sexta-feira, maio 06, 2011

Gráfico actualizado

Óbvio, mas importante

As três sondagens divulgadas hoje têm por base trabalho de campo que terminou antes da divulgação do pacote CE/BCE/FMI. Não esquecer.

Três sondagens três

1. Aximage, 29 Abril - 2 Maio, N=600, Tel.

Antes de distribuir indecisos:
PSD: 31,5%
PS: 28,3%
CDS-PP: 11,2%
CDU: 9,3%
BE: 7,7%
OBN: 4,9%
Indecisos: 7,1%

Resultados comparáveis com resultados eleitorais (e comparação com resultado anterior da Aximage):
PSD: 33,9% (-2,9)
PS: 30,5% (+0,4)
CDS-PP: 12,1% (+0,7)
CDU: 10,0% (+1,0)
BE: 8,3% (+1,4)
OBN: 5,3% (-0,5)

2. CESOP/Católica, 30 Abril - 1 Maio, N=1370, Presencial
PS: 36% (+3)
PSD: 34% (-5)
CDS-PP: 10% (+3)
CDU: 9% (+1)
BE: 5% (-1)
OBN: 6% (-1)

3. Eurosondagem, 28 Abril - 3 Maio, N=2048, Presencial
PSD: 35,8% (-0,6)
PS: 32,5% (-0,2)
CDS-PP: 11,1% (-0,2)
CDU: 7,7% (-0,1)
BE: 6,6% (-0,3)
OBN: 6,3% (+1,3)

quinta-feira, maio 05, 2011

Pool

Está aqui um ficheiro com todas as apostas registadas (são 101, incluindo a minha). Verifiquem, para o caso de haver lapsos. Não considerei apostas que somassem mais de 100% ou que apostassem em menos de 5 partidos. Arrendondei tudo a números inteiros.

Média e desvio-padrão:
PSD: 34,1 (2,6)
PS: 32,2 (2,8)
CDS-PP: 11,9 (2,1)
CDU: 8,4 (1,0)
BE: 7,1 (1,3)

Estava curioso para saber se haveria diferenças significativas entre estimativas antes e depois do anúncio do pacote EU/FMI na 3ª feira.  A resposta é não, a não ser num caso: o PSD. Pré-pacote: 34,5. Pós-pacote: 33,4. A diferença é estatisticamente significativa com p<0,07. Restantes médias pré- e pós-pacote:

PS: 32,1 / 32,4
CDS-PP: 11,7 /12,2
CDU: 8,3 / 8,6
BE: 7,0 / 7,3

Um livro























Não é o livro que ando a querer escrever há uns anos sobre sondagens, eleições e opinião pública. Esse seria um livro mais técnico, destinado a uma audiência especializada. Mas ainda não tive tempo para esse. Tenho-o antes "escrito" a pouco e pouco, em fragmentos, com a ajuda de outras pessoas, em artigos com este, este ou este. Um dia aparecerá.

Este, pelo contrário, é um livro breve (100 páginas), pouco técnico (na medida do possível) e destinado a uma audiência interessada mas não especializada. Discute coisas como o conceito de erro amostral, as outras fontes de erro em sondagens, as implicações de se colocarem perguntas desta ou daquela forma, e os usos das sondagens e dos seus resultados. E fá-lo recorrendo a exemplos simples e concretos, retirados de sondagens feitas em Portugal e, noutros casos, nos Estados Unidos. Assim, em certo sentido, o livro é uma extensão deste blogue, nos temas e até no estilo. Esteve, de resto, para se chamar Margens de Erro, e só não se chama assim porque, obviamente, a maior parte das pessoas não teria a mínima ideia do que isso quereria dizer.

Há dois tipos de atitude que encontramos frequentemente em relação às sondagens em Portugal. A primeira é a aceitação crítica dos números como se eles reflectissem uma qualquer "verdade" absoluta e inalterável. Mas basta perceber o que é uma sondagem, olhar para os detalhes sobre como são feitas e as limitações que eles implicam e ter alguma noção do que significa "opinião pública" para perceber como essa aceitação acrítica é deslocada. A segunda é a rejeição total das sondagens, frequentemente acompanhada de acusações muito graves mas nunca fundamentadas de adulteração e manipulação dos resultados. Mas basta olhar para a forma como essas acusações são feitas e olhar para os resultados das sondagens com mínima sofisticação para perceber que o objectivo dessas acusações é, aí sim, manipular e condicionar os eleitores na sua leitura dos dados disponíveis, por muito frágeis e precários que esses dados possam ser. Uma e outra atitudes, um e outro tipos de discurso, são muito nocivos para a qualidade do debate público sobre as sondagens, mas só acabam por ser eficazes se contarem com o desconhecimento dos cidadãos. Logo, a motivação básica para escrever o livro foi simples, e é a mesma que me leva a manter este blogue: contribuir, modestamente, para diminuir esse desconhecimento e, logo, contrariar esse tipo de atitudes e discursos.

