Neste blogue, acusa-se a recente sondagem da Marktest de "não ter validade", e afirma-se que "a amostragem não foi feita de forma rigorosa e profissional". São dois os argumentos apresentados:
1. "O primeiro erro, começa pela sondagem não ter em conta a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira";
2. O facto da distribuição espacial dos inquéritos por regiões "Norte", "Centro" e "Sul" não respeitar a distribuição espacial da população portuguesa.
Vejamos. Primeiro, a ficha técnica da sondagem explica claramente que o universo sobre o qual está a fazer inferências é o da população de Portugal Continental com 18 ou mais anos. O que o post poderia tentar argumentar é que a ausência dos Açores e da Madeira fazem com que não se possa fazer inferências dos resultados do Continente para os resultados totais. Mas nem a sondagem faz essa inferência nem o autor faz esse argumento. Remete para uma questão de "erro de amostragem". Mas isto não é erro nenhum: é uma opção. E ainda por cima, se o autor do blogue tivesse alguma vez olhado para resultados eleitorais, ficaria a saber que, tendencialmente, a inclusão dos Açores e da Madeira tenderia normalmente a aumentar a vantagem do PSD, não a diminuí-la.
A segunda crítica é ainda menos fundamentada:
1. O autor fala da distribuição da população, quando o que mais se aproxima do universo de interesse é a população com 18 ou mais anos.
2. Apresenta dados para Norte, Centro e Sul, divisão que não coincide com as unidades territoriais do INE;
3. Compara esses dados com a distribuição territorial do inquérito da Marktest, sem ter apurado se as categorias que usa coincidem com as da Marktest.
Quinta-feira, Junho 04, 2009
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