quarta-feira, novembro 03, 2010

Aximage, 26-29 Outubro, N=600, Tel.

Antes de redistribuição de indecisos:
PSD: 35,2%
PS: 26,5%
CDU: 9,8%
CDS-PP: 9,1%
BE: 8,4%
OBN: 5,5%
Indecisos: 5,5%

Após redistribuição de indecisos:
PSD: 37,2%
PS: 28,0%
CDU: 10,4%
CDS-PP: 9,6%
BE: 8,9%
OBN: 5,8%

Aqui.

terça-feira, novembro 02, 2010

Um comentário sobre a questão das escalas

Recebido por e-mail:

"Creio que não será difícil dizer que qualquer analista já se deparou com o facto de as escalas serem pares ou impares enviesa os resultados obtidos. Também é evidente que se a pergunta tiver um ponto central, as respostas tenderão a ir para esse ponto - por uma questão de preguiça do entrevistado ou por qualquer outro fenómeno.

Porém, ter uma escala par também não resolve o problema: estamos nesse caso a impor ao inquirido que tome uma opção (positiva ou negativa), quando na verdade ele é indiferente.

A questão está em que um estudo de opinião/mercado deve reflectir as opções dos inquiridos e seu processo de tomada de decisão. Assim, a inclusão de um ponto central pode facilitar e esconder a verdadeira intenção dos indivíduos, ao mesmo tempo que sua exclusão inflaciona respostas extremadas, que habitualmente não acontecem.

A solução que adopto, mais em produtos de consumo e menos em ciências sociais, é colocar um ponto neutro sempre que se trata de uma escolha recorrente por parte do inquirido. Por exemplo, numa pergunta de hábitos de compra de comida para cães: é perfeitamente normal que o consumidor seja indiferente. Nesses casos ele muda (ou pode mudar) de opção todas as semanas.

Já numa pergunta associada a bens duradouros - como a compra de casa, casamento(!), intenção de voto - prefiro não colocar um ponto central. Nesses casos o inquirido tem mesmo de tomar uma decisão e não há espaço para meias respostas/neutralidade.

Em qualquer dos casos, não conheço muitos resultados públicos sobre a importância dos pontos centrais para o público português. Excepção feita a esta apresentação: http://www.apodemo.pt/05%20-%20Luis%20Rosa%20-%20METRIS.pps"

Presidenciais

É ainda um pouco cedo para falar de tendências. Mas o gráfico abaixo mostra os resultados das sondagens que conheço e que explicitamente solicitavam uma intenção de voto (e não perguntas sobre qual dos candidatos seria o melhor Presidente, etc.). Notem que, especialmente nas mais antigas, estávamos perante cenários, não apenas no que dizia respeito ao próprio Cavaco Silva mas também em relação a outros candidatos. Preservei apenas os resultados daqueles que, hoje, afirmam a sua candidatura.



















As linhas são rectas de regressão linear. A haver uma tendência, é a previsível: a descida de Fernando Nobre. Mas é muito cedo para tirar grandes conclusões. Fica como mera informação, a analisar de forma mais detalhada quando houver mais resultados.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Pontos centrais em escalas

No Cachimbo de Magritte, Tiago Mendes escreve:

"Outro ponto, técnico, e que seria importante esclarecer, é saber porque é que a sondagem da Católica, ao que tudo indica, não inclui uma opção entre "Bom" e "Mau" - razoável, médio, satisfatório, indiferente, o que seja."

Duas coisas:

1. Este post tinha uma ligação para aqui, para o Margens de Erro. Mas a verdade é que desde Janeiro que trabalho em exclusividade no ICS-UL, tendo deixado a colaboração com o CESOP e a Católica. Se escrevo isto de novo é porque pensava que era um facto conhecido mas, nos últimos dias, por e-mails recebidos e comentários vários, notei que não.

