sábado, maio 04, 2013

Os exames do 4º ano

Fiz a 15 de Abril passado uma queixa ao Provedor de Justiça sobre a realização de exames do 4º ano fora das escolas dos alunos. Já tive resposta do Provedor-Adjunto. Não a transcrevo aqui inteiramente, porque acho que não o devo fazer numa carta que me é dirigida. Mas queria notar algumas coisas:

1. A Norma 2/JNE/2013, cuja versão definitiva é de 24 de Abril, prevê o acompanhamento dos alunos por “professores e assistentes operacionais das escolas de origem”, quer nos procedimentos de entrada e orientação para as salas, quer durante o intervalo.

2. O Provedor-Adjunto adianta também que, apesar de não estar na Norma, foi-lhe comunicado que "as turmas de origem não serão, por regra, desfeitas para a realização das provas de exame, estando assim garantido que os alunos não se verão rodeados por caras desconhecidas, mas sim pelas dos respetivos colegas do ano que ora finda (e, presumivelmente, dos 4 anos de escolaridade já frequentados), bem como do seu professor, nos termos acima descritos." Importa confirmar se isso será mesmo assim, dado que as informações originais não apontavam para nada disto. Espero mesmo que se confirme.

3. Enviou também uma carta ao Júri Nacional de Exames com várias recomendações.

Continuo a não ser contra a existência de exames, continuo a achar que há um inimaginável excesso de zelo e regras irracionais na gestão deste processo (pelo menos no que toca às crianças do 4º ano) e pondero fazer nova queixa ao Provedor se o meu filho for obrigado a este completo absurdo. Mas registo algum esforço - a confirmar pela prática - do Júri Nacional de Exames para mitigar algumas das consequências mais negativas deste processo em comparação com o que estava previsto inicialmente. E é bom ver como o Provedor de Justiça, dentro das suas competências limitadas e circunscritas, é uma instituição que funciona bem e responde em tempo útil. Assim fossem todas.
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