O livro vai ser lançado no próximo dia 18, 4ª feira, às 17h,  no Instituto de Ciências Sociais (a final da Liga Europa é só às 19.30h :-)). Estão todos convidados. Dia 19 estará nas livrarias e no dia 26 de Maio será vendido com a revista Visão, à qual desde já agradeço. E aproveito também para repetir um outro agradecimento que já faço no livro: a todos aqueles que têm comentado, directamente ou por e-mail, as coisas que foram sendo escritas neste blogue. Aprendi muito com esses comentários, críticos ou não.

P.S. - Sei que é difícil, mas procurem resistir à tentação de fazer comentários sobre a cor da capa.

Sobre as eleições de 5 de Junho, em inglês

A minha interpretação dos acontecimentos - so far - no The Monkey Cage.

quarta-feira, maio 04, 2011

Ainda mais pool

É interessante como à medida que aumentam as apostas os valores médios praticamente não mexem. Neste momento estamos com 71 apostas e com os seguintes resultados (média e desvio-padrão):

PSD: 34,3 (2,5)
PS: 32,2 (2,7)
CDS-PP: 11,8 (2,2)
CDU: 8,3 (1,0)
BE:7,0 (1,3)

Depois de dia 5 vamos tentar olhar para isto de uma maneira ligeiramente mais sofisticada. E estou para ver se as que forem enviadas depois do pacote são significativamente diferentes...

terça-feira, maio 03, 2011

O referendo no Reino Unido

Na próxima 5ª feira, os britânicos vão votar num referendo sobre a adopção do chamado "voto alternativo", em substituição do sistema maioritário uninominal agora existente. A pergunta:

"At present, the UK uses the 'first past the post' system to elect MPs to the House of Commons. Should the 'alternative vote' system be used instead?"

O "voto alternativo" é um sistema através do qual os eleitores, em vez de escolherem apenas um candidato no seu voto, podem exprimir uma ordenação de preferências. Isto está longe da representação proporcional que os Liberais Democratas tinham prometido, mas foi o compromisso possível. O contexto do referendo está muito bem explicado nesta entrada na Wikipedia, incluindo as posições dos diferentes partidos. Ver também este artigo.

O que dizem as sondagens? Basicamente, que o Não deverá ganhar, especialmente as sondagens conduzidas desde meados de Abril. Mas é interessante a inconsistência entre as diferentes estimativas, porventura resultado do facto de o referendo ir ser caracterizado por uma enorme abstenção.

domingo, maio 01, 2011

Mais pool

Enquanto não há mais sondagens, resta-me este entretenimento. Alguns problemas:

1. Casas decimais: será feito arredondamento.
2. Apostas incompletas: não serão consideradas.
3. Apostas que somam mais de 100%: não serão consideradas.
4. Apostas que somam 100% sem OBN: não estão a perceber a coisa.

Aqueles que estão nas condições anteriores podem rever aposta. Digam se assim quiserem. Seja como for, dia 5 torno acessível uma folha de Excel com todas as apostas para que possam confirmar se as registei correctamente.

Resultados até ao momento com 47 apostas, média (e desvio-padrão):

PSD: 34,4 (2,3)
PS: 32,2 (2,8)
CDS-PP: 11,5 (2,0)
CDU: 8,4 (0,9)
BE: 7,1 (1,3)

Em relação ao post anterior, o número de submissões quase duplicou, mas quase nada mudou em relação às médias.

sábado, abril 30, 2011

A pool até ao momento

Um total de 26 submissões. Um participante enviou duas, pelo que só considerei a primeira. E outro enviou estimativas que somam 110%, pelo que não as considerei.

Média (e desvio-padrão):
PSD: 34,4 (1,7)
PS: 32,0 (2,4)
CDS-PP: 11,4 (1,6)
CDU: 8,5 (0,9)
BE: 7,0 (0,8)

PSD à frente de PS: 17 em 26
CDU à frente de CDS: 0 em 26
BE à frente de CDU: 0 em 26

quinta-feira, abril 28, 2011

Pool de apostas eleitorais e um prémio

Assim de forma meio espontânea, iniciou-se nos comentários ao post abaixo uma pool de previsões eleitorais. Até eu, agora que já não tenho responsabilidades enquanto produtor de sondagens, me arrisquei, e sem econometria desta vez (ou melhor, só com um bocadinho pequenino, depois explico).  Já agora, porque não institucionalizar isto mais um pouco? Deixem as vossas apostas nos comentários a este post.

