Com a sondagem de ontem, e dependendo do que se siga hoje e nos próximos dias, a ideia de que o debate Sócrates/Passos Coelho pode ter afectado as intenções de voto vai fazer o seu caminho. Mas algumas notas sobre o assunto:
1. O CESOP fez-me chegar o relatório síntese da sondagem feita após o debate. É exactamente a mesma informação, e nada mais, do que está depositado na ERC e será disponibilizado no seu site, pelo que não tenho acesso a informação privilegiada. E os resultados são muito interessantes: a "vitória" de Passos dá-se por duas razões. Primeiro, enquanto que 74% dos simpatizantes do PS acharam que Sócrates ganhou, 88% dos simpatizantes do PSD acharam que Passos ganhou. Entre os restantes, houve empate para 21%, 34% achou que Sócrates ganhou e 34% achou que Passos ganhou. Segundo, ao contrário do que sucede na população em geral, a amostra daqueles que assistiram ao debate tem mais simpatizantes do PSD que do PS. Por outras palavras:
- houve exposição selectiva: o debate atraiu desproporcionalmente os eleitores que se identificam com o PSD;
- entre os que assistiram, as prediposições dos eleitores fiéis ao PSD foram mais reforçadas pelo debate do que as dos eleitores fiéis ao PS;
- logo, o resultado final é que, das pessoas que assistiram, há mais gente que acha que PPC ganhou do que JS ganhou.
Entre os que simpatizam com outros partidos e os que não simpatizam com partido algum, 71% disseram que o debate não contribuiu para definir a sua intenção de voto.
2. A investigação sobre a matéria nos Estados Unidos é, como de costume, imensa. Um resumo possível das conclusões é que o efeito dos debates nas intenções de voto é real, mas a sua dimensão é muito heterogénea de estudo para estudo e de eleição para eleição. Mais interessante é a possibilidade de que os debates afectem indirectamente o voto, ao mudarem os temas de relevância para as pessoas e a sua percepção da personalidade dos candidatos (mas não a percepção da sua competência). Em geral, contudo, o cânone sobre isto - e a ideia que muitos tentam refutar, mas raramente com sucesso - é que os debates reforçam preferências pré-existentes e têm um efeito líquido de conversão de eleitores bastante pequeno.
3. Tom Holbrook, o autor do excelente Do Campaigns Matter?, mostrava há uns anos que "the norm is for very little swing in candidate support following debates. Across all thirteen presidential debates the average absolute change in candidate support was 1 percentage point."
4. Em Portugal, o que se sabe? Cito Eduardo Cintra Torres num estudo empírico neste livro:"os debates servem funções de reforço e de certeza de voto, não sendo possível confirmar estatisticamente com as fontes disponíveis uma ligação a um efeito de conversão do eleitorado" (p. 102). Mas ECT avisa também que "não só cada eleição é um caso, como cada candidato deve se tratado como um caso". Daqui a dias talvez tenhamos uma visão mais clara do que se pode estar a passar em 2011.
P.S.- A culpa é toda minha, porque usei neste post o termo "ganhar o debate". Peço desculpa. Na verdade, o que a sondagem pergunta é "quem é que lhe parece que esteve melhor no debate de hoje?", tal como tinha mostrado aqui. Importa também dizer que a sondagem colocou perguntas sobre quem tem melhores propostas para diferentes áreas. Não sei se isto muda muito estas reflexões, mas era só para clarificar.
terça-feira, maio 24, 2011
Sondagens e os "outros": uma sugestão
O que está aqui em cima é uma parte de um quadro de relatório-síntese de uma das sondagens que fiz para a Católica há uns anos. Queria chamar a atenção para o asterisco referente a "outros": dá-se a informação do número de inquiridos na amostra que declara tencionar votar em partidos que não os cinco principais. Comecei a fazer isto inspirado pelas sondagens em França, onde esta informação é também facultada. Eu acho que isto devia ser sistematicamente mostrado. É perfeitamente compreensível e correcto que as sondagens não apresentem resultados percentuais para partidos que valem menos de 1% das intenções de voto. Mas os "pequenos partidos" já têm obstáculos suficientes para fazer passar as suas ideias para ainda por cima as sondagens fazerem de conta que eles não existem. Não custa nada dar esta informação, desta ou de outra maneira qualquer que se entenda mais apropriada. Mas dá-la.
segunda-feira, maio 23, 2011
Intercampus, 18-22 Maio, N=1021, Tel.
