No Monkey Cage, Joshua Tucker prepara-nos para o seguinte cenário como resultado das eleições no Reino Unido:
1. Conservadores têm maioria relativa.
2. Trabalhistas e LibDem's formam coligação de governo.
Possível? Sim, perfeitamente. Contudo, como as coisas estão, mesmo com os Conservadores com mais intenções de voto do que Trabalhistas, é até possível que, tendo em conta a maneira como o sistema eleitoral britânico funciona, os Trabalhistas acabem com mais deputados. Basta introduzir os valores 34C, 28L, e 27 LDem aqui e ver o que acontece. Este simulador, contudo, prevê uma mudança uniforme em todos os círculos, o que é questionável. É verdade que, no passado, a pressuposição não se tem portado mal.Mas as dúvidas são grandes de que, no actual contexto, a coisa funcione.
terça-feira, abril 20, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
domingo, abril 18, 2010
sexta-feira, abril 16, 2010
Eurosondagem, 8-13 Abril, N=1020, Tel.
Aqui. Intenções de voto após redistribuição de indecisos:
PS: 36%
PSD: 28,5%
CDS-PP: 13,1%
CDU: 8,2%
BE: 8%
PS: 36%
PSD: 28,5%
CDS-PP: 13,1%
CDU: 8,2%
BE: 8%
terça-feira, abril 13, 2010
Conferência no Banco de Portugal
Há uns tempos, ruminei aqui umas coisas sobre a falta de estudos de impacto de reformas políticas, políticas públicas e medidas legislativas em Portugal. Não estou sozinho na minha frustração. Mas nessa altura, um comentador, "Mário" (julgo ser Mário Centeno), deu-me dois bons exemplos de estudos dessa natureza. Falo nisto porque haverá uma conferência em Maio, também do Banco de Portugal (e de cujo comité científico faz parte Mário Centeno), com um paper de Pedro Martins que me está a despertar bastante curiosidade: "Avaliação Quasi-Experimental de um Programa para o Sucesso Escolar". Para além disso, vem o Jean Tirole. Não perder.
Sondagens UK
Partindo dos dados facultados regularmente no UK Polling Report, é possível fazer alguns dos gráficos a que vocês já estão aqui habituados. Em vez de calcularmos uma poll of polls ou simplesmente traçarmos uma linha através de todas as observações, usa-se smoothing (tal como no Pollster.com). Os três gráficos apresentam as linhas resultantes de três regressões locais diferentes, em ordem crescente de sensibilidade a variações nos resultados. Em grande medida, não há novidade: Conservadores perdem vantagem desde finais de 2008, em favor dos Libdems e, desde meados de 2009, para os Trabalhistas. O gráfico com o smoothing mais sensível regista também outra coisa: que nas últimas semanas, a recuperação dos Trabalhistas terá sido interrompida.
segunda-feira, abril 12, 2010
terça-feira, março 30, 2010
domingo, março 28, 2010
Intercampus, 23-24 Março, N=605, Tel.
Aqui. Intenção de voto após redistribuição de indecisos (não tenho outros dados):
PS: 39,3%
PSD: 39,1%
CDS-PP: 8%
BE: 7,5%
CDU: 4,6%
Outro: 1,5%
"Nos resultados directos, onde se inclui a totalidade das respostas, 15,2% dos inquiridos disseram não saber ou não quiseram responder." Comparar com anterior sondagem da Intercampus.
PS: 39,3%
PSD: 39,1%
CDS-PP: 8%
BE: 7,5%
CDU: 4,6%
Outro: 1,5%
"Nos resultados directos, onde se inclui a totalidade das respostas, 15,2% dos inquiridos disseram não saber ou não quiseram responder." Comparar com anterior sondagem da Intercampus.
sábado, março 27, 2010
The End of the Universe
O Lewis Black já tinha explicado isto:
| Comedy Central Presents | Friday 10pm / 9c | |||
| Lewis Black - End of the Universe | ||||
| www.comedycentral.com | ||||
| ||||
Eleições e sondagens no PSD
Houve apenas duas sondagens que procuraram medir, junto dos militantes do PSD, a sua intenção de voto, ambas feitas pela Pitagórica para o Sol. Ambas subestimaram a votação em Passos Coelho em 10 pontos ou mais, e a segunda subestimou a vantagem deste sobre Rangel em 17 pontos. Não é brincadeira. Mas recordem que estas sondagens são muito difíceis de fazer. A lista de militantes encontra-se actualizada e os contactos correctos? Com o pagamento de quotas à última hora, em que medida o universo inicial da sondagem (e a amostra que dele se tira) corresponde ao que vem a ser o universo real? Em que medida os militantes com telefone fixo são diferentes dos que não o têm? Etc, etc, etc.
