Recebi um e-mail de um leitor com este gráfico. Não fui verificar dados mas suponho serem baseados no quadro no post abaixo com as sondagens das últimas semanas. A "projecção" que o leitor faz para 2011 é simplesmente a média das diferenças passadas entre as médias das intenções de voto e daqueles que acabaram por ser os resultados finais. O leitor informou-me também, com uma clareza que nem sempre ocorre nestas coisas, que é militante do MEP, tendo compreensivelmente grande interesse nesta questão. À vossa consideração.
quinta-feira, junho 02, 2011
Pool
Há uma pessoa que, imagino, gostaria que o resultado de Domingo fosse a média que está neste post.
Actualizações várias
O quadro das sondagens desde meados de Abril. Recordem que estou a considerar apenas amostras independentes no caso das tracking polls:
As tendências mês a mês (e, no final, para a penúltima e última semanas antes das eleições) controlando house effects. PS desce da semana anterior para esta, PSD e CDU (ligeiramente) sobem, CDS pára depois de meses sempre a subir. Mas faltam sondagens.
E um quadro - provisório - com as sondagens das últimas semanas desde 2002. "Última semana" significa que o trabalho de campo terminou a partir do Domingo anterior à eleição:
A incerteza sobre quem lidera as intenções de voto nesta eleição diminuiu muito com as sondagens que foram realizadas a partir do final da semana passada e cujos resultados estamos a conhecer agora.
As tendências mês a mês (e, no final, para a penúltima e última semanas antes das eleições) controlando house effects. PS desce da semana anterior para esta, PSD e CDU (ligeiramente) sobem, CDS pára depois de meses sempre a subir. Mas faltam sondagens.
E um quadro - provisório - com as sondagens das últimas semanas desde 2002. "Última semana" significa que o trabalho de campo terminou a partir do Domingo anterior à eleição:
A incerteza sobre quem lidera as intenções de voto nesta eleição diminuiu muito com as sondagens que foram realizadas a partir do final da semana passada e cujos resultados estamos a conhecer agora.
quarta-feira, junho 01, 2011
Marktest, 28-31 Maio, N=1208, Tel.
PSD: 38,5% (-0,8)
PS: 30,1% (-3,3)
CDS/PP: 9,7% (+0,7)
CDU: 8,5% (+2,0)
BE: 4,5% (-0,3)
Aqui. Comparação com a sondagem da Marktest de 10 de Maio.
PS: 30,1% (-3,3)
CDS/PP: 9,7% (+0,7)
CDU: 8,5% (+2,0)
BE: 4,5% (-0,3)
Aqui. Comparação com a sondagem da Marktest de 10 de Maio.
Eurosondagem, 27-31 Maio, N=2051, Tel.
PSD: 35,4% (-0,1)
PS: 31,3% (-0,9)
CDS/PP: 13,4% (+0,8)
CDU: 7,9% (+0,3)
BE: 6,0% (-0,3)
Aqui. Se olharmos para os últimos dois dias, temos:
30-31 Maio, N=1025, Tel.
PSD: 35,6% (+0,8)
PS: 31,2% (-0,9)
CDS/PP: 13,6% (+1,0)
CDU: 7,9% (+0,3)
BE: 5,8% (-0,7)
PS: 31,3% (-0,9)
CDS/PP: 13,4% (+0,8)
CDU: 7,9% (+0,3)
BE: 6,0% (-0,3)
Aqui. Se olharmos para os últimos dois dias, temos:
30-31 Maio, N=1025, Tel.
PSD: 35,6% (+0,8)
PS: 31,2% (-0,9)
CDS/PP: 13,6% (+1,0)
CDU: 7,9% (+0,3)
BE: 5,8% (-0,7)
CESOP/Católica, 28-29 Maio, N=3963, Presencial
PSD: 36% (=)
PS: 31% (-5)
CDS/PP: 11% (+1)
CDU: 8% (-1)
BE: 7% (+1)
Aqui. A comparação é com a sondagem do CESOP cujo trabalho de campo terminou dia 22 de Maio.
PS: 31% (-5)
CDS/PP: 11% (+1)
CDU: 8% (-1)
BE: 7% (+1)
Aqui. A comparação é com a sondagem do CESOP cujo trabalho de campo terminou dia 22 de Maio.
Alguns padrões nas sondagens recentes
Passeando pelos depósitos de sondagens recentes na ERC, alguns padrões interessantes nas sondagens da Intercampus (todos eles meramente correlacionais):
1. Mulheres muito mais propensas a manifestar que "não sabem" em que partido votariam.
2. 55 ou + muito menos propensos a manifestar que não vão votar.
