quarta-feira, fevereiro 02, 2011

A dimensão dos parlamentos, 2

O gráfico no post anterior suscitou vários comentários no que respeita à validade da medida, quer aqui quer noutros blogues. Se alguns destes países têm câmaras altas, não seria de incluir os seus membros na análise? Vejamos primeiro o que resulta daí:



Em comparação com o gráfico anterior vemos, por exemplo, que Portugal sobe - se se pode dizer assim - no ranking dos países com menos deputados em relação à sua população, por ter um parlamento unicamaral. Já o Reino Unido, por exemplo, desce bastante, por ter uma Câmara dos Lordes com nada menos que 733 membros, e o mesmo sucede com a França, ainda que em menor grau.

Não digo que não seja vantajoso ver as coisas desta forma também. Mas há um problema em incluir 2ªs câmaras. Há parlamentos com bicamaralismo simétrico - duas câmaras com poderes equivalentes, tal como em Itália - e outros com bicamaralismo assimétrico - onde a câmara baixa é predominante, tal como em Espanha. Enquanto que se pode genericamente dizer que todas as câmaras baixas têm poderes equivalentes - há diferenças, mas são, deste ponto de vista, finas - o mesmo não se pode dizer sobre as câmaras altas. Ainda por cima, enquanto os membros das câmaras baixas são invariavelmente eleitos - em eleições mais ou menos livres e justas, agora não vem ao caso - o mesmo não sucede com os membros das câmaras altas. Em Espanha, para não ir muito mais longe, uma parte do Senado não é eleita directamente. E no Reino Unido, não há um único membro eleito.

Isto é um problema? Depende da perspectiva e daquilo que se quer fazer com os dados. Mas como eu não quis fazer nada com eles para além de os dar a conhecer, agradeço os comentários e a oportunidade de os mostrar deste segundo ponto de vista.

Houve ainda quem tenha assinalado a existência de parlamentos sub-nacionais e de como a sua não inclusão nestas contas invalida a comparação. Aí terei de discordar. Acharia muito interessante que se recolhessem dados que comparem a dimensão total do pessoal político eleito em diferentes países (talvez existam). E é provável que haja uma correlação negativa entre a dimensão relativa dos parlamentos nacionais e a existência e número de deputados sub-nacionais. É óbvio que, para países muito grandes, este rácio população/deputados deverá sempre ser maior que para países pequenos, quanto mais não seja por limitações físicas quanto ao número de pessoas que se consegue pôr num parlamento. E países de grandes dimensões tendem também, naturalmente, a ter divisões territoriais políticas sub-nacionais e, logo, órgãos representativos a esse nível. Etc. Mas dizer que não se pode comparar a dimensão relativa dos parlamentos nacionais sem tomar em conta deputados sub-nacionais é a mesma coisa que dizer que não se pode contar o número de laranjas numa caixa sem contar também as maçãs. São ambos frutos, mas frutos diferentes.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

A dimensão dos parlamentos

A propósito destas afirmações de Jorge Lacão, defendendo uma redução do número de deputados de 230 para 180, um gráfico rapidamente cozinhado a partir da base de dados da União Interparlamentar e da Wikipedia (população): para cada país europeu, a população a dividir pelo número de deputados na câmara baixa (ou única, em países unicamarais), em milhares. Portugal aparece duas vezes, com 230 e 180:

terça-feira, janeiro 25, 2011

Os mistérios insondáveis da abstenção em Portugal

"É difícil traçar um perfil do abstencionista. Falta em Portugal um instituto de estatística de opinião, uma entidade estatal que faça inquérito sistemáticos aprofundados - as empresas de sondagens são privadas e funcionam à velocidade que os media e os partidos precisam delas."