2. Dito isto, a ausência de um ponto central na escala de avaliação de governo foi uma decisão minha, e posso responder por ela. Quando esse ponto central está presente ("nem bom nem mau", etc) ele tende a ser usado para mero fim de redução de esforço por parte do inquirido ou para evitar declarar posição perante o inquiridor. A investigação que conheço sobre o assunto mostra que os dados obtidos com escalas que usam este tipo de pontos centrais são menos válidos e menos fiáveis. Sobre o assunto, ver isto ou isto. Tendo a encarar tudo aquilo que Willem Saris escreve sobre questionários com alguma reverência. Logo, sempre que posso - e especialmente quando isso não prejudica gravemente comparações com inquéritos anteriores - proponho a eliminação destes pontos centrais. Acho até que isso é especialmente importante num país com as características do nosso (por razões educacionais e culturais várias).

sexta-feira, outubro 29, 2010

Marktest,19-24 Outubro, N=807, Tel.

Agora as presidenciais:

Cavaco Silva: 71,3%
Manuel Alegre: 20,2%
Fernando Nobre: 5%
Francisco Lopes: 1,1%
Defensor de Moura: 0,9%

Fonte.

quinta-feira, outubro 28, 2010

CESOP, 23-25 Outubro, N=1140, Presencial

Intenções de voto após redistribuição de indecisos (e apenas entre quem tem a certeza que votaria em legislativas):

PSD: 40%
PS: 26%
BE: 12%
CDU: 8%
CDS-PP: 7%
OBN: 7%

Em relação ao total da amostra, a distribuição é a seguinte:
PSD: 17%
PS:13%
BE: 5%
CDU:4%
CDS-PP: 3%
OBN:7%
Não votava:22%
Não sabe: 24%
Recusa responder: 6%

Para que a vantagem do PSD seja tão expressiva nas estimativas de resultados eleitorais em comparação com os resultados brutos, isso quer dizer que há um "enthusiasm gap" à portuguesa: quando restringimos aos eleitores que dizem que "têm a certeza que vão votar", o PS afunda.

Também se obtiveram intenções de voto para as presidenciais:
Cavaco Silva: 63%
Manuel Alegre: 20%
Fernando Nobre: 7%
Francisco Lopes: 3%
Defensor de Moura: 1%

Aqui.

Marktest, 19-24 Out., N=807, Tel.

Após redistribuição proporcional de indecisos:

PSD: 42%
PS: 25%
BE: 10%
CDU: 8,3%
CDS-PP: 8%

Fonte aqui. Comparar com sondagem anterior: PSD sobe quatro pontos, PS desce quase 11, vantagem de PSD sobre PS passa de pouco mais de 2 pontos para 17.

Sobre isto, acho que vale a pena fazer um comentário. É certo que Portugal é um país onde há muita volatilidade de eleição para eleição, onde o voto se encontra pouco ancorado socialmente, e onde
muitos eleitores declaram não se sentirem próximos de qualquer partido e respondem "5"  ("centro") quando convidados a posicionarem-se ideologicamente numa escala de 0 (esquerda) a 10 (direita). Logo, flutuações importantes de sondagem para sondagem não são coisa que nos deva espantar demasiado, porque o voto se encontra comparativamente pouco ancorado em factores sociais, psicológicos ou ideológicos que que lhe dêem estabilidade. Dito isto, a diferença entre esta sondagem e a anterior é muito grande. Uma ideia, nada original, seria fazer nessas sondagens algumas perguntas que nos permitissem algum controlo sobre a "representatividade política" da amostra.