Regras:
1. Querem-se estimativas, sem casas decimais, para resultados de PSD, PS, CDS-PP, CDU e BE. A soma destas estimativas com os resultados dos restantes partidos, brancos e nulos será de 100%.
2. Os resultados serão comparados com os provisórios que irão estar disponíveis no site congénere deste às 10 horas da manhã no dia 6 de Junho. Bem sei que há Europa e fora da Europa, e boicotes e resultados definitivos e tal, mas é preciso apurar um vencedor no dia seguinte ou isto não tem piada nenhuma.
3. Será enviado um prémio ao leitor cuja previsão tenha um menor desvio absoluto médio em relação aos resultados dos cinco partidos. Esse prémio é um livro intitulado "Sondagens, eleições e opinião pública", a ser editado nesta colecção durante o mês de Maio e da autoria de alguém que vocês já podem imaginar quem será. Capa dura e autografado. O correio vai ser mais caro que o livro mas enfim. Se esse leitor quiser permanecer anónimo não lhe posso enviar o prémio, mas envio ao 2º mais próximo, etc...e por aí fora.
4. No caso de empates no 1º lugar, enviarei exemplares a todos os 1ºs classificados.
5. Se se constatar que, após publicação de resultados definitivos em D.R., havia outro concorrente que afinal ficou mais perto, recebe um livro também. Vão é ter de me avisar que eu não vou apurar isso. 


ADENDA: Data limite para submissão de previsões: 5 de Maio de 2011, 20h.

terça-feira, abril 26, 2011

Gráfico actualizado



















Já conta com as últimas sondagens da Marktest e da Eurosondagem. Se tomarmos em conta os house effects, as mudanças de Março para Abril:
PSD: -3,8
PS: +4,2
CDS-PP: estável
CDU: estável
BE: -0,8

sexta-feira, abril 22, 2011

quinta-feira, abril 21, 2011

Marktest, 11-13 Abril, N=803, Tel. (Actualizado)

PS: 36,1% (+11,6)
PSD: 35,3% (-11,4)
CDU: 8,1% (+1,4)
CDS-PP: 7,5% (+1,3)
BE: 6,0% (-2,9)
OBN: 7,0% (+0,1)

Aqui.

Vale a pena olhar para os resultados brutos, ou seja, antes de distribuição de indecisos e de "correcção" (por ajustamento em relação a eleições anteriores) dos votos brancos e nulos:

PS: 18,6% (+4,8)
PSD: 18,1% (-8,1)
CDU: 4,2% (+0,5)
CDS-PP: 3,9% (+0,4)
BE: 3,1% (-1,9)
OBN: 10,2% (+1,1)
Não voto: 5,5% (-4,6)
Não sabe/Não responde: 36,4% (+7,8)

terça-feira, abril 12, 2011

Easter break

Nos próximos dias, vou estar sentado a esta porta à espera que se concretize a miraculosa reserva. Este blogue regressa dia 24.

Em checo, moc se mi líbí pero



Via @ChicodeOeiras

Gráfico actualizado

Já com a última sondagem da Intercampus:




















Para termos uma ideia de mudanças recentes, podemos estimar as intenções de voto para PSD e PS controlando house effects (com Eurosondagem como categoria de referência):

PSD: Março: 39,7; Abril: 36,6
PS: Março: 30,5; Abril: 33,6

Mas só temos 2 sondagens de Abril e o mês não terminou.

segunda-feira, abril 11, 2011

As últimas 4 sondagens de 4 empresas diferentes

PSD: [36,8% - 37,3% - 38,7% - 39%] – amplitude: 2,2 p.p.
PS: [30,1% - 30,4% - 33% - 33,1%] – amplitude: 3 p.p.
CDS-PP: [7% - 9,4% - 10,7% - 11,4%] – amplitude: 4,4 p.p.
CDU: [8% - 8,1% - 8,4% - 9%] – amplitude: 1 p.p.
BE: [6% - 6,9% - 7,6% - 7,7%] – amplitude: 1,7 p.p.

Vantagem PSD sobre PS:

Eurosondagem: +6,9 pontos
Aximage: +6,7 pontos
CESOP/Católica: +6 pontos
Intercampus: +5,6 pontos

Não incluo a última da Marktest pelo simples facto de ser anterior à demissão do governo. Num post anterior, sugeri que a admissão da necessidade financiamento externo poderia afectar o PS. Mas a última sondagem da Intercampus, cujo trabalho de campo começou já depois, não mostra nem vislumbre disso.

Intercampus, 8-10 Abril, N=805, Tel

PSD: 38,7% (-3,5)
PS: 33,1% (+0,3)
CDS: 9,4% (+0,7)
CDU: 8,1% (+1,0)
BE: 7,6% (-0,3)

Aqui.

Projectando deputados com swing proporcional (explicado aqui) temos:

PSD: 102
PS: 82
CDS: 17
CDU: 15
BE: 14

Mas atenção que o exercício tem muitas limitações.