; para vender, não havia. Pelo que uma das coisas que tentaremos implementar nos próximos dias é uma forma de limitar as vendas a descoberto. Num dos logs que vi havia um investidor que fez muitas dezenas de vendas de 100 títulos de um contrato a 1 troco. Isto vai deixar de ser possível. Claro que, com grande liquidez e - muito especialmente - dinheiro a sério - a cantiga seria outra. Mas vamos tentar fazer, para já, o possível. Mais tarde, há muitas outras óptimas ideias vossas que tentaremos implementar.
O João Miranda - de resto, um dos grandes magnatas do Trocas, como verificarão se olharem para os rankings - fez ontem um post onde alinhava, com base nos valores da oferta e da procura a meio da tarde, as possíveis previsões que resultavam do mercado. Dizer se foram "boas" ou "más" é difícil. Poder-se-ia eventualmente dizer que poderiam servir de antídoto em relação quer às sondagens pré-eleitorais quer às próprias sondagens à boca das urnas, que sobrestimaram (mais as segundas que as primeiras, curiosamente) a margem de vitória do PS sobre o PSD. Mas não vale a pena entrar muito por aí: a verdade é que, nesta experiência, ainda ficámos longe da quase infalibilidade de coisas como o IEM, um mercado a dinheiro vivo e onde, não por acaso, não se permitem vendas a descoberto. Mas quem sabe se, com a vossa ajuda, não lá chegaremos? Para já, muito obrigado a todos, e aguardem as novidades.
Rescaldo? Não é muito fácil. Vamos ter de analisar os logs e tentar perceber exactamente o que se foi passando ao longo do tempo. De resto, uma das pessoas envolvidas no projecto tenciona escrever uma tese sobre o assunto, pelo que a coisa é capaz de demorar um bocadinho. E aproximam-se as autárquicas, com novos contratos, pelo que o tempo para analisar e implementar soluções é curtíssimo.
Uma coisa é evidente: a possibilidade das vendas a descoberto, sendo interessante para gerar liquidez inicial, abriu grandes hipóteses de manipulação do mercado e gerou grande volatilidade. Mais ainda, o facto de não as termos limitado criou uma assimetria: para comprar, há um limite, o dos trocos disponíveis; para vender, não havia. Pelo que uma das coisas que tentaremos implementar nos próximos dias é uma forma de limitar as vendas a descoberto. Num dos logs que vi havia um investidor que fez muitas dezenas de vendas de 100 títulos de um contrato a 1 troco. Isto vai deixar de ser possível. Claro que, com grande liquidez e - muito especialmente - dinheiro a sério - a cantiga seria outra. Mas vamos tentar fazer, para já, o possível. Mais tarde, há muitas outras óptimas ideias vossas que tentaremos implementar.
O João Miranda - de resto, um dos grandes magnatas do Trocas, como verificarão se olharem para os rankings - fez ontem um post onde alinhava, com base nos valores da oferta e da procura a meio da tarde, as possíveis previsões que resultavam do mercado. Dizer se foram "boas" ou "más" é difícil. Poder-se-ia eventualmente dizer que poderiam servir de antídoto em relação quer às sondagens pré-eleitorais quer às próprias sondagens à boca das urnas, que sobrestimaram (mais as segundas que as primeiras, curiosamente) a margem de vitória do PS sobre o PSD. Mas não vale a pena entrar muito por aí: a verdade é que, nesta experiência, ainda ficámos longe da quase infalibilidade de coisas como o IEM, um mercado a dinheiro vivo e onde, não por acaso, não se permitem vendas a descoberto. Mas quem sabe se, com a vossa ajuda, não lá chegaremos? Para já, muito obrigado a todos, e aguardem as novidades.
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