PSD: 39,6% (+ 3,5)
PS: 33,2% (- 2,2)
CDS-PP: 12,1% (- 0,5)
CDU: 6,6% (- 0,9)
BE: 5,6% (-0,6)
Aqui. A comparação é com a sondagem cujo trabalho de campo terminou a 15 de Maio.
PS: 33,2% (- 2,2)
CDS-PP: 12,1% (- 0,5)
CDU: 6,6% (- 0,9)
BE: 5,6% (-0,6)
Aqui. A comparação é com a sondagem cujo trabalho de campo terminou a 15 de Maio.
House effects
Esqueçam a questão da percentagem de intenções de voto em cada partido. Coloquem uma outra questão: qual foi a evolução ao longo do tempo para cada um? Subiu, desceu, quando? O que tenho abaixo é um gráfico que mostra a tendência para cada partido, a partir de estimativas para cada mês (e para a 1ª e 2ª metades de Maio) "limpas" de house effects. A distribuição, a ordem dos partidos no gráfico (é a dos resultados eleitorais de 2009), etc, mais uma vez repito, nada disso é importante aqui: dependendo da empresa que colocamos como categoria de referência, essas distribuições mudam. Mas a evolução de um momento para o outro é sempre igual independentemente disso.
O gráfico mostra que a grande descida do PSD ocorre de Março para Abril, e que é concomitante com uma subida do PS no mesmo período. O PSD continua a descer de Abril para a 1ª metade de Maio, e desta vez essa descida é concomitante não com uma nova subida do PS mas com uma subida do CDS-PP. Subida essa que continua quando comparamos as sondagens da 1ª metade com Maio com as mais recentes, ao passo que o PS dá sinais (ligeiros) de descida. Dito isto, a "2ª metade de Maio" é um conceito ainda vago e indeterminado, dado que temos apenas duas e o mês ainda não chegou ao fim. Mas estas estimativas usam o facto de essas duas sondagens terem sido feitas pala Intercampus e pela Aximage e tomam em conta o que isso implicou no passado.
É a primeira vez que apresento as coisas assim e isto pode não estar claro. Tentarei explicar melhor se for preciso.
O gráfico mostra que a grande descida do PSD ocorre de Março para Abril, e que é concomitante com uma subida do PS no mesmo período. O PSD continua a descer de Abril para a 1ª metade de Maio, e desta vez essa descida é concomitante não com uma nova subida do PS mas com uma subida do CDS-PP. Subida essa que continua quando comparamos as sondagens da 1ª metade com Maio com as mais recentes, ao passo que o PS dá sinais (ligeiros) de descida. Dito isto, a "2ª metade de Maio" é um conceito ainda vago e indeterminado, dado que temos apenas duas e o mês ainda não chegou ao fim. Mas estas estimativas usam o facto de essas duas sondagens terem sido feitas pala Intercampus e pela Aximage e tomam em conta o que isso implicou no passado.
É a primeira vez que apresento as coisas assim e isto pode não estar claro. Tentarei explicar melhor se for preciso.
domingo, maio 22, 2011
sábado, maio 21, 2011
CESOP/Católica, 21 Maio, N=659, Tel.
Quem esteve melhor no debate?
Passos Coelho: 46,4%
José Sócrates: 33,9%
Empate: 12,7%
Ns/Nr: 7%
O debate contribuiu para definir o seu sentido de voto?
Não: 59,3%
Pouco: 8,6%
Contribuiu ou contribuiu muito: 32%
Quem apresentou as melhores propostas...
Para relançar a economia?
PPC: 50,5%
JS: 25,3%
Ns/Nr: 24,1%
Na saúde?
Para melhorar a vida dos portugueses?
Algumas notas:
- Casas decimais? Ora bolas.
- O universo é o dos eleitores no Continente que viram o debate.
- Tudo isto é interessante, mas mais interessante ainda seria ter cruzamentos disto com identificação partidária, posição ideológica, intenção de votar e intenção de voto. Pode ser que lá estejam quando formos ver o depósito na ERC.
- Esta sondagem devia ter mais destaque noticioso. É raro - e muito difícil - fazer trabalhos destes.
Passos Coelho: 46,4%
José Sócrates: 33,9%
Empate: 12,7%
Ns/Nr: 7%
O debate contribuiu para definir o seu sentido de voto?
Não: 59,3%
Pouco: 8,6%
Contribuiu ou contribuiu muito: 32%
Quem apresentou as melhores propostas...
Para relançar a economia?
PPC: 50,5%
JS: 25,3%
Ns/Nr: 24,1%
Na saúde?
PPC: 44,6%
JS: 32,2%
Ns/Nr: 23,2%
Para melhorar a vida dos portugueses?