Eu concordo que falta sempre muita coisa para qualquer coisa. Mas também não é preciso exagerar (se me perdoarem os shameless plugs pelo meio):

1.  As eleições de 25 de Abril: geografia e imagem dos partidos.
2. Geografia Eleitoral.
3. L'abstention electorale au Portugal : 1975-1980.
4. Atitudes, opiniões e comportamentos políticos dos portugueses : 1973-1993 : cultura política e instituições políticas, evolução e tipologia do sistema partidário, afinidade partidária e perfil dos eleitores.
5. Desigualdade, desinteresse e desconfiança: a abstenção nas eleições legislativas de 1999.
6. Participação e abstenção nas eleições legislativas portuguesas, 1975-1995.
7. A abstenção eleitoral em Portugal.
8. Redes sociais e participação eleitoral em Portugal.
9. A abstenção nas eleições legislativas de 2002.
10. O exercício da cidadania política em Portugal.
12. Declining Portuguese voter turnout: political apathy or methodological artifact?
12. Second Order Elections and Electoral Cycles in Democratic Portugal, 1975-2002.
13. Portugal at the Polls.
14. Quem se abstém?

Para não falar das coisas ainda mais interessantes, as que comparam a abstenção em Portugal com as de outros países em diferentes eleições, e que são tantas, tantas, mas tantas que me limito a pôr isto. E também não vejo de onde vem a coisa da "entidade estatal". Que "instituto estatal" foi preciso nos Estados Unidos para produzir estas 90.000 referências?

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Marktest, 14-16 Jan, N=802, Tel.

PSD: 46%
PS: 26%
CDU: 7,8%
CDS-PP: 7%
BE: 6%

Aqui.

Intercampus, 16-19 Jan, N=1004, Presencial

PSD: 36,8%
PS: 30,8%
BE: 7,3%
CDU: 7,1%
CDS-PP: 5,8%

Aqui.

Eurosondagem, 19-21 Jan, N=1548, Tel.

PSD: 37,4%
PS: 30,3%
CDS-PP: 9,6%
BE: 9,3%
CDU: 8,4%
OBN: 5,0%

Aqui.

Rescaldo

Sondagens pré-eleitorais. Se compararmos os resultados das sondagens com os resultados nacionais, ficamos assim:






Mas tendo em conta que as sondagens foram conduzidas no continente, e que houve diferenças consideráveis entre os resultados eleitorais no continente e os resultados nas regiões autónomas, uma comparação mais adequada será esta:






Sem surpresas, o desvio entre intenções de voto e resultados eleitorais diminui quando os resultados de referência são os do continente, ou seja, os do verdadeiro universo das sondagens em causa.

O mesmo género de fenómeno ocorre nas sondagens à boca das urnas:


Comparar com 2001 (aqui e aqui) e com 2006 (aqui e aqui).

O Luís aborda a nossa previsão aqui e aqui.

E dois prémios:

1. Prémio A nossa sondagem é a melhor exceptuando aquela outra.

2. Prémio Melhor peça jornalística sobre sondagens escrita com gerador de palavras aleatórias.

Calamidades que por acaso não aconteceram

Ontem, o MAI desvalorizou o impacto na abstenção das dificuldades sentidas pelos portadores do cartão do cidadão: "Este problema só se verificou a partir das 13h00 e ao meio-dia já tínhamos uma afluência menor do que a de 2006 e não havia nenhum problema".

Mas o verdadeiro problema, claro, não tem nada a ver com a abstenção. Tem a ver com a possibilidade de que tivessem ocorrido os seguintes resultados eleitorais:

Cavaco: 50,1%

Cavaco: 49,9%

Cavaco: menos de 50.
Alegre: 19,8%
Nobre: 19,7%

Imaginem o problema que teríamos em mãos neste momento se uma destas coisas tivesse acontecido...

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Resumindo e concluindo

Como costuma suceder, há uma convergência (relativa) das sondagens nesta fase final. Quatro colocam Cavaco Silva abaixo dos 60%, depois de meses onde foi frequente encontrar resultados completamente discrepantes. Quatro colocam Alegre algures entre 20 e 25%. Todas colocam Nobre acima dos 10%. Quatro colocam Francisco Lopes acima dos 5%. Há casos onde as diferenças entre as últimas cinco sondagens são, tomando em conta a dimensão das amostras, estatisticamente significativas. Mas são raros. A Marktest, claro, está aqui um pouco como outlier. Mas também já estava nas Europeias e depois foi o que se viu. Cuidado com as precipitações.