Em tempos, a Marktest (e outras empresas) perguntavam aos inquiridos como tinham votado na eleição anterior e usavam esses resultados para ponderar as intenções de voto. Por exemplo, se na amostra a percentagem daqueles que dizem ter votado em 2009, digamos, na CDU, fossem metade daqueles que realmente votaram, o resultado ponderado duplicaria as intenções de voto nesse partido para a sondagem em concreto. Sempre me pareceu má ideia fazer isso, pela simples razão de que a memória da pessoas é muito selectiva. Uma alternativa preferível seria perguntar às pessoas de que partido se sentem mais próximas ou o seu posicionamento ideológico. Há inquéritos - como o European Social Survey, realizado de 2 em 2 anos - onde essas questões são colocadas a amostras de qualidade necessariamente muito superior às de uma qualquer sondagem eleitoral e onde a distribuição obtida poderia servir de "gold standard" para uma comparação. É evidente que identificação partidária ou posicionamento ideológico não são imutáveis, mas são bastante mais estáveis e fiáveis que a recordação de voto numa eleição ocorrida há meses ou anos. Conhecendo esses resultados para a sondagem eleitoral, ficaríamos com uma ideia sobre o que poderia estar por detrás de mudanças tão grandes como as detectadas nas duas últimas sondagens da Marktest, e se essas mudanças reflectem - como até é plausível que tenha sucedido - reais mudanças nas preferências das pessoas.

Nada disto é novo, e encontramos este tipo de discussão com muita frequência sobre as sondagens feitas nos Estados Unidos. Um exemplo.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Atrasada: Eurosondagem, 30 Set., N=620, Tel.

PSD: 35%
PS: 33%
CDU: 9,7%
BE: 9,3%
CDS: 7%

A dimensão da amostra utilizada é bastante inferior ao habitual na Eurosondagem.

Aximage, 6-9 Outubro, N=600, Tel.

Há uma sondagem recente da Aximage, cujos dados estão muito incompletos na notícia online. Quando o depósito na ERC estiver visível actualizo tudo isto. Contudo, é curioso que dê o mesmo sinal que a sondagem Intercampus: PS e PSD a descerem.

Nas presidenciais, a mesma coisa: Cavaco Silva a descer, Manuel Alegre a subir. Mais exactamente:

Cavaco Silva: 55,1%
Manuel Alegre: 35,7%
Fernando Nobre: 7,1%
Francisco Lopes: 1,9%
Defensor de Moura: 0,2%

terça-feira, outubro 12, 2010

Entretanto, no Brasil...

Que eu saiba, há apenas uma sondagem realizada para o 2º turno: Datafolha (8 Out., N=3.265): após redistribuição de indecisos (7%), Dilma 54%, Serra 46%.

Uma análise muito interessante sobre o peso do Bolsa Família nas eleições, aqui. Como é óbvio, não se deve inferir causalidade, porque os dados são agregados (em vez de individuais) e a relação pode ser espúria (as razões que fazem com que indivíduos recebam Bolsa Família já os predisporia seja como fosse a votar Dilma). Mas é sugestivo.

sábado, outubro 09, 2010

Intercampus, 4-6 Out, N=609, Tel.

A notícia no site da TVI24 não menciona nem data de realização do estudo, nem dimensão da amostra, nem modo de inquirição. Teremos de concluir que a TVI supõe que a Lei 10/2000 não se aplica a sites da internet e que a ERC não tem jurisdição sobre nada disto. Contudo, aqui vai:

Legislativas:
PSD: 35,2%
PS: 32%
PCP: 11,1%
BE: 10,6%
CDS-PP: 9,1%

Presidenciais:
Cavaco Silva: 55,5%
Manuel Alegre: 30,7%
Francisco Lopes: 5,6%
Fernando Nobre: 4,9%
Defensor de Moura: 1,2%

Em comparação com a última sondagem da Intercampus que conheço, de Julho passado, o PSD desce 4 pontos, o PS desce 2,4 pontos, CDU, BE e CDS-PP sobem (mas diferenças não são estatisticamente significativas). Cavaco Silva desce quase 4 pontos e Alegre sobe quase 4 pontos. Claro que, ao passo que comparar sondagens dentro do mesmo instituto é sempre uma boa ideia ("house effects"), comparar Julho com Outubro pode não ser.