3. Dentro daqueles que manifestam intenção de voto, os que tencionam votar na CDU são os que mais dizem que "vão votar de certeza" (95% ou mais nas últimas sondagens). A diferença não é muito grande em relação aos outros partidos, mas tem-se tornado mais forte à medida que avançamos nas diferentes vagas das sondagens da Intercampus. E outra coisa: entre os eleitores do PSD, a percentagem dos que dizem ter a certeza que vão às urnas é sempre superior à percentagem equivalente no PS.
1. Mulheres muito mais propensas a manifestar que "não sabem" em que partido votariam.
2. 55 ou + muito menos propensos a manifestar que não vão votar.
3. Dentro daqueles que manifestam intenção de voto, os que tencionam votar na CDU são os que mais dizem que "vão votar de certeza" (95% ou mais nas últimas sondagens). A diferença não é muito grande em relação aos outros partidos, mas tem-se tornado mais forte à medida que avançamos nas diferentes vagas das sondagens da Intercampus. E outra coisa: entre os eleitores do PSD, a percentagem dos que dizem ter a certeza que vão às urnas é sempre superior à percentagem equivalente no PS.
Ainda boca das urnas
Um excelente resumo sobre como são feitas. Em Portugal é muitíssimo parecido, com a diferença do post anterior e, claro, da operação logística absolutamente descomunal que acontece nos Estados Unidos. De resto, ficava tão caro que as estações se juntaram e passaram a encomendar a sondagem a uma única empresa, utilizando depois os dados como quiserem.
Boca das urnas
No próximo dia 5, é provável que tenhamos o costume: às 20.00h, são anunciadas três projecções, muito próximas entre si, e bastante próximas em relação ao total de votos escrutinados. Desse ponto de vista, não me recordo de uma eleição em que tenha havido problemas (com excepção de uma ou outra eleição regional; quem procurar aqui no blogue encontra um ou outro desses casos). Depois vão andar pelas sedes partidárias, ouvir 457 membros de secretariados e comissões políticas, 967 comentadores (sendo eu um deles), discursos de vitória e de derrota, filmagens de carros e motas a caminho dos ditos, etc.
Mas há um aspecto em que as nossas sondagens à boca das urnas são claramente deficientes: basicamente, não ficamos a aprender nada sobre como as pessoas votaram. Vou dar-vos um exemplo do tipo de coisas que se poderia ficar a saber:
No caso americano, uma infografia fabulosa do NYT mostra o voto segundo uma série de variáveis socio-demográficas. Na Alemanha, algo semelhante, a votação por diferentes grupos sociais, havendo igualmente cruzamentos com avaliações de líderes e percepção de importância de diferentes problemas sociais.
Isto seria impossível de fazer em Portugal? Não. O principal problema novo seria o de transmitir dos pontos de amostragem para a central os dados sobre as restantes variáveis para além das votações agregadas. Mas há soluções tecnológicas capazes de o fazer que não exigiriam investimentos demasiado grandes. Mesmo que os valores das variáveis tivessem de ser ditados pelo telefone, seria sempre possível fazê-lo junto de uma sub-amostra bem menor do que os habituais 15 a 30 mil inquiridos e mesmo assim obter resultados fiáveis e relevantes.
Haveria um custo adicional, certamente. O que se passa, contudo, é que as televisões não acham isto suficientemente interessante para pagarem esse custo adicional. É só mais um exemplo de como as sondagens poderiam aprofundar (em vez de "superficializar") o debate político, mas de como os clientes resistem a correr o risco de mudar a cobertura das noites eleitorais, receando que os espectadores não se interessem. Sempre achei e sempre lhes disse que estão enganados e que valeria a pena arriscar. Pode ser que um dia.
Mas há um aspecto em que as nossas sondagens à boca das urnas são claramente deficientes: basicamente, não ficamos a aprender nada sobre como as pessoas votaram. Vou dar-vos um exemplo do tipo de coisas que se poderia ficar a saber:
No caso americano, uma infografia fabulosa do NYT mostra o voto segundo uma série de variáveis socio-demográficas. Na Alemanha, algo semelhante, a votação por diferentes grupos sociais, havendo igualmente cruzamentos com avaliações de líderes e percepção de importância de diferentes problemas sociais.
Isto seria impossível de fazer em Portugal? Não. O principal problema novo seria o de transmitir dos pontos de amostragem para a central os dados sobre as restantes variáveis para além das votações agregadas. Mas há soluções tecnológicas capazes de o fazer que não exigiriam investimentos demasiado grandes. Mesmo que os valores das variáveis tivessem de ser ditados pelo telefone, seria sempre possível fazê-lo junto de uma sub-amostra bem menor do que os habituais 15 a 30 mil inquiridos e mesmo assim obter resultados fiáveis e relevantes.