Nos comentários perguntam-me muito se acho que estes resultados sugerem que Cavaco Silva se salvará de uma 2ª volta. É uma pergunta interessante, porque denuncia o que me parece ser uma boa tendência: uma abordagem mais informada e realista das sondagens. Ninguém colocou este tipo de pergunta nas últimas Europeias. Mas as pessoas vão percebendo que há eleições onde só se pode ficar muito surpreendido se os comportamentos das pessoas no dia das eleições acabarem por ser muito diferentes das intenções captadas através de as amostras  antes das eleições. É esse o caso das legislativas, ou das presidenciais onde o presidente em exercício não concorre, mais competitivas e com menor abstenção. E vão também percebendo que há outras eleições onde os comportamentos dos eleitores - votar ou não votar, votar em quem - podem acabar por ser relativamente diferentes das intenções captadas em sondagens. Desde que tenho este blogue - há seis anos - venho avisando que isso tende a acontecer mais em eleições com favoritos claros e elevada abstenção. É o caso destas presidenciais, assim como - pelo lado da abstenção sempre, e pelo lado dos favoritos claros algumas vezes - as europeias. É por isto que nos devemos tentar recordar das presidenciais de 2001. Em média, as estimativas de intenção de voto para Sampaio andavam pelos 65%, mas o resultado das eleições esteve 10 pontos abaixo. Muitas pessoas se lembraram disso nesta campanha, e é bom que nos preparemos para a possibilidade de um fenómeno semelhante.

Mas prepararmo-nos para um fenómeno semelhante não significa que ele vá acontecer. As empresas de sondagens sabem perfeitamente disto e têm teorias, mais ou menos desenvolvidas, sobre as razões por que estas coisas sucedem. Logo, é natural que introduzam alterações na maneira como fazem as coisas para evitarem discrepâncias entre intenções de voto e comportamentos. A alteração com maiores efeitos potenciais, creio, é tentar ter um bom "modelo" (mais ou menos complexo) do que é um votante provável. Sabemos que muitas pessoas que nos dizem que irão votar não o vão fazer, e isso é tanto mais verdade quanto menos competitiva e mobilizadora for a eleição. Se essas pessoas foram diferentes daqueles onde há consistência entre intenções e comportamentos, o resultado inevitável são desvios para além do que seria justificável à luz do erro amostral. Mas o que lhes fazer, como apurar o que é uma intenção que se realizará com elevada probabilidade, o que fazer aos que se declaram indecisos, são opções que não estão escritas na pedra: estudam-se, debatem-se, aprendem-se, adaptam-se e permanecem controversas. Para além disso, as empresas lutam contra uma tendência crescente: erros de não-contacto e erros de não-resposta, ou seja, a dificuldade cada vez maior em contactar aqueles que deveriam ser inquiridos e obter deles colaboração para a realização das sondagens. As últimas europeias sugerem que, sejam quais foram as soluções que tenham sido adoptadas, estão longe de serem infalíveis. E sugerem também que, em última análise, pode não haver nada a fazer, em determinadas circunstâncias, para vencer o incontornável: uma sondagem mede intenções e os resultados eleitorais resultam de comportamentos posteriores. Intenções comportamentais e comportamentos são coisas muito fortemente relacionadas, mas diferentes e não perfeitamente relacionadas, como de resto a investigação sobre o comportamento dos consumidores já aprendeu há muito tempo.

Tudo isto para dizer que devemos estar preparados para tudo. A minha impressão - mera impressão - é que o fenómeno de "sobrestimação" (vamos chamar-lhe assim) do vencedor não deverá ter o mesmo tipo de magnitude que teve em 2001, em parte porque acredito que as empresas estão a tomar medidas no sentido de melhorar a forma como lidam com a inconsistência dos eleitores e em parte também devido àquilo que expliquei logo de início: se os apoiantes do favorito tiverem desta vez a noção de que a vitória à 1ª volta não está garantida pelas sondagens, é natural que não se desmobilizem da mesma forma. Mas veremos se a minha impressão se confirma. E outra coisa que me deixa muito curioso é saber como se vai portar isto. Looking good.