P.S. - A ficha técnica está no Público. Obrigado a Luciano Alvarez pela chamada de atenção.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Sondagens no Brasil: muito barulho por nada?

Os resultados (quase) finais (99,99% das secções apuradas) da 1ª volta no Brasil foram os seguintes:

Dilma Rousseff: 46,9%
José Serra: 32,61%
Marina Silva: 19,33%

A abstenção foi, como sempre, relativamente baixa (18,12%). O voto "obrigatório" (ponho com aspas porque a coisa é complicada, havendo eleitores para quem o voto não é obrigatório e mais algumas complicações, ver aqui) ajuda. Outra coisa que costuma estar associada a uma abstenção baixa é uma alta proximidade entre os resultados das últimas sondagens e aqueles que acabam por ser os resultados finais. A razão é simples: em sistemas com alta abstenção, as intenções de voto recolhidas anteriormente têm menor probabilidade de se concretizarem. E se, por alguma razão, aqueles que declaram uma intenção de voto e votam forem diferentes daqueles que declaram uma intenção de voto e não votam, é óbvio que vai haver, ceteris paribus, uma maior discrepância entre as sondagens e os resultados eleitorais. Em países com alta abstenção, a única maneira de lidar com isto é ter bons modelos de "votantes prováveis". Mas o que é um bom modelo de "votantes prováveis" é algo que pode mudar de eleição para eleição. No Brasil, essa dificuldade não se coloca de forma tão grave como noutros países (Portugal, por exemplo, e Estados Unidos, ainda mais).

No Brasil, nas eleições de  2006, 1º turno, Lula teve 48,6%, seguido de Alckmin (41,6%) e Helena (6,9%). Nessa altura, se excluirmos a sondagem da Sensus (feita no dia 24 de Setembro), as restantes (conduzidas pelo Ipespe, Vox Populi, Datafolha e IBOPE) deram resultados que não foram muito diferentes daqueles que vieram a ser os resultados das eleições. Em todos os casos, Lula e Helena tiveram pior resultado nas eleições do que nas sondagens, e o inverso sucedeu com Alckmin. Mas a média dos desvios absolutos entre o resultado eleitoral dos três principais candidatos e o resultado da última sondagem foi de 4,3 pontos para a Vox Populi, 2,4 para Datafolha e IBOPE e 2 pontos para o Ipespe.

Isto é "bom" ou é "mau"?  Para termos um ponto de comparação, podemos usar as últimas presidenciais portuguesas. Aí, a média dos desvios absolutos para os três maiores candidatos, nas sondagens conduzidas logo antes das eleições, oscilou entre 1,3 pontos (Católica) e 3,2 pontos (Eurosondagem). Logo, uma conclusão rápida é que, apesar da "pressão para o erro" causada por uma maior abstenção em Portugal, há qualquer coisa a causar maiores discrepâncias entre as sondagens brasileiras e os resultados eleitorais. E julgo que é evidente que a gigantesca diferença de escala e as dificuldades colocadas pela realização de trabalho de campo no Brasil têm de ter um papel aqui. Imaginem o que significa tentar chegar a contactar pessoas que vivem em prédios com segurança armada à porta, em favelas ou em zonas rurais inacessíveis. Para lidar com isto, os institutos brasileiros utilizam amostras muito grandes - a última sondagem da Datafolha tinha 20.960 inquiridos!  - e, quase invariavelmente, amostragem por quotas. Mas a amostragem por quotas tem problemas potenciais, a começar pela qualidade da informação censitária e indo até à própria escolha das quotas relevantes. Talvez um ponto de comparação mais relevante sejam as eleições presidenciais americanas: aí, "a média dos erros médios" anda pelos 2,8 pontos percentuais. Os resultados do Ibope e da Datafolha foram, deste ponto de vista, "normais", e o que é "anormal" são os resultados das sondagens portuguesas.