Haveria um custo adicional, certamente. O que se passa, contudo, é que as televisões não acham isto suficientemente interessante para pagarem esse custo adicional. É só mais um exemplo de como as sondagens poderiam aprofundar (em vez de "superficializar") o debate político, mas de como os clientes resistem a correr o risco de mudar a cobertura das noites eleitorais, receando que os espectadores não se interessem. Sempre achei e sempre lhes disse que estão enganados e que valeria a pena arriscar. Pode ser que um dia.
Twitosfera até dia 31 de Maio
Até agora tenho sido parco em comentários sobre estes dados do projecto REACTION, especialmente porque não sei bem o que dizer que não seja puramente descritivo:
- As menções a Sócrates diminuíram de peso nas menções totais até meados de Maio, tendo voltado a crescer desde desde aí. O mesmo não sucede nas menções positivas (em relação ao total de menções positivas), que estão estáveis desde meados de Maio
- Paulo Portas é mencionado na Twitosfera com uma frequência desproporcionalmente elevada em relação ao peso eleitoral do CDS, e isso é especialmente verdade no que respeita às menções positivas, onde cresce desde meados de Maio aparentemente à custa (digamos assim) de Sócrates e Passos Coelho.
Um leitor sugeria que tomasse de alguma forma em conta a relação entre menções positivas e negativas. É o que faço no gráfico seguinte, que calcula um índice: (2*%positivas + %neutras)/2. O índice varia entre 0 (100% negativas) e 100 (100% positivas):

Entre os tweets que mencionam cada um dos líderes, os dos pequenos partidos têm menos negatividade.
Para já só queria mostrar estas coisas. Acho que tem de haver muita análise a posteriori para compreendermos a utilidade disto, para além de medir o que se passa na twitosfera portuguesa, que já me parece suficientemente interessante.
terça-feira, maio 31, 2011
Eurosondagem, 26-30 Maio, N=2059, Tel.
PSD: 35,5%
PS: 32,2%
CDS: 12,6%
CDU: 7,6%
BE: 6,3%
Aqui. Em relação aos resultados de ontem, PSD sobe 0,7 pontos, é a única mudança assinalável. No trabalho de campo conduzido exclusivamente no dia 30, os resultados foram os seguintes:
PS: 32,2%
CDS: 12,6%
CDU: 7,6%
BE: 6,3%
Aqui. Em relação aos resultados de ontem, PSD sobe 0,7 pontos, é a única mudança assinalável. No trabalho de campo conduzido exclusivamente no dia 30, os resultados foram os seguintes:
PSD: 36,4%
PS: 32,4%
CDS: 12,3%
CDU: 7,6%
BE: 6,1%
Mas estamos neste caso a falar de cerca de 500 inquiridos.
Gráfico dinâmico
Há por aí muitos gráficos com sondagens. Este, feito por mim, este, na Marktest, ou este e este, no Público e na SIC Notícias, respectivamente. E de certeza que há mais.
Mas o que não há, que eu saiba, é um gráfico dinâmico onde se possa, que sei eu, ver todos os resultados desde 2005, escolher diferentes empresas ou partidos, modificar o eixo y para ver melhor o que se passa com os pequenos partidos ou escolher diferentes intervalos de tempo.
Não há? Não havia. Mas o Bernardo Caldas, 19 anos, estudante de Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico, achou que devia haver. E achou bem. Parece-me que fez isto em dois fins de tarde. E vocês, na infografia dos jornais online, já voltaram de tomar o cafézinho?
Mas o que não há, que eu saiba, é um gráfico dinâmico onde se possa, que sei eu, ver todos os resultados desde 2005, escolher diferentes empresas ou partidos, modificar o eixo y para ver melhor o que se passa com os pequenos partidos ou escolher diferentes intervalos de tempo.
Não há? Não havia. Mas o Bernardo Caldas, 19 anos, estudante de Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico, achou que devia haver. E achou bem. Parece-me que fez isto em dois fins de tarde. E vocês, na infografia dos jornais online, já voltaram de tomar o cafézinho?
segunda-feira, maio 30, 2011
Eurosondagem, 25-29 Maio, N=2052, Tel.