E o resto é votar no Domingo e pronto.

Tendências




















A ausência de José Manuel Coelho não é má vontade, mas apenas consequência de haver muito poucas observações e muito concentradas no tempo. Não faria sentido incluí-lo.

P.S. - A nova versão, com legenda, é dedicada ao @brunolucas.
P.P.S. - E a linha dos 50% ao @ssn. Mais pedidos?

Quadro final

A sondagem do Metro

Perguntam-me o que acho da sondagem do Metro: esta. O jornal explica que é uma sondagem a leitores, e faz bem. É pena isso não estar assinalado na 1ª página e aparecer enterrado num textinho na página 3, mas enfim. O texto confunde os conceitos de amostra e universo e diz que houve o cuidado de colocar a ordem dos candidatos igual à dos boletins, o que é engraçado, como se isso pudesse ser o maior problema desta brincadeira.

Mas notem o seguinte. Todas as amostras são, de certa forma, voluntárias, pelo que todas têm enviesamentos, representando quem quer responder a sondagens e não a população em geral. Infelizmente, com o aumento das recusas e com a dificuldade em contactar as pessoas, começa a suceder que a diferença entre as sondagens a sério e isto que o Metro aqui faz se está a tornar cada vez menos uma diferença de espécie e cada vez mais uma mera diferença de grau.

O que, por sua vez, tem feito com que alguns pensem que seria melhor assumir as limitações disto tudo, aproveitar a internet e corrigir as distorções com ponderadores. E foi assim que nasceu a You Gov. Nada mau. O futuro talvez passe por muitas coisas como este Metro Life Panel, se bem feito, naturalmente (não estou a dizer que não seja. Não faço ideia).

Uma ideia genial

Pelo menos desde as 23.00h de ontem (como se comprova por este tweet), o jornal Sol tinha na sua 1ª página resultados do que parecia à primeira vista ser uma sondagem. Mas lendo com atenção essa 1ª página, começa-se a inferir algo que depois se confirma na leitura do artigo da autoria do jornalista Manuel Magalhães (sem relação): o Sol não fez qualquer sondagem, e o que apresenta é uma média de cinco sondagens. Há alguns erros na tabela apresentada (não há nenhuma sondagem da Católica que dê 66,7%  a Cavaco Silva, etc.) mas os resultados das últimas cinco parecem correctos.

É uma ideia genial. Na 1ª página, o que parece ser uma sondagem, mas realizada a custo zero. E ainda por cima, a "sondagem" do Sol não vai ser, de certeza absoluta, a mais afastada dos resultados do dia 23. Gente esperta.

Mas espera: os resultados da sondagem da Aximage só foram publicados no Correio da Manhã de hoje. E a sondagem da Católica às duas da manhã de hoje. E a da Eurosondagem à meia-noite. Como é que  o Sol e Manuel Magalhães acharam que tinham o direito a fazer e difundir uma 1ª página na base de informação que estava sob embargo? E como poderá o Sol ter tido acesso a estes resultados para calcular médias e fazer uma 1ª página às 23 de ontem? Haverá algum sítio onde os resultados de todas as sondagens das várias empresas sejam obrigatoriamente conhecidos antes da sua divulgação pública? Deixa-me pensar... Espera... Será? Não é possível...

Uma selva, pura e simples.

Aximage, 10-14 Janeiro, N=1000, Tel.

Cavaco Silva: 54,7% (-2,4)
Manuel Alegre: 25,6% (+4,7)
Fernando Nobre: 10,7% (+2)
Francisco Lopes: 6,3% (?)
Defensor de Moura: 1,8% (-1,3)
José Manuel Coelho: 0,9% (?)

