quarta-feira, janeiro 11, 2006

Interlúdio 2

Bragança, 10 Jan (Lusa) - A mulher do candidato presidencial Mário Soares, Maria Barroso, divulgou hoje em Bragança um caso que considerou "revelador da forma ínvia e desonesta como são feitas algumas sondagens". Maria Barroso falava para apoiantes na sede de candidatura de Mário Soares, admitindo que "alguns estão desanimados porque as sondagens são feitas para desanimar as pessoas".

A mulher do candidato decidiu partilhar com a plateia um caso que disse ter ocorrido há três dias quando uma amiga, professora de Filosofia em Coimbra, lhe telefonou a contar uma "história que parece anedota, mas que é verdadeira". Segundo Maria Barroso, "telefonaram para casa dela a perguntar se havia alguém na faixa etária entre os 30 e os 45 anos". "Ela mandou a funcionária ao telefone e perguntaram-lhe assim: então em quem é que vai votar? Eu vou votar no dr. Mário Soares, que é em quem eu votei sempre. E eles disseram de lá: desculpe, foi engano", contou.

"Isto não se faz, isto é uma desonestidade, é uma forma ínvia de fazer as sondagens. Se dizem que é a favor de um determinado candidato que não é o que eles querem, então dizem que já não tem efeito e que não lhes interessa", acrescentou.

Cada um tira as conclusões que quiser. Mas a mim interessa-me por outras razões: repararam como, inicialmente, o(a) inquiridor(a) aceitou a entrada na amostra de uma "funcionária" que "havia lá", sem indagar se era residente, só pelo facto de preencher a quota? É para verem o que acontece com as quotas...
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