PSD: 34,7%
PS: 32,1%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,7%
BE: 6,3%
Aqui. Estes resultados são produzidos inquirindo 2052 pessoas mas ponderando os quatro dias de trabalho de campo de forma diferente (não houve trabalho de campo dia 28). Eu tenho tratado os resultados de uma maneira alternativa, olhando para os resultados de blocos de cerca de 1000 inquiridos de cada vez. Se o fizermos (e compararmos com os 1000 anteriores), ficamos, salvo erro, assim:
27-29 Maio, N=1025
PSD: 34,8% (+1,0)
PS: 32,1% (-0,6)
PS: 32,1%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,7%
BE: 6,3%
Aqui. Estes resultados são produzidos inquirindo 2052 pessoas mas ponderando os quatro dias de trabalho de campo de forma diferente (não houve trabalho de campo dia 28). Eu tenho tratado os resultados de uma maneira alternativa, olhando para os resultados de blocos de cerca de 1000 inquiridos de cada vez. Se o fizermos (e compararmos com os 1000 anteriores), ficamos, salvo erro, assim:
27-29 Maio, N=1025
PSD: 34,8% (+1,0)
PS: 32,1% (-0,6)
CDS-PP: 12,6% (-0,7)
CDU: 7,6% (-0,1)
BE: 6,5% (=)
Intercampus, 25-29 Maio, N=1010, Tel.
PSD: 37% (-2,6)
PS: 32,3% (-0,9)
CDS-PP: 12,7% (+0,6)
CDU: 7,7% (+1,1)
BE: 5,2% (-0,4)
Aqui. Espero que isto não lance confusão, mas tal como tenho sempre feito estou a comparar com a última amostra independente da Intercampus, ou seja, o estudo cujo trabalho de campo terminou a 22 de Maio. Como é óbvio pela notícia, se compararmos com a amostra da sondagem imediatamente anterior (com a qual esta partilha dois dias de trabalho de campo), o PSD sobe.
PS: 32,3% (-0,9)
CDS-PP: 12,7% (+0,6)
CDU: 7,7% (+1,1)
BE: 5,2% (-0,4)
Aqui. Espero que isto não lance confusão, mas tal como tenho sempre feito estou a comparar com a última amostra independente da Intercampus, ou seja, o estudo cujo trabalho de campo terminou a 22 de Maio. Como é óbvio pela notícia, se compararmos com a amostra da sondagem imediatamente anterior (com a qual esta partilha dois dias de trabalho de campo), o PSD sobe.
Intenções de voto e resultados eleitorais
Sondagens não são previsões, já sabemos. Mas se houvesse um padrão regular nas diferenças entre as intenções de voto medidas pelas sondagens e os resultados eleitorais, isso seria desde logo um passo possível numa tentativa de usar as intenções de voto para prever resultados. O que tenho para dizer sobre o assunto está aqui (.pdf) em colaboração com o Luís Aguiar-Conraria e o Miguel Maria Pereira. Mas numa abordagem um pouco mais descritiva, o que encontramos quando comparamos as sondagens feitas nas últimas duas semanas antes das eleições (medindo intenções de voto) e aqueles que acabam por ser os resultados? O quadro abaixo mostra o que se encontra nas três últimas eleições legislativas:
Não quero tirar daqui conclusão alguma. O que concluo sobre este tipo de análise está no artigo linkado acima. Os leitores tirarão as suas.
Nota: tendo em conta os comentários aqui e noutros sítios, duas coisas. Primeiro, o intervalo mostra os valores mínimos e máximos. A média é a média dessas E das restantes sondagens. Segundo, olho apenas para 2002 e seguintes porque antes não se podia divulgar sondagens na última semana.
Não quero tirar daqui conclusão alguma. O que concluo sobre este tipo de análise está no artigo linkado acima. Os leitores tirarão as suas.
Nota: tendo em conta os comentários aqui e noutros sítios, duas coisas. Primeiro, o intervalo mostra os valores mínimos e máximos. A média é a média dessas E das restantes sondagens. Segundo, olho apenas para 2002 e seguintes porque antes não se podia divulgar sondagens na última semana.
Probabilidade de o PS ganhar as eleições, segundo MRS
"Eu próprio dizia, há quatro ou cinco dias, que achava que o PS tinha 10% de hipóteses de vitória, olhando para a evolução das sondagens, há uma semana atrás ou no começo da semana. Aumentou essas probabilidades, eu hoje já diria que tem para aí 30% ou 35% das hipóteses", afirmou ontem Marcelo Rebelo de Sousa, no jornal das 8 da TVI.