Uma das campanhas e vários dos seus apoiantes insinuaram que, devido ao facto de Alexandre Picoito ser apoiante de um dos candidatos e responsável técnico da empresa que fez as sondagens, estas não poderiam ser sérias. A insinuação foi tão forte que passou de insinuação a afirmação, e viu-se amplificada e reproduzida acriticamente por variados órgãos de comunicação social. Chegou-se a defender que a empresa ou a pessoa responsável deveriam estar impedidos de fazer as ditas sondagens. Contudo, elas fizeram exactamente o contrário daquilo que foi insinuado: em vez de sobrestimarem a vantagem de Passos Coelho, subestimaram-na. Irá isto dissuadir alguém de fazer este tipo de afirmações e insinuações da próxima vez? Vocês sabem a resposta tão bem como eu.
Uma das campanhas e vários dos seus apoiantes insinuaram que, devido ao facto de Alexandre Picoito ser apoiante de um dos candidatos e responsável técnico da empresa que fez as sondagens, estas não poderiam ser sérias. A insinuação foi tão forte que passou de insinuação a afirmação, e viu-se amplificada e reproduzida acriticamente por variados órgãos de comunicação social. Chegou-se a defender que a empresa ou a pessoa responsável deveriam estar impedidos de fazer as ditas sondagens. Contudo, elas fizeram exactamente o contrário daquilo que foi insinuado: em vez de sobrestimarem a vantagem de Passos Coelho, subestimaram-na. Irá isto dissuadir alguém de fazer este tipo de afirmações e insinuações da próxima vez? Vocês sabem a resposta tão bem como eu.
sexta-feira, março 26, 2010
Nova sondagem aos militantes do PSD no Sol
Mais dados da última sondagem da Marktest
Intenção de voto (após redistribuição de indecisos, a notícia online não faculta outros dados):
PS: 35,6%
PSD: 30,8%%
BE: 11%
CDS-PP: 9,9%
CDU: 6,6%
PS: 35,6%
PSD: 30,8%%
BE: 11%
CDS-PP: 9,9%
CDU: 6,6%
quinta-feira, março 25, 2010
Intercampus, 23-24 Março, N=605, Tel.
Aqui. Qual o melhor candidato à liderança do PSD? Entre os simpatizantes do PSD, as respostas são:
Pedro Passos Coelho: 43,3%
Paulo Rangel: 36,7%
José Pedro Aguiar-Branco: 11,1%
Ns/Nr: 8,9%
Nesta notícia na TVI, a confusão entre uma sondagem à população em geral (mesmo com resultados circunscritos aos simpatizantes do PSD) e uma sondagem de intenção de voto aos militantes com capacidade de voto do PSD ("Pedro Passos Coelho vai ser o vencedor das eleições no PSD") é total e absoluta, e ainda (bastante) mais chocante que no caso da notícia do JN sobre a sondagem CESOP. De notar ainda que, com uma amostra de 605, ficaria muito surpreendido se houvesse mais de 60-80 pessoas que se dizem "simpatizantes do PSD". Muito cuidado, por isso, com a maneira como se interpreta esta sondagem.
Dito isto, que eu conheça, está para aparecer a sondagem em que Paulo Rangel seja preferido por mais gente que Pedro Passos Coelho, seja pelo eleitorado em geral, pelo eleitorado do PSD ou pelos militantes do PSD. E isto não pode ser irrelevante. E se me permitem, a "ruptura" de hoje no PEC de certeza que não ajuda.
Pedro Passos Coelho: 43,3%
Paulo Rangel: 36,7%
José Pedro Aguiar-Branco: 11,1%
Ns/Nr: 8,9%
Nesta notícia na TVI, a confusão entre uma sondagem à população em geral (mesmo com resultados circunscritos aos simpatizantes do PSD) e uma sondagem de intenção de voto aos militantes com capacidade de voto do PSD ("Pedro Passos Coelho vai ser o vencedor das eleições no PSD") é total e absoluta, e ainda (bastante) mais chocante que no caso da notícia do JN sobre a sondagem CESOP. De notar ainda que, com uma amostra de 605, ficaria muito surpreendido se houvesse mais de 60-80 pessoas que se dizem "simpatizantes do PSD". Muito cuidado, por isso, com a maneira como se interpreta esta sondagem.
Dito isto, que eu conheça, está para aparecer a sondagem em que Paulo Rangel seja preferido por mais gente que Pedro Passos Coelho, seja pelo eleitorado em geral, pelo eleitorado do PSD ou pelos militantes do PSD. E isto não pode ser irrelevante. E se me permitem, a "ruptura" de hoje no PEC de certeza que não ajuda.
quarta-feira, março 24, 2010
Marktest, 16-21 Março, N=808, Tel.