Não está online. A mensagem é igual à das mensagens anteriores (excepto Marktest): Cavaco com menos de 60%; Alegre com mais de 20% mas menos de 30%.

CESOP/Católica, 15-18 Jan, N=4321, Presencial

Entre parêntesis, mudança em relação a anterior sondagem da mesma empresa:
Cavaco Silva: 59% (-4)
Manuel Alegre: 22% (+2)
Fernando Nobre: 10% (+3)
Francisco Lopes: 6% (+3)
José Manuel Coelho: 2%
Defensor de Moura: 1% (=)

Aqui. A estimativa da Católica para Cavaco está significativamente acima da da Intercampus, mas não da da Eurosondagem. Está abaixo da da Eurosondagem para Alegre, mas não é significativamente diferente da da Intercampus. Nobre está, para todos os efeitos, igual nas três últimas sondagens. Lopes está acima para Intercampus, sem diferença significativa entre Católica e Eurosondagem. Nas tendências, iguais em quase tudo, a não ser que, para Católica, Alegre sobe. Mas a última sondagem da Católica foi há mais tempo. Unanimemente a subir, Nobre e Lopes. Unanimemente a descer, Cavaco.

Em suma, as últimas três sondagens estão a dizer-nos coisas muito parecidas.

Eurosondagem, 13-18 Janeiro, N=2063, Presencial

Entre parêntesis, mudança em relação a última sondagem da mesma empresa:

Cavaco Silva: 56,3% (-3,7)
Manuel Alegre: 25,0% (-5)
Fernando Nobre: 10,1% (+5,3)
Francisco Lopes: 5,2% (+0,7)
Defensor de Moura: 2,0% (+1,3)
José Manuel Coelho: 1,4%

Aqui. Para todos os efeitos, esta sondagem diz-nos exactamente a mesma coisa que a da Intercampus, excepto na votação para Francisco Lopes. O que quero dizer com isto é que, tendo em conta a dimensão das amostras, as diferenças entre as proporções estimadas para os 3 primeiros candidatos nas duas sondagens carecem de significância estatística. Para além disso, apontam para as mesmas tendências: Cavaco e Alegre descem, restantes sobem.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Intercampus, 16-19 Janeiro, N=1004, Presencial

Entre parêntesis, mudança desde sondagem anterior da mesma empresa:

Cavaco Silva: 54,6% (-5,5)
Manuel Alegre: 22,8% (-2,5)
Fernando Nobre: 9,1% (+4,9)
Francisco Lopes: 8,2% (+1,9)
José Manuel Coelho: 2,7% (+1,1)
Defensor de Moura: 2,6% (+0,1)

Aqui. A soma disto é 100%.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Taxa de resposta

Como se calcula a taxa de resposta numa sondagem? A taxa de resposta é a percentagem de entrevistas concluídas (802, no caso desta sondagem) em relação a um total que consiste em:

EC: entrevistas concluídas
EP: entrevistas parciais ou incompletas
R: recusas
NC: não-contactos (casos em que se confirma a existência de um inquirido elegível mas com o qual não se consegui estabelecer contacto).

Está explicado aqui.

Marktest, 14-16 Janeiro, N=802, Tel.

Cavaco Silva: 61,5%
Manuel Alegre: 15%
Fernando Nobre: 12,7%
Francisco Lopes: 3,3%
José Manuel Coelho: 2,1%
Defensor de Moura: 1,2%

Aqui. A soma disto dá 95,8%. A notícia reporta que "a percentagem de votos brancos e outros [quais outros?] é de 4,2 por cento". Se os deixarmos de fora, para tornar o resultado comparável com o de uma eleição, ficamos assim (entre parêntesis, comparação com sondagem anterior da mesma empresa):

Cavaco Silva: 64,2% (-14,1)
Manuel Alegre: 15,7% (+0,7)
Fernando Nobre: 13,3% (+9,3)
Francisco Lopes: 3,4% (+2,7)
José Manuel Coelho: 2,2%
Defensor de Moura: 1,3%