PPC: 47,8%
JS: 23,1%
Ns/Nr: 29,1%
Aqui.
Algumas notas:
- Casas decimais? Ora bolas.
- O universo é o dos eleitores no Continente que viram o debate.
- Tudo isto é interessante, mas mais interessante ainda seria ter cruzamentos disto com identificação partidária, posição ideológica, intenção de votar e intenção de voto. Pode ser que lá estejam quando formos ver o depósito na ERC.
- Esta sondagem devia ter mais destaque noticioso. É raro - e muito difícil - fazer trabalhos destes.
A situação
Das oito sondagens (com amostras independentes) conduzidas em Maio, temos como média:
PSD: 35,5%
PS: 33,8%
CDS-PP: 11,5%
CDU: 7,9%
BE: 6,2%
Dito isto, importa não esquecer que o conjunto de todas estas sondagens de Maio representa já uma "amostra" de quase 8000 pessoas e que, desse ponto de vista, poder-se-ia dizer, sob certos pressupostos, que a vantagem do PSD é pequena mas estatisticamente significativa.
PSD: 35,5%
PS: 33,8%
CDS-PP: 11,5%
CDU: 7,9%
BE: 6,2%
Dito isto, importa não esquecer que o conjunto de todas estas sondagens de Maio representa já uma "amostra" de quase 8000 pessoas e que, desse ponto de vista, poder-se-ia dizer, sob certos pressupostos, que a vantagem do PSD é pequena mas estatisticamente significativa.
Mais gráficos
Chamaram-me muito a atenção comentários que, baseados no gráfico anterior, se referiram a "tendências" e projecções na base dessas tendências. Peço muito cuidado com esse tipo de raciocínio. O gráfico que tenho vindo a apresentar resulta de uma escolha inicial que, não sendo completamente arbitrária (quis que fosse bastante sensível a eventos recentes), não tem nenhum fundamento "absoluto". E a partir dessa escolha inicial tenho apenas sido consistente. Mas reparem no que sucede se eu passar a largura de banda para o smoother de 10% para 20% (ou seja, aumentando as observações recentes que são tomadas em conta):
Já parece algo diferente, correcto? Eu sei que há uma bibliografia sobre selecção de largura de banda para smoothers, mas sinceramente não tenho competência suficiente para isso. Se alguém estiver a ler isto e tenha ideias sobre o assunto por favor diga.
Já parece algo diferente, correcto? Eu sei que há uma bibliografia sobre selecção de largura de banda para smoothers, mas sinceramente não tenho competência suficiente para isso. Se alguém estiver a ler isto e tenha ideias sobre o assunto por favor diga.
sexta-feira, maio 20, 2011
Aximage, 14-18 Maio, N=750, Tel.
PSD: 31,1%
PS: 29,5%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,3%
BE: 5,2%
Indecisos: 8,3%
Aqui. O que acontece se tratarmos os indecisos como abstencionistas, assim tornando os resultados desta sondagem comparáveis com resultados eleitorais e das restantes sondagens?
PSD: 33,9% (=)
PS: 32,2% (+1,7)
CDS-PP: 14,1% (+2,0)
CDU: 8,0% (-2,0)
BE: 5,7% (-2,6)
PS: 29,5%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,3%
BE: 5,2%
Indecisos: 8,3%
Aqui. O que acontece se tratarmos os indecisos como abstencionistas, assim tornando os resultados desta sondagem comparáveis com resultados eleitorais e das restantes sondagens?
PSD: 33,9% (=)
PS: 32,2% (+1,7)
CDS-PP: 14,1% (+2,0)
CDU: 8,0% (-2,0)
BE: 5,7% (-2,6)
Intercampus, 14-19 Maio, N=1018, Tel.
PSD: 35,7% (+1,8)
PS: 34,1% (-2,7)
CDS-PP: 12,8% (-0,6)
CDU: 7,5% (+0,1)
BE: 6,8% (+0,8)
Aqui. A comparação é feita com a sondagem cujo trabalho de campo terminou dia 12 de Maio.
PS: 34,1% (-2,7)
CDS-PP: 12,8% (-0,6)
CDU: 7,5% (+0,1)
BE: 6,8% (+0,8)
Aqui. A comparação é feita com a sondagem cujo trabalho de campo terminou dia 12 de Maio.
Um comentário
"O programa Opinião Pública desta tarde na SIC Notícias, está a perguntar aos tele-espectadores se acreditam na possibilidade de "empate técnico" nas eleições 'tal como apontam as sondagens'."