Aqui. "De acordo com o barómetro da Marktest para o Diário Económico e TSF, 35% portugueses dizem que Passos Coelho é o mais capaz para suceder a José Sócrates, enquanto Paulo Rangel arrecada 23% de opiniões favoráveis. Ainda assim, um número substancial de inquiridos (16%) assume que "nenhum" dos três principais candidatos é capaz de fazer o PSD regressar ao poder, enquanto 20% opta pelo não sabe ou não responde." A notícia menciona também que, entre os eleitores que dizem tencionar votar no PSD, PPC recolhe 42% das opiniões favoráveis.
sexta-feira, março 19, 2010
Sondagem aos militantes do PSD (actualizado)
A primeira, divulgada no Sol. 51% para PPC e 31% para Rangel. Não comprei o jornal e não consigo apurar na net quaisquer detalhes metodológicos, a não ser que terá ocorrido entre os dias 10 e 14 de Março.
Actualização:
Pitagórica, N=541, 10-14 Março, Aleatória, Telefónica.
Intenção de voto:
Passos Coelho: 51%
Paulo Rangel: 31%
Aguiar-Branco: 8%
Castanheira Barros: 1%
Indecisos: 3%
Nulos: 6%
Ou não houve militantes inquiridos que tenham declarado não tencionar votar ou a amostra excluiu à partida esses casos. A ficha técnica publicada é omissa sobre esse aspecto. Há também perguntas sobre atributos dos candidatos. Os únicos em que PPC não bate Rangel é "apoio do PR" e "apoio entre os notáveis". "Melhor imagem" e "trazer novos rostos" são os aspectos onde a vantagem de PPC é maior.
No Trocas de Opinião, as últimas transacções deram-se a 39 para PPC e 33 para Rangel. As tendências de longo prazo - a média móvel das últimas 20 transcações, ponderadas pelo número de títulos transaccionados - são claras:
PPC

Rangel
Actualização:
Pitagórica, N=541, 10-14 Março, Aleatória, Telefónica.
Intenção de voto:
Passos Coelho: 51%
Paulo Rangel: 31%
Aguiar-Branco: 8%
Castanheira Barros: 1%
Indecisos: 3%
Nulos: 6%
Ou não houve militantes inquiridos que tenham declarado não tencionar votar ou a amostra excluiu à partida esses casos. A ficha técnica publicada é omissa sobre esse aspecto. Há também perguntas sobre atributos dos candidatos. Os únicos em que PPC não bate Rangel é "apoio do PR" e "apoio entre os notáveis". "Melhor imagem" e "trazer novos rostos" são os aspectos onde a vantagem de PPC é maior.
No Trocas de Opinião, as últimas transacções deram-se a 39 para PPC e 33 para Rangel. As tendências de longo prazo - a média móvel das últimas 20 transcações, ponderadas pelo número de títulos transaccionados - são claras:
PPC

Rangel
quarta-feira, março 17, 2010
"The decision to join the euro area is effectively irreversible"
No The Portuguese Economy, Álvaro Santos Pereira conclui que "it might not be worth it to dump the single currency". Não sou economista, mas parece-me que "it might not be worth it" é capaz de ser um eufemismo. Barry Eichengreen tem um paper interessante sobre o assunto, mas para quem não tiver paciência para ler tudo, pode ir aqui ou até ouvi-lo aqui.
segunda-feira, março 15, 2010
Uma proposta modesta
Com algum atraso, encontro um post de João Rodrigues no Arrasão sobre a Pordata. Descrevendo a base como "excelente", o autor assinala criticamente o seguinte facto: "o Estado cria ou ajuda a criar e os 'privados' ficam com os lucros ou, quando não é caso disso, com o que importa: a estima e os louros que o dinheiro consegue comprar em sociedades demasiado desiguais".
Eu estou completamente de acordo, e até vou mais longe. Olhando com a atenção para as fontes de Pordata, constato que a base beneficiou não apenas do trabalho de recolha e organização de dados que António Barreto fez quando estava no Instituto de Ciências Sociais (do Estado) mas também do trabalho de recolha e tratamento de dados feitos por uma multidão de instituições estatais, tais como o Banco de Portugal, o INE, vários ministérios, a Biblioteca Nacional e outras. Um escândalo, na verdade.
