quinta-feira, junho 04, 2009

O que aí vem.

Os quadros seguintes mostram o template que vou usar para analisar cada sondagem.

Um primeiro quadro dá alguma informação geral, mostra as estimativas de resultados eleitorais e o intervalo de confiança a 95% (aproximação à normal) associado a cada estimativa, na base da dimensão da sub-amostra de inquiridos que exprimiram uma intenção de voto, mesmo que seja em branco ou nulo. Um segundo quadro mostra diferenças entre partidos na sondagem, assim como a margem de erro da diferença. Quando a diferença na amostra é inferior à margem de erro, isso significa que essa diferença carece de significância estatística a 95%, e assinalo isso a vermelho. Quando a diferença na amostra é superior, isso significa que a diferença é estatisticamente significativa a 95%, e assinalo isso a verde. Respeitarei a opção de cada instituto de apresentar resultados com ou sem casas decimais. Tudo isto pressupõe, claro, amostragem probabilística, que sabemos ser uma pressuposição inválida. Mas enfim.

Comecemos então pela Marktest. Desde logo, a dimensão da sub-amostra de intenções válidas não se pode calcular na base das notícias saídas até ao momento. Por isso, para já, irei presumir que a percentagem de abstencionistas declarados, indecisos e não respostas é igual à do estudo anterior, o que resulta numa sub-amostra de 383.





O que nos dizem estes quadros:

1. Estritamente na base da sondagem Marktest, não é possível dizer, com um elevado grau de confiança, se a vantagem do PSD sobre o PS na amostra correspondia, à data da sondagem, a uma vantagem real na população.
2. A mesma afirmação serve para a relação entre o BE e a CDU.
3. O mesmo já não sucede com o CDS-PP: a vantagem encontrada da CDU e do BE sobre o CDS-PP é estatisticamente significativa.
Enviar um comentário