quinta-feira, outubro 09, 2008

Ohio e os comícios

McCain, Palin and Obama andam pelo Ohio por estes dias. Numa semana, as duas campanhas gastaram 4 milhões de dólares em publicidade só neste estado. Os dados sugerem que Obama tem, nesta fase, mais dinheiro para gastar que McCain, e que está a geri-lo de forma diferente. Os Democratas estão a gastar em estados antes vistos como improváveis mas onde as mudanças das últimas semanas sugerem a possibilidade de vitória. No Indiana, o rácio a favor de Obama em despesas de campanha é de 20 para 1.

Obama vem a Columbus amanhã. Pelas mailing lists da Universidade, circulam mensagens pedindo voluntários entre as 10 e as 16h de amanhã para gerir o comício. É assim que a coisa funciona. O dinheiro vai quase todo para os anúncios televisivos. Contudo, há cada vez menos pessoas que os vêem. Cada vez mais pessoas têm sistemas tipo TiVo, através dos quais gravam os programas que querem ver e saltam a publicidade. Anteontem, foi assim que assisti ao debate: com um atraso de alguns minutos em relação à emissão ao vivo, fazendo "pausa" para discutirmos pormenores, retomando depois o visionamento da gravação.

Os comícios de McCain e Palin estão tornar-se um bocado edgy. Antes de um ou outro chegarem, há discursos de figuras locais para aquecer a multidão, onde Obama é chamado "Barack Hussein Obama". Quando se lhes pede comentários, McCain e Palin dizem que não têm nada a ver com o assunto. Os discursos deles têm sido pontuados por gritos dos assistentes quando o nome de Obama é mencionado: "terrorist", "traitor" e coisas assim. Há dias, parece que alguém gritou "kill him", e um técnico de som da CNN, negro, foi insultado.
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