Só vejo uma solução: enquanto o Estado não assumir a responsabilidade de produzir uma plataforma que organize toda a esta informação e a torne acessível, os privados não lhe deveriam ter acesso para os fins que entenderem. Que é isto de comprar "estima e louros" com informação gerada com o dinheiro dos contribuintes? E até digo mais: verifico que João Rodrigues tem uma série de publicações, que vão desde a "economia política do futebol" até à análise do "discurso económico". Infelizmente não li, mas estou plenamente confiante que nenhum destes trabalhos usa estatísticas oficiais, e é assim mesmo que deve ser. Que é isso de usar competências académicas adquiridas numa sociedade demasiado desigual e dados produzidos pelo Estado para obter estima e louros na comunidade académica? Em rigor, acho que apenas o Estado deveria ter acesso aos dados que ele próprio cria ou ajuda a criar, para não haver cá badalhoquices.
E se pensarmos bem ainda conseguimos ir mais longe: esta coisa de haver por aí académicos em instituições privadas a produzir conhecimento e a obter estima e louros com dados do Estado tem de ser muito bem revisto. E os estrangeiros? Os países deles que paguem. E por que raio deverão os FMI's e as OCDE's meter o bedelho nos dados do nosso querido Estado? Enfim, isto bem pensado leva-nos longe. Ainda bem que há gente que pensa como eu.
Eu estou completamente de acordo, e até vou mais longe. Olhando com a atenção para as fontes de Pordata, constato que a base beneficiou não apenas do trabalho de recolha e organização de dados que António Barreto fez quando estava no Instituto de Ciências Sociais (do Estado) mas também do trabalho de recolha e tratamento de dados feitos por uma multidão de instituições estatais, tais como o Banco de Portugal, o INE, vários ministérios, a Biblioteca Nacional e outras. Um escândalo, na verdade.
Só vejo uma solução: enquanto o Estado não assumir a responsabilidade de produzir uma plataforma que organize toda a esta informação e a torne acessível, os privados não lhe deveriam ter acesso para os fins que entenderem. Que é isto de comprar "estima e louros" com informação gerada com o dinheiro dos contribuintes? E até digo mais: verifico que João Rodrigues tem uma série de publicações, que vão desde a "economia política do futebol" até à análise do "discurso económico". Infelizmente não li, mas estou plenamente confiante que nenhum destes trabalhos usa estatísticas oficiais, e é assim mesmo que deve ser. Que é isso de usar competências académicas adquiridas numa sociedade demasiado desigual e dados produzidos pelo Estado para obter estima e louros na comunidade académica? Em rigor, acho que apenas o Estado deveria ter acesso aos dados que ele próprio cria ou ajuda a criar, para não haver cá badalhoquices.
E se pensarmos bem ainda conseguimos ir mais longe: esta coisa de haver por aí académicos em instituições privadas a produzir conhecimento e a obter estima e louros com dados do Estado tem de ser muito bem revisto. E os estrangeiros? Os países deles que paguem. E por que raio deverão os FMI's e as OCDE's meter o bedelho nos dados do nosso querido Estado? Enfim, isto bem pensado leva-nos longe. Ainda bem que há gente que pensa como eu.
domingo, março 14, 2010
Presidenciais
Mais resultados da sondagem do CESOP, aqui. À pergunta sobre qual dos candidatos conhecidos (mais o actual PR) poderia ser melhor Presidente da República, as respostas:
Cavaco Silva: 57%
Manuel Alegre: 19%
Fernando Nobre: 8%
NS/NR: 16%
Não é uma pergunta sobre intenção de voto, como se pode constatar pelo próprio facto de não perguntar inicialmente aos inquiridos se tencionam ou não votar. Mas dá indicações importantes, que confluem com os resultados recentes da Aximage (menos com os resultados da Eurosondagem, apesar de nesta última se introduzirem cenários mais complicados que podem ter afectado as respostas).
E mais uma vez, o JN estica-se excessivamente na interpretação do resultado da sondagem, transformando aquilo que os outros tratam como "preferência" (bem a RTP e o DN aqui) numa "reeleição praticamente garantida".
Ainda uma pergunta sobre Monarquia vs. República. 72% preferem República.
Cavaco Silva: 57%
Manuel Alegre: 19%
Fernando Nobre: 8%
NS/NR: 16%
Não é uma pergunta sobre intenção de voto, como se pode constatar pelo próprio facto de não perguntar inicialmente aos inquiridos se tencionam ou não votar. Mas dá indicações importantes, que confluem com os resultados recentes da Aximage (menos com os resultados da Eurosondagem, apesar de nesta última se introduzirem cenários mais complicados que podem ter afectado as respostas).
E mais uma vez, o JN estica-se excessivamente na interpretação do resultado da sondagem, transformando aquilo que os outros tratam como "preferência" (bem a RTP e o DN aqui) numa "reeleição praticamente garantida".
Ainda uma pergunta sobre Monarquia vs. República. 72% preferem República.
sábado, março 13, 2010
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