Acrescento apenas que, apesar deste fascinante tema não receber suficiente atenção no debate público em Portugal, há pelo menos um importante precedente.
Acrescento apenas que, apesar deste fascinante tema não receber suficiente atenção no debate público em Portugal, há pelo menos um importante precedente.
As "tracking polls"
Com as sondagens feitas pela Intercampus para a TVI e o Público e com o que está previsto a partir da próxima semana por parte da Eurosondagem para a SIC e o Expresso, a questão do que é uma "tracking poll" volta a levantar-se. Uma boa maneira de começar a perceber bem do que se trata é ler esta nota da CNN sobre o assunto. Mas deixem-me que cite a melhor fonte sobre o tema para este efeito, o muito útil e acessível The Voter's Guide to Election Polls de Michael Traugott e Paul Lavrakas (p. 17, 2ª edição, 2000, tradução minha):
"As tracking polls usam diferentes técnicas metodológicas para produzir estimativas diárias durante as últimas duas a quatro semanas da campanha. Por exemplo, pequenas amostras de inquiridos podem ser contactadas via telefone todos os dias e sujeitos a breves séries de questões. Em si mesmas, estas amostras diárias de 100 a 200 entrevistas são demasiado pequenas para fornecer estimativas precisas do apoio a este ou aquele candidato ou da vantagem de um candidato sobre outro. Logo, as empresas de sondagens facultam médias 'rolantes' de três dias consecutivos de entrevistas para fornecer as estimativas. Assim, entrevistas conduzidas numa 2ª feira em Outubro contribuem para a produção de estimativas de períodos de três dias cobrindo Sábado-Domingo-2ª feira, Domingo-2ª feira- 3ª feira, e 2ª feira-3ªfeira-4ª feira, por exemplo.
Cada uma destas estimativas acaba assim por ser baseada em 500 a 600 entrevistas, agregadas ao longo destes períodos de três dias. Se o candidato A era apoiado por 49% da amostra no Sábado (baseado em 200 entrevistas), 45% da amostra no Domingo (baseado noutras 200 entrevistas) e 47% da amostra na 2ª feira (baseado em 200 entrevistas), o apoio médio para este período, divulgado na 3ª feira, seria 47% (baseado num total de 600 entrevistas)."
Traugott e Lavrakas explicam depois alguns dos problemas que algumas tracking polls podem ter (pp. 17-18):
- como são sondagens feitas numa única noite, podem não empregar os mesmos procedimentos para tentar recontactar os inquiridos quando não foi possível inquiri-los nessa noite;
- algumas empresas, para apressarem o trabalho, não escolhem os inquiridos aleatoriamente;
Eu acrescento:
- estes problemas apontados por Traugott e Lavrakas são problemas potenciais e habituais nos Estados Unidos, não significando isso que sejam problemas intrínsecos às tracking polls;
- o exemplo que dão não reflecte exactamente o que fazem aqui a Intercampus e fará a Eurosondagem, tendo números e períodos temporais diferentes. Mas o princípio é o mesmo;
- as tracking polls devem ser lidas com especial cuidado: se bem que tenham a vantagem de produzir informação diária que pode ser lida como indicando tendências, essas flutuações de dia para dia podem acabar por ser "sobre-interpretadas" como resultantes deste ou daquele facto, quando na realidade podem carecer de qualquer significância estatística.
Em estéreo com o Escrita Política da TSF.
"As tracking polls usam diferentes técnicas metodológicas para produzir estimativas diárias durante as últimas duas a quatro semanas da campanha. Por exemplo, pequenas amostras de inquiridos podem ser contactadas via telefone todos os dias e sujeitos a breves séries de questões. Em si mesmas, estas amostras diárias de 100 a 200 entrevistas são demasiado pequenas para fornecer estimativas precisas do apoio a este ou aquele candidato ou da vantagem de um candidato sobre outro. Logo, as empresas de sondagens facultam médias 'rolantes' de três dias consecutivos de entrevistas para fornecer as estimativas. Assim, entrevistas conduzidas numa 2ª feira em Outubro contribuem para a produção de estimativas de períodos de três dias cobrindo Sábado-Domingo-2ª feira, Domingo-2ª feira- 3ª feira, e 2ª feira-3ªfeira-4ª feira, por exemplo.
Cada uma destas estimativas acaba assim por ser baseada em 500 a 600 entrevistas, agregadas ao longo destes períodos de três dias. Se o candidato A era apoiado por 49% da amostra no Sábado (baseado em 200 entrevistas), 45% da amostra no Domingo (baseado noutras 200 entrevistas) e 47% da amostra na 2ª feira (baseado em 200 entrevistas), o apoio médio para este período, divulgado na 3ª feira, seria 47% (baseado num total de 600 entrevistas)."