Como correram as coisas nesta 1ª volta de 2010? Vejamos as últimas sondagens que julgo terem sido publicadas antes da eleição (votos válidos):

Datafolha (1 e 2 de Outubro): Dilma, 50%; Serra, 31%; Marina, 17%.
IBOPE (27 de Setembro): Dilma, 51%; Serra, 31%; Marina, 17%.
Sensus (28 Setembro): Dilma, 54,7%; Serra, 29,5%; Marina, 13,3%.

Isto corresponde a uma média de desvios absolutos de 2,3 pontos para a Datafolha, 2,7 para o Ibope e 5,6 para a Sensus. Logo, para Ibope e Datafolha, valores muito próximos dos de 2006 (como sucede de resto para a Sensus, que já em 2006 tinha estado muito longe dos resultados finais).

Pelo que leio, há agitação no Brasil pelos "falhanços" das sondagens. Mas de um ponto de vista estritamente técnico, não vejo bem porquê. Os dois institutos mais prestigiados ambos apontaram para a impossibilidade de determinar se Dilma ganharia à 1ª volta. Ambas as sondagens sobrevalorizaram Dilma, mas em 2006 ambas tinham sobrevalorizado Lula, sendo de resto habitual que um candidato claramente favorito acabe por ter nas eleições resultados piores que nas sondagens (seja porque os seus apoiantes, tendo segurança de vitória, se desmobilizam ou votam noutros candidatos seja porque os apoiantes de outros candidatos se inibem de mostrar uma intenção "minoritária" aos inquiridores). Muito barulho por nada, aqui.

Já na sondagem à boca das urnas ("boca de urna", no Brasil), a coisa complica-se um pouco. Em princípio, uma boca de urna resolve dois problemas: primeiro, mede comportamentos de votantes, não intenções de potenciais votantes; segundo, tem menos problemas amostrais, porque não tem de encontrar as pessoas nos seus domicílios, mas apenas à saída do local de voto. Aqui, 51% para Dilma, como sucedeu na boca de urna do IBOPE, sugere problemas na selecção dos locais de voto, na capacidade para seleccionar uma boa amostra de eleitores ou em ajustar em relação a recusas. O último ponto costuma ser muito relevante. Recordem-se que, naturalmente, a recolha dos votos numa boca de urna continua a depender da colaboração voluntária de eleitores. E se houve recusas maiores da parte dos apoiantes de Serra ou Marina (e incapacidade das empresas para ajustar resultados a essas recusas), uma coisa destas pode suceder, mesmo numa boca de urna. Mas é só uma hipótese.

sábado, setembro 25, 2010

Marktest, 14-17 Setembro, N=804, Tel.

Presidenciais, intenções de voto:

Cavaco Silva: 70%
Manuel Alegre: 22%
Fernando Nobre: 4%
Francisco Lopes: 1%
Defensor de Moura: 0,2%

Aqui. A soma disto é 97,2%, mas pela notícia não consigo inferir o que representam os 2,8% em falta.

A diferença em relação à sondagem anterior é, claro, estrondosa. Esta pode ser um outlier, com futuras sondagens a regressarem a valores mais "normais". Mas pode suceder igualmente que este resultado indique falta de cristalização das ideias e intenções do eleitorado neste momento. Temos de esperar por mais estudos.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Eurosondagem, 15-21 Setembro, N=2062, Presencial

Após redistribuição de indecisos:
Cavaco Silva: 54,9%
Manuel Alegre: 33,0%
Fernando Nobre: 6,2%
Francisco Lopes:4,8%
Defensor de Moura:1,1%

Aqui.

Marktest, 14-17 Setembro, N=804, Tel.

Após redistribuição de indecisos e ajustamento de brancos e nulos ao valor da anterior eleição:
PSD: 38,0%
PS: 35,7%
CDS-PP: 6,7%
BE: 6,5%
CDU: 6,5%
OBN: 6,6%

Aqui. Desculpem desapontar-vos, mas tenho que dizer que, tendo em conta a dimensão das amostras e a margem de erro associada à diferença de proporções entre duas amostras independentes, estes resultados são exactamente iguais aos da sondagem anterior.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Aximage, 6-9 Setembro, N=600, Tel.