"Outros, Brancos e Nulos"
Um amigo chamou-me a atenção para a possibilidade da parcela "Outros, Brancos e Nulos" estar a aumentar nas sondagens. Fiquei curioso, mas desde logo um pouco preocupado. Primeiro, fico sempre um pouco inquieto quando se trata de analisar o conceito de "Outros, Brancos e Nulos", uma categoria residual, no sentido em que reúne coisas muito diferentes entre si. Segundo, receio sempre que os resultados das sondagens nesta categoria tenham um tratamento demasiado diferente de sondagem para sondagem. Na Marktest, por exemplo, notem como os resultados, mesmo depois de distribuídos os indecisos, atribuem 12,6% à categoria "Voto Branco/Outros" e como depois a Marktest "pondera" os resultados finais da seguinte forma: "ajustado o valor dos votos brancos e outros com base no valor obtido nas últimas Eleições para a Assembleia da República - Fev.2005" (deve ser gralha o Fev. 2005). Por outras palavras: a Marktest acha que a sondagem está a sobrestimar os OB's e recalcula tudo atribuindo-lhes um valor mais baixo. O único outro caso que conheço bem é o do CESOP, onde as pessoas que declaram voto em branco são questionadas sobre a sua inclinação de voto. Só aqueles que dizem que votariam em branco E não demonstram uma inclinação de voto são tratados como votos em branco no final. E não sei o que se faz ou como se faz nas outras empresas. Tudo isto para dizer que:
1. Há pelo menos duas empresas que sentem que captam votos em branco acima das reais intenções dos inquiridos;
2. As empresas tratam desta assunto de formas muito diferentes.
Dito isto, podemos olhar, com muita cautela, para a evolução dos OBN's. A primeira coisa que vi foi isto:
Se presumirmos a possibilidade de os OBNs estarem a mudar linearmente com a passagem do tempo e formos à procura desse padrão, ele está lá, e é de crescimento. Mas o que acontece se tornarmos esta evolução mais sensível a mudanças na tendência?
Crescimento até início do ano e depois diminuição. Mas tudo isto merece outro tipo de tratamento. Se o tratamento dos OBN's é muito sensível ao que é feito por cada empresa, temos um caso onde controlar por house effects se torna particularmente importante. E se fizermos isso, o que vemos?
1. Entre Março de 2005 e Janeiro de 2011, a percentagem de OBN's aumenta quase 4 pontos.
2. Entre Janeiro de 2011 e a segunda metade de Maio, desce 2,5 pontos.
Logo, a afirmação de que os OBN's estão a subir é correcta a médio/longo prazo, mas incorrecta a curto-prazo. É o melhor que consigo concluir neste momento.
1. Há pelo menos duas empresas que sentem que captam votos em branco acima das reais intenções dos inquiridos;
2. As empresas tratam desta assunto de formas muito diferentes.
Dito isto, podemos olhar, com muita cautela, para a evolução dos OBN's. A primeira coisa que vi foi isto:
Se presumirmos a possibilidade de os OBNs estarem a mudar linearmente com a passagem do tempo e formos à procura desse padrão, ele está lá, e é de crescimento. Mas o que acontece se tornarmos esta evolução mais sensível a mudanças na tendência?
Crescimento até início do ano e depois diminuição. Mas tudo isto merece outro tipo de tratamento. Se o tratamento dos OBN's é muito sensível ao que é feito por cada empresa, temos um caso onde controlar por house effects se torna particularmente importante. E se fizermos isso, o que vemos?
1. Entre Março de 2005 e Janeiro de 2011, a percentagem de OBN's aumenta quase 4 pontos.
2. Entre Janeiro de 2011 e a segunda metade de Maio, desce 2,5 pontos.
Logo, a afirmação de que os OBN's estão a subir é correcta a médio/longo prazo, mas incorrecta a curto-prazo. É o melhor que consigo concluir neste momento.
"Perceba a treta das sondagens"
Por Luís Filipe Malheiro, no Jornal da Madeira. Um excerto:
"Sempre que as pessoas ouvirem falar de sondagens, percebam logo que estão a ser enganadas, porque estamos a falar de um embuste e de uma aldrabice que deveria, apadrinhada pela comunicação social, justificar a intervenção do Ministério Público, levando a tribunal as empresas vendedoras desta falcatrua para além da reacção de outras entidades com tutela neste domínio, casos da Comissão Nacional de Eleições e da ERC."
"Sempre que as pessoas ouvirem falar de sondagens, percebam logo que estão a ser enganadas, porque estamos a falar de um embuste e de uma aldrabice que deveria, apadrinhada pela comunicação social, justificar a intervenção do Ministério Público, levando a tribunal as empresas vendedoras desta falcatrua para além da reacção de outras entidades com tutela neste domínio, casos da Comissão Nacional de Eleições e da ERC."
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