Traugott e Lavrakas explicam depois alguns dos problemas que algumas tracking polls podem ter (pp. 17-18):
- como são sondagens feitas numa única noite, podem não empregar os mesmos procedimentos para tentar recontactar os inquiridos quando não foi possível inquiri-los nessa noite;
- algumas empresas, para apressarem o trabalho, não escolhem os inquiridos aleatoriamente;
Eu acrescento:
- estes problemas apontados por Traugott e Lavrakas são problemas potenciais e habituais nos Estados Unidos, não significando isso que sejam problemas intrínsecos às tracking polls;
- o exemplo que dão não reflecte exactamente o que fazem aqui a Intercampus e fará a Eurosondagem, tendo números e períodos temporais diferentes. Mas o princípio é o mesmo;
- as tracking polls devem ser lidas com especial cuidado: se bem que tenham a vantagem de produzir informação diária que pode ser lida como indicando tendências, essas flutuações de dia para dia podem acabar por ser "sobre-interpretadas" como resultantes deste ou daquele facto, quando na realidade podem carecer de qualquer significância estatística.
Em estéreo com o Escrita Política da TSF.
quinta-feira, maio 19, 2011
Shares na twitosfera até às 19h de ontem
Totais:
Evolução do share de menções:
Evolução do share de menções positivas:
E uma notícia no jornal i sobre o projecto REACTION.
Evolução do share de menções:
Evolução do share de menções positivas:
E uma notícia no jornal i sobre o projecto REACTION.
quarta-feira, maio 18, 2011
Keeping it (more or less) simple
Média das últimas 5 sondagens conduzidas por empresas diferentes:
PSD: 35,9%
PS: 33,6%
CDS-PP: 11,0%
CDU: 8,1%
BE: 6,2%
Média ponderada (dimensão da amostra) das últimas 5 sondagens conduzidas por empresas diferentes:
PSD: 35,9%
PS: 33,6%
CDS-PP: 11,0%
CDU: 8,1%
BE: 6,2%
Média ponderada (dimensão da amostra) das últimas 5 sondagens conduzidas por empresas diferentes:
PSD: 35,8%
PS: 33,7%
CDS-PP: 10,9%
CDU: 8,0%
BE: 6,1%
Pool de previsões (média):
PSD: 34,2%
PS: 32,2%
CDS-PP: 11,9%
CDU: 8,4%
BE: 7,2%
terça-feira, maio 17, 2011
Menções na twitosfera: evolução do share
Poucas observações? Sem dúvida. Amanhã estas linhas podem ficar bastante diferentes. Mera curiosidade? Talvez. É o que é, para já acho que é a única coisa que se pode dizer.
Bem, talvez mais qualquer coisinha. Paula Carvalho e outros colegas envolvidos no REACTION têm um paper onde analisam comentários a 10 notícias online do Público sobre os debates televisivos para as eleições de 2009. São 2.795 comentários, 3.537 frases anotadas, que foram analisadas manualmente (ao contrário do que temos aqui agora). Foram classificadas em termos dos seus alvos (os líderes) e a sua polaridade ( de "muito negativa" a "muito positiva"). O que descobriram? Entre outras coisas:
1. 60% das frases eram comentários negativos.
2. Sócrates era quem tinha mais comentários negativos, mas...
3. Foi o share de comentários positivos, não o total de comentários ou o saldo entre positivos e negativos, que mais se correlacionou com o voto.
Vamos então ver a evolução do share das menções positivas na twitosfera:
Há uma frase que me irrita brutalmente quando aplicada às sondagens mas que aqui acho que se aplica: isto vale o que vale. Mas com o tempo e a experiência poderemos talvez deixar de a usar e saber melhor o que realmente vale.
segunda-feira, maio 16, 2011
Intercampus, 11-15 Maio, N=1025, Tel.
PSD: 36,1% (-0,1)
PS: 35,4% (+0,3)
CDS-PP: 12,6% (+1,7)
CDU: 7,5% (-0,2)
BE: 6,2% (-0,3)
Por razões já aqui explicadas, a comparação é com a sondagem cujo trabalho de campo terminou a 8 de Maio.
PS: 35,4% (+0,3)
CDS-PP: 12,6% (+1,7)
CDU: 7,5% (-0,2)
BE: 6,2% (-0,3)
Por razões já aqui explicadas, a comparação é com a sondagem cujo trabalho de campo terminou a 8 de Maio.
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