Presidenciais, intenção de voto:

Cavaco Silva: 58,1%
Manuel Alegre: 32,1%

A versão online da notícia não fornece mais elementos sobre outros reais ou possíveis candidatos. Na ERC, onde é suposto encontrarmos os depósitos das sondagens, com fichas técnicas e relatórios, a última sondagem disponível, no momento em que consulto, é de 5 de Agosto. Estou por isso a presumir que esta sondagem é a mesma que esta, tendo as mesmas características técnicas. Mas vá-se lá saber.

A última sondagem da Aximage que conheço sobre o tema é esta, de Julho. Encontrava intenções de voto de 55,3% em Cavaco Silva, 26,9% em Manuel Alegre, 11,6% em Fernando Nobre e 6,2% em Jerónimo de Sousa. A soma disto dá 100%, pelo que presumo que estávamos a falar só de pessoas que afirmaram que iriam votar e diziam saber em quem.

Os resultados da sondagem mais recente, caso acabassem por ser os resultados das eleições - coisa que ninguém está a pretender dizer - significariam que:

- Cavaco Silva teria uma percentagem de votos superior à que Jorge Sampaio teve em 2001;
- Manuel Alegre conseguiria praticamente ter a mesma percentagem de votos que ele próprio e Mário Soares tiveram, somados, em 2006.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Eurosondagem, 1-7 Set, N=1035, Tel.

Após redistribuição de indecisos:
PS: 36%
PSD: 35,8%
CDS-PP: 8,4%
CDU: 7,7%
BE: 7,1%

Aqui. Estatisticamente, os resultados desta sondagem são exactamente iguais aos da anterior. Outra coisa que importa notar é que, na Eurosondagem, o PSD nunca chegou a ter uma vantagem tão grande sobre o PS como noutros estudos (o máximo foi em Julho, 2,5 pontos percentuais). Mas juntando estes resultados aos da Marktest, começa a ganhar credibilidade a noção de que a vantagem de que o PSD terá tido sobre o PS após a eleição de PPC terá diminuído (ou desaparecido) desde então, e que uma derrota do PS numa eleição neste momento não poderia ser dada como adquirida.

(Atrasada): Eurosondagem, 28 Jul-Ago, N=1031, Tel.

Após redistribuição de indecisos:
PSD: 36%
PS: 35%
CDS-PP: 9%
CDU: 8%
BE: 7,2%

Aqui.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Previsões para as Midterm elections

Os leitores habituais sabem que sou um "sucker for forecasts". De tal maneira que até me abalancei a fazer, com o LA-C, uma sobre Portugal (que, num certo sentido, não correu nada mal). Há dias, estive no painel da APSA onde se apresentaram as previsões para as próximas eleições no Congresso americano. Aqui encontram um óptimo resumo daquilo a que assisti. Resumindo ainda mais, três prevêm controlo Republicano, enquanto duas antecipam controlo Democrata (e uma mais recente junta-se àquelas que antecipam controlo Republicano).

Convém lembrar, contudo, a história contada por Gary Jacobson, o comentador no painel. Antes das eleições de 2006, Jacobson estimou cinco modelos diferentes, com pressuposições e variáveis diferentes, todos eles com bons indicadores de ajustamento aos dados e capacidade de "previsão" de resultados passados. Resultaram daqui cinco previsões bastante diferentes para 2006. Jacobson escreveu cada um dos modelos e dos resultados previstos em cinco folhas de papel diferentes, e seguiu para um jantar/ceia com amigos na noite eleitoral. Obtidos os resultados, tirou um dos cinco papéis do bolso e disse "Vêem, acertei!". Pelo que estas coisas devem ser tomadas, digamos assim